{"id":12890,"date":"2026-03-26T06:04:45","date_gmt":"2026-03-26T13:04:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12890"},"modified":"2026-03-26T06:04:45","modified_gmt":"2026-03-26T13:04:45","slug":"brigada-victor-jara-dancas-e-folias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/03\/26\/brigada-victor-jara-dancas-e-folias\/","title":{"rendered":"Brigada Victor Jara &#8211; &#8220;Dan\u00e7as e Folias&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira, 27.09.1995<br \/>\n<strong>portugueses<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Abrigada Nos Cl\u00e1ssicos<\/p>\n<p>BRIGADA VICTOR JARA<br \/>\nDan\u00e7as e Folias (9)<br \/>\nEd. Farol<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/brigadaVictorJara-1.jpg\" alt=\"\" width=\"739\" height=\"532\" class=\"alignnone size-full wp-image-12891\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/brigadaVictorJara-1.jpg 739w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/brigadaVictorJara-1-300x216.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/brigadaVictorJara-1-624x449.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/brigadaVictorJara-1-100x72.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nN\u00e3o existe um som Brigada da mesma maneira que existe um som Vai de Roda, um som Roman\u00e7as, um som Ronda ou um som Realejo. Significa que falta personalidade a uma das bandas, juntamente com os Almanaque e o G.A.C., mais antigas no circuito folk nacional? A quest\u00e3o deve ser respondida a outro n\u00edvel. A banda de Manuel Rocha, Ricardo Dias e Aur\u00e9lio Malva, para citar apenas tr\u00eas dos seus principais solistas, tem vivido, desde o ano da sua forma\u00e7\u00e3o, em 1975, do colectivo. Ao inv\u00e9s da procura e apuramento de uma assinatura singular, a op\u00e7\u00e3o, bem mais dif\u00edcil, foi e continua a ser a de desenvolver um trabalho em profundidade em torno das nossas ra\u00edzes. Se em anos anteriores este trabalho derivou para experi\u00eancias de fus\u00e3o, sobretudo em \u201cContraluz2 e \u201cMonte Formoso\u201d, que resultaram ocasionalmente desequilibrados, em \u201cDan\u00e7as e Folias\u201d assiste-se ao regresso a um certo classicismo, entendido \u2013 ali\u00e1s como referiu Manuel Rocha na entrevista que concedeu a este suplemento na passada semana \u2013 como uma postura mais pr\u00f3xima do formato tradicional da can\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o das dan\u00e7as propriamente ditas (jota, chula, lla\u00e7o, fofa, mazurca, chote), neste caso exploradas pelo seu lado mais intrinsecamente \u201cmusical\u201d. A diversidade impera, fazendo prova do vasto leque de possibilidades que a banda tem ao seu dispor, ao mesmo tempo que de uma sensibilidade n\u00e3o confinada a f\u00f3rmulas espec\u00edficas ou estereotipadas.<br \/>\nO lado mais c\u00e9ltico, transmontano (incluindo dois temas de Rio de Onor, derradeira fortaleza comunit\u00e1ria, fiel aos ritmos e ritos da eternidade, oculta da modernidade nas faldas das terras para l\u00e1 dos montes\u2026) que enceta o disco esbarra ao quinto tema na surpresa de um dramatismo exacerbado, na vocaliza\u00e7\u00e3o \u2013 muito perto do paroxismo \u2013 do convidado Zeca Medeiros, uma for\u00e7a da Natureza \u00e0 solta da sua ilha natal. S. Miguel, A\u00e7ores. Uma mazurca palaciana, ainda aberta \u00e0s reminisc\u00eancias c\u00e9lticas, \u00e9 por seu lado perturbada por uma das grandes can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum, \u201cModa da Zamburra\u201d, can\u00e7\u00e3o de folia entoada no Entrudo, na Beira Baixa. \u201cO mineiro\u201d, melodia estremenha da regi\u00e3o de Torres Vedras cruza-se com as s\u00edncopes e as modula\u00e7\u00f5es habituais na m\u00fasica da Bretanha, a bombarda substitu\u00edda pela ponteira de Aur\u00e9lio Malva e o sax soprano de outro convidado, Jorge Reis, a apontar para divertimentos bret\u00f5es como os dos Gwendal ou Ti Jaz.<br \/>\nMuito a prop\u00f3sito, a Brigada volta a saltar para Tr\u00e1s-os-Montes, para o canto mirand\u00eas, o conv\u00e9nio das percuss\u00f5es a chamada de veludo (nada frequente no meio da rudeza rochosa destes lugares\u2026) da gaita-de-foles, em \u201cFraile cornudo\u201d. O violinista Manuel Rocha mostra ser o Dave Swarbrick portugu\u00eas no \u201cChote\u201d muito Fairportiano que se segue. 2Donde vas\u201d fecha em beleza, com um romance uma vez mais recolhido nos sil\u00eancios escuros de Rio de Onor, iluminado pela voz de Margarida Miranda, aqui assombrada pela mesma interroga\u00e7\u00e3o que traz suspensa N\u00e9 Ladeiras em \u201cTraz os Montes\u201d, e o longo solo de filisc\u00f3rnio, imbu\u00eddo de religiosidade e do esp\u00edrito barroco, de Tom\u00e1s Pimental. \u201cDan\u00e7as e Folias\u201d a\u00ed est\u00e1 como exemplo para os aprendizes de feiticeiro que julgam poder fazer num dia o que demora uma vida a aprender.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 27.09.1995 portugueses Abrigada Nos Cl\u00e1ssicos BRIGADA VICTOR JARA Dan\u00e7as e Folias (9) Ed. Farol N\u00e3o existe um som Brigada da mesma maneira que existe um som Vai de Roda, um som Roman\u00e7as, um som Ronda ou um som Realejo. 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