{"id":12796,"date":"2026-01-26T05:41:12","date_gmt":"2026-01-26T12:41:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12796"},"modified":"2026-01-26T05:41:12","modified_gmt":"2026-01-26T12:41:12","slug":"pedro-caldeira-cabral-guitarra-universal-no-s-luiz-critica-de-concerto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/01\/26\/pedro-caldeira-cabral-guitarra-universal-no-s-luiz-critica-de-concerto\/","title":{"rendered":"Pedro Caldeira Cabral &#8211; &#8220;Guitarra Universal No S. Luiz&#8221; (cr\u00edtica de concerto)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>cultura >> segunda-feira, 19.06.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Guitarra Universal No S. Luiz<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nLI\u00c7\u00c3O DE hist\u00f3ria no Teatro S. Luiz, em Lisboa. Mais concretamente uma li\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da guitarra portuguesa, de gen\u00e9rico \u201cMem\u00f3rias da guitarra\u201d, desde a Idade M\u00e9dia aos nossos dias. Aconteceu na noite de s\u00e1bado, com Pedro Caldeira Cabral a leccionar e a ajuda de oito assistentes, nos restantes instrumentos. Um \u201cv\u00eddeo-wall\u201d disposto ao lado do palco permitia observar os pormenores e ler nas entrelinhas.<br \/>\nA guitarra portuguesa n\u00e3o surgiu do nada. Tem antepassados. O seu parente mais antigo \u00e9 a c\u00edtola, que os trovadores da Idade M\u00e9dia utilizaram para encantar as suas damas, mas tamb\u00e9m os jograis e menestr\u00e9is, ao longo dos s\u00e9culos XIII e XIV. Foi nesta \u00e9poca que Caldeira Cabral come\u00e7ou, com um \u201csaltarelo\u201d e uma \u201cCantiga de amor\u201d da autoria do rei D. Dinis. A c\u00edtola deu origem \u00e0 c\u00edtara e a li\u00e7\u00e3o prosseguiu neste instrumento pelos s\u00e9culos XV, XVI e XVII, passando pelas composi\u00e7\u00f5es de Diego Ortiz, Paolo Virchi (\u201cSe si vedesse fuore\u201d, com uma das v\u00e1rias bel\u00edssimas interpreta\u00e7\u00f5es vocais do bar\u00edtono Fernando Marques Gomes) e Anthony Holborne, entre outros autores.<br \/>\nFinalmente a guitarra portuguesa faz-se ouvir j\u00e1 no per\u00edodo do Barroco, atrav\u00e9s de pe\u00e7as escritas para outros instrumentos que Pedro Caldeira Cabral transp\u00f4s para a guitarra. Pe\u00e7as de Carlos Seixas, Domenico Scarlatti e Bach. Em qualquer destes tr\u00eas instrumentos Pedro Caldeira Cabral mostrou uma not\u00e1vel seguran\u00e7a, apenas poss\u00edvel pelo grau de virtuosismo que o caracteriza, fruto de uma longa pr\u00e1tica e conv\u00edvio com os instrumentos de corda dedilhada, aos quais se vem dedicando desde h\u00e1 muitos anos.<br \/>\nCumprida a primeira parte do concerto, dedicada \u00e0 m\u00fasica antiga, onde, al\u00e9m da guitarra se escutou a sonoridade palaciana de instrumentos como a viola medieval, a viola da gamba, a lira de arco e o ala\u00fade, Pedro Caldeira Cabral regressou com a guitarra \u201cinglesa\u201d, numa passagem breve pelos s\u00e9culos XVIII e XIX, onde de novo se destacou a voz do bar\u00edtono, em \u201cCruel saudade\u201d. Depois, at\u00e9 ao final, o programa foi preenchido por composi\u00e7\u00f5es suas. Em solo absoluto, em di\u00e1logo com a guitarra de Francisco Perez ou integrado no \u201censemble\u201d, Pedro Caldeira Cabral revisitou os acordes e ambi\u00eancias do fado e da m\u00fasica tradicional, para se entregar progressivamente a linguagens mais contempor\u00e2neas onde a disson\u00e2ncia, a desmultiplica\u00e7\u00e3o de ritmos e a explora\u00e7\u00e3o dos timbres conferiu um tom diferente ao concerto. Sobressa\u00edram nesta altura o contrabaixo de M\u00e1rio Franco, o violoncelo de Kenneth Frazer e a viola da gamba de Susana Diniz Moody. No \u00faltimo tema, \u201cJogo de cordas\u201d, assistiu-se a uma conversa de pergunta\/resposta entre a guitarra e o piano de Jo\u00e3o Paulo Esteves da Silva.<br \/>\nDois \u201cencores\u201d premiaram esta viagem pela mem\u00f3ria de guitarra que conseguiu o ponto de equil\u00edbrio entre o concerto \u201cerudito\u201d, o didactismo e, ao longo de toda a segunda parte, um tom mais popular. Se a m\u00fasica de Carlos Paredes representa a alma de Portugal, a de Pedro Caldeira Cabral representa o mar universal onde essa alma navega.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura >> segunda-feira, 19.06.1995 Guitarra Universal No S. Luiz LI\u00c7\u00c3O DE hist\u00f3ria no Teatro S. Luiz, em Lisboa. Mais concretamente uma li\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da guitarra portuguesa, de gen\u00e9rico \u201cMem\u00f3rias da guitarra\u201d, desde a Idade M\u00e9dia aos nossos dias. 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