{"id":12767,"date":"2026-01-07T06:38:51","date_gmt":"2026-01-07T13:38:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12767"},"modified":"2026-01-07T06:38:51","modified_gmt":"2026-01-07T13:38:51","slug":"kevin-braheny-the-way-home-galaxies-secret-rooms-tim-clark-tales-of-the-sun-people-mychael-danna-sirens-skys-constance-demby-sacred-space-music-set-fr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/01\/07\/kevin-braheny-the-way-home-galaxies-secret-rooms-tim-clark-tales-of-the-sun-people-mychael-danna-sirens-skys-constance-demby-sacred-space-music-set-fr\/","title":{"rendered":"Kevin Braheny &#8211; &#8220;The Way Home&#8221; + &#8220;Galaxies&#8221; + &#8220;Secret Rooms&#8221; ; Tim Clark &#8211; &#8220;Tales of the Sun People&#8221;; Mychael Danna &#8211; &#8220;Sirens&#8221; + &#8220;Skys&#8221;; Constance Demby &#8211; &#8220;Sacred Space Music&#8221; + &#8220;Set Free&#8221;; David Lange &#8211; &#8220;Return of the Comet&#8221;; Kenneth Newby &#8211; &#8220;Ecology of Souls&#8221;; Raphael &#8211; &#8220;Music To Disappear In&#8221;; Michael Stearns &#8211; &#8220;Sacred Site&#8221;; Michael Stearns &#038; Ron Sunsinger &#8211; &#8220;Singing Stones&#8221;; Tim Story &#8211; &#8220;Beguiled&#8221; + &#8220;The Perfect Flaw&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 31.05.1995<br \/>\n<strong>reedi\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Major Tom Para A Torre De controlo<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nKEVIN BRAHENY: The Way Home (7); Galaxies (6); Secret Rooms (5); TIM CLARK: Tales of the Sun People (6); MYCHAEKL DANNA: Sirens (5), Skys (7); CONSTANCE DEMBY: Sacred Space Music (7), Set Free (5); DAVID LANGE: Return of the Comet (7); KENNETH NEWBY: Ecology of Souls (8); RAPHAEL: Music To Disappear In (6); MICHAEL STEARNS: Sacred Site )8); MICHAEL STEARNS &#038; RON SUNSINGER: Singing Stones (8); TIM STORY: Beguiled (7), The Perfect Flaw (7).<br \/>\nHearts of Space, distri. Strauss<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/kevinBraheny.jpg\" alt=\"\" width=\"409\" height=\"421\" class=\"alignnone size-full wp-image-12768\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/kevinBraheny.jpg 409w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/kevinBraheny-291x300.jpg 291w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/kevinBraheny-97x100.jpg 97w\" sizes=\"auto, (max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>No meio das in\u00fameras editoras de \u201cnew age\u201d que proliferam no Mercado, a Hearts of Space \u00e9 um caso \u00e0 parte. Pela simples raz\u00e3o de que para este cat\u00e1logo o termo n\u00e3o dispensa um n\u00edvel de qualidade e exig\u00eancia que n\u00e3o se compadece com os estere\u00f3tipos que deram m\u00e1 fama a esta escola musical. Na Hearts of Space, como a pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o indica, existe uma predilec\u00e7\u00e3o especial pelo espa\u00e7o e pelos enredos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Os actuais gr\u00e3os-mestres desta tem\u00e1tica, sobre os quais j\u00e1 escrevemos oportunamente, s\u00e3o os Lightwave e os Suspended Memories. Mas a m\u00fasica c\u00f3smica dos anos 90 n\u00e3o se esgota neles. A contagem decrescente j\u00e1 come\u00e7ou\u2026<\/p>\n<p>Um dos representantes mais fi\u00e9is da escola espacial, Kevin Braheny \u00e9 conhecido de alguns pela sua participa\u00e7\u00e3o no bel\u00edssimo d\u00edptico \u201cWestern Spaces\u201d \/ \u201cDesert Solitaire\u201d, ao lado de Steve Roach. \u201cThe Way Home\u201d, com os seus dois longos temas, um dos quais \u201cPerelandra\u201d, baseado na novela de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do mesmo nome, de C. S. Lewis, insere-se numa est\u00e9tica Schulziana, embora o seu car\u00e1cter on\u00edrico seja destitu\u00eddo do peso wagneriano que caracteriza a obra do sintetista berlinense. Desenvolvimentos lentos de flauta desembopcam em grandiosos naipes de electr\u00f3nica, elaborados, entre outros, pelo \u201cSerge modular synthsizer\u201d que o pr\u00f3prio Braheny ajudou a desenvolver. O espa\u00e7o c\u00f3smico \u00e9 o lugar de partida de \u201cGalaxies\u201d para uma viagem peloCosmos, pelos seus planetas e constela\u00e7\u00f5es, numa banda sonora para o document\u00e1rio com o mesmo nome realizado por Timothy Ferris, escritor de livros cient\u00edficos, nomeadamente de f\u00edsica e astronomia. Embora por vezes cometa o pecado da redund\u00e2ncia, \u00e0 maneira de um Vangelis, \u201cGalaxies\u201d \u00e9 o fundo sonoro ideal para se observar as estrelas numa noite de Ver\u00e3o. O mais recente, \u201cSecret Rooms\u201d, volta-se para dentro, numa s\u00e9rie de quadros s\u00f3nicos que correspondem a diversas regi\u00f5es do psiquismo humano. A ideia \u00e9 mais interessante do que a sua concretiza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que aqui o seu autor n\u00e3ose livra de alguns lugares-comuns da \u201cnew age\u201d, com um saxofone de marmelada a fazer das suas. Se o disco de Tim Clark serve sobretudo para travar conhecimento com alguns sons inusitados da artilharia digital, em confronto com percuss\u00f5es \u00e9tnicas, numa hist\u00f3ria de \u201cF. C.\u201d sobre uma tribo n\u00f3mada da Universo, j\u00e1 os dois de Mychael Danna justificam uma aten\u00e7\u00e3o mais concentrada. \u201cSirens\u201d, sobre as \u201cqualidades femininas e as suas infinits atrac\u00e7\u00f5es\u201d, \u00e9, em conson\u00e2ncia, um pouco efeminado. Toques de extrema delicadeza, perfumes e cantos de sereia n\u00e3o provocam uma verdadeira excita\u00e7\u00e3o, de t\u00e3o doces que s\u00e3o. \u201cSkys\u201d, assim mesmo, sem \u201ce\u201d, consegue por seu lado provocar alguns sobressaltos plat\u00f3nicos, numa pintura electro-classizante (com flauta, obo\u00e9, violoncelo, trompete e clarinete) dos v\u00e1rios matizes luminosos dos c\u00e9us do Canad\u00e1. \u201cMinimalismo rom\u00e2ntico\u201d, escreve o m\u00fasico na capa. Faz sentido.<br \/>\nConstance Demby figura nos meiso \u201cnew age\u201d como um nome conceituado, muito por culpa de um trabalho chamado \u201cNovus Magnificat\u201d, considerado por muita gente uma obra-prima do g\u00e9nero. J\u00e1 ouvimos e n\u00e3o ach\u00e1mos nada. Ao inv\u00e9s, \u201cSacred Space Music\u201d \u00e9 bastante satisfat\u00f3rio, com os seus dois \u201cmantras\u201d de salt\u00e9rio percutido, piano, sintetizador, sinos e coros, na cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de catedral mais cristalino e aberto que o de Laraaji, em \u201cDay of Radiance\u201d, a mesma \u201cradiance\u201d que, por coincid\u00eancia, d\u00e1 t\u00edtulo a um dos temas de Constance. O posterior \u201cSet Free\u201d \u00e9 mais electr\u00f3nico mas tamb\u00e9m mais vulgar. Salva-se uma das sequ\u00eancias finais onde a senhora volta a mergulhar nas espirais do \u201cespa\u00e7o sagrado\u201d, passando pelo labirinto do c\u00e9rebro at\u00e9 chegar \u00e0 luz. J\u00e1 passou a altura pr\u00f3pria mas em 1985 vinha muito a prop\u00f3sito esta composi\u00e7\u00e3o de Lange, destinada a ilustrar mais uma passagem pela Terra do \u201cvelho\u201d cometa Halley. A posterior vers\u00e3o de 1989 inclui um tema extra, \u201cSafe Journey\u201d. M\u00fasica espacial por excel\u00eancia, \u201cReturn of the Comet\u201d \u00e9 indicado para \u201ctrips\u201d de v\u00e1ria ordem, no planet\u00e1rio ou noutro lugar qualquer de evas\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o anda por aqui mas as m\u00e1quinas disfar\u00e7am-se bem de astros e, uma vez no interior da c\u00e1psula, podemos sobrevoar ou aterrar nos planetas mais in\u00f3spitos\u2026<br \/>\nO disco de Kenneth Newby foge um pouco \u00e0 est\u00e9tica da editora. N\u00e3o tem rigorosamente nada a ver com \u201cnew age\u201d, com as suas estruturas baseadas na rela\u00e7\u00e3o entre simbologias religiosas de \u00edndole obscura e elementos matem\u00e1ticos igualmente complexos. Experimental, inovador, por vezes terrificante, \u201cEcology of Souls\u201d move-se numa terra de ningu\u00e9m que a luz do sol n\u00e3o alcan\u00e7a. No p\u00f3lo oposto, est\u00e1 \u201cMusic to Disappear in\u201d (de que existe tamb\u00e9m um volume dois) de Raphael. A m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pirosa como o nome do artista deixa entender. H\u00e1 um lado vivaldiano (credo!) e outro \u201c\u00e9tnico\u201d, mas no c\u00f5mputo geral este natural de Oklahoma sai-se a contento naquilo a que poderemos chamar \u201cm\u00fasica para embalar os anjos\u201d.<br \/>\n\u201cSacred Site\u201d e \u201cSinging Stones\u201d, de Michael Stearns, s\u00e3o outra loisa. O primeiro \u00e9 uma antologia de bandas sonoras e outras composi\u00e7\u00f5es resultantes do encontro com diversas culturas e m\u00fasica planet\u00e1rias. O destaque vai para os v\u00e1rios temas englobados na m\u00fasica para um document\u00e1rio, outro, realizado no sistema IMAX (\u00eaxtase totalpara os sentidos), sobre a passagem do cometa Halley, observada de um lugar sagrado dos arbor\u00edgenes australianos, a c\u00e9lebre 2Ayers rock\u201d. Este cruzamento da tecnologia mais sofisticada com as linguagens primitivas tem um desenvolvimento curios\u00edssimo no novo \u201cSinging Stones\u201d, no qual s\u00e3o utilizados pedras e instrumentos rituais dos \u00edndios mexicanos, ou as vibra\u00e7\u00f5es da terra nas proximidades e um vulc\u00e3o. Um dos melhores trabalhos da Hearts of Space, mais pr\u00f3ximo de Jorge Reyes e Steve Roach do que de Stephen Micus. Por fim, Tim Story, outro manipulador de \u201cbits\u201d mas que prefere p\u00f4r o computador ao servi\u00e7o dos sons ac\u00fasticos e orquestrais. \u201cBeguiled\u201d e \u201cThe Perfect Flaw\u201d s\u00e3o tape\u00e7arias em roxo e nostalgia que trazem na mem\u00f3ria Erik Satie e B\u00e9la Bartok. Alimento para os sentidos, com o sabor a sal de uma l\u00e1grima e o desenho difuso de uma paisagem que se perde no horizonte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 31.05.1995 reedi\u00e7\u00f5es Major Tom Para A Torre De controlo KEVIN BRAHENY: The Way Home (7); Galaxies (6); Secret Rooms (5); TIM CLARK: Tales of the Sun People (6); MYCHAEKL DANNA: Sirens (5), Skys (7); CONSTANCE DEMBY: Sacred Space Music (7), Set Free (5); DAVID LANGE: Return of the Comet (7); [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40,1155,369,1162,3924,266,7,14,50,812,246,107,945,44,18,105,16,10,68],"tags":[4024,4027,2567,355,2854,4023,449,4026,4022,4028,4021,4025],"class_list":["post-12767","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambient","category-artigos-1995","category-avant-gard","category-criticas-1995","category-dossiers-1995","category-electro","category-electronica","category-experimental","category-instrumental","category-minimal","category-new-age","category-new-wave","category-noise","category-pop","category-pos-rock","category-post-punk","category-progressivo","category-rock","category-world","tag-constance-demby","tag-david-lange","tag-hearts-of-space","tag-kenneth-newby","tag-kevin-braheny","tag-michael-danna","tag-michael-stearns","tag-michael-stearns-ron-sunsinger","tag-mychael-danna","tag-raphael","tag-tim-clark","tag-tim-story"],"views":123,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12767"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12767\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12769,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12767\/revisions\/12769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}