{"id":12586,"date":"2025-09-17T05:16:49","date_gmt":"2025-09-17T12:16:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12586"},"modified":"2025-09-17T05:16:49","modified_gmt":"2025-09-17T12:16:49","slug":"gabriel-yacoub-entrevista-com-o-trovador-frances-gabriel-yacoub-quatro-de-honra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/09\/17\/gabriel-yacoub-entrevista-com-o-trovador-frances-gabriel-yacoub-quatro-de-honra\/","title":{"rendered":"Gabriel Yacoub &#8211; &#8220;Entrevista Com O Trovador Franc\u00eas Gabriel Yacoub &#8211; Quatro De Honra&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 01.02.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Entrevista Com O Trovador Franc\u00eas Gabriel Yacoub<br \/>\nQuatro De Honra<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Fundou um dos grupos emblem\u00e1ticos do movimento de recupera\u00e7\u00e3o folk nos anos 70 em Fran\u00e7a, os Malicorne. Enamorado pela tradi\u00e7\u00e3o e pela tecnologia, Gabriel Yacoub editou no final do ano passado o seu quarto \u00e1lbum a solo, \u201cQuatre\u201d, ainda sem distribui\u00e7\u00e3o em Portugal. No festival \u201cSons (da) Voz\u201d vamos escutar a voz e a guitarra solit\u00e1rias de Gabriel, o trovador.<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/gabrielYacoub.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"393\" class=\"alignnone size-full wp-image-12587\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/gabrielYacoub.jpg 287w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/gabrielYacoub-219x300.jpg 219w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/gabrielYacoub-73x100.jpg 73w\" sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Se os Malicorne eram a apoteose fe\u00e9rica de um som que elevava a tradi\u00e7\u00e3o folk francesa \u00e0 grandeza da m\u00fasica barroca, a carreira a solo de Gabriel Yacoub tem sido pelo contr\u00e1rio marcada pela descontinuidade. Em comum entre a simplicidade de \u201ctrad. Arr\u201d, os exerc\u00edcios \u201ctecnopop\u201d de \u201cElementary Level of Faith\u201d e de novo a \u201cfolk\u201d revista \u00e0 luz do modernismo, de \u201cBel\u201d, apenas a voz. Uma voz de tal forma envolvente que pode chegar aos extremos da intoxica\u00e7\u00e3o. \u201cQuatre\u201d equilibra tens\u00f5es v\u00e1rias, \u00c0 sombra do simbolismo e de uma certa indefini\u00e7\u00e3o. Yacoub enumerou para o P\u00daBLICO as suas raz\u00f5es.<br \/>\n<strong>P\u00daBLICO \u2013 Que motivos levaram \u00e0 mudan\u00e7a radical da m\u00fasica dos Malicorne, da folk para a pop electr\u00f3nica do seu \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cLes Cath\u00e9drales de l\u2019Industrie\u201d?<\/strong><br \/>\nGABRIEL YACOUB \u2013 Esse \u00e1lbum dos Malicorne foi o primeiro onde os textos foram escritos por mim. Considero esta inova\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com as can\u00e7\u00f5es tradicionais que constitu\u00edam o report\u00f3rio do grupo desde as origens, uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o. Acrescente-se, de qualquer modo, que estava destinado a ser um \u00e1lbum a solo meu, mas a editora, talvez por raz\u00f5es comerciais, decidiu que seria dos Malicorne. \u00c9 preciso dizer que recorri \u00e0s minhas amizades musicais \u00f3bvias, ou seja, os m\u00fasicos do grupo.<br \/>\n<strong>P. \u2013 A tecnologia desempenha um papel importante na sua discografia a solo\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Desde o in\u00edcio, com os Malicorne ou nas minhas produ\u00e7\u00f5es a solo, estive sempre ao corrente das evolu\u00e7\u00f5es da tecnologia no dom\u00ednio musical. Sinto-me feliz por viver numa \u00e9poca onde podemos ter acesso tanto \u00e0s tecnologias de ponta como \u00e0s sonoridades de uma infinidade de instrumentos provenientes de todas as regi\u00f5es do globo e todas as \u00e9pocas. Seria mau n\u00e3o aproveitar esta possibilidade. A um corredor pedestre n\u00e3o se amputa uma perna no in\u00edcio de uma corrida\u2026<br \/>\n<strong>P. \u2013 Houve uma mudan\u00e7a radical de \u201cTrad. Arr.\u201d Para \u201cElementary Level of Faith (E.L.F.)\u201d e deste para \u201cBel\u201d. \u201cQuatre\u201d procura abrir novas vias para o que poderemos chamar \u201cetnopop\u201d. Onde se situa, afinal de contas, o essencial da sua m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Cada um desses \u00e1lbuns segue a fantasia da minha inspira\u00e7\u00e3o no momento emq eu o fiz. \u201cTrad. Arr.\u201d Marcava o in\u00edcio da minha carreira a solo, em 1978, e nele procurei arranjos muito s\u00f3brios e ac\u00fasticos, por oposi\u00e7\u00e3o ao meu trabalho nos Malicorne. \u201cE.L.F.\u201d \u00e9 um \u00e1lbum totalmente experimental no qual pretendi explorar as novas t\u00e9cnicas de samplagem. \u201cBel\u201d representa um movimento em direc\u00e7\u00e3o aos meus amores de sempre: a sobriedade e os sons ac\u00fasticos. \u201cQuatre\u201d faz o balan\u00e7o de todas estas experi\u00eancias e das viagens musicais do passado.<br \/>\n<strong>P. \u2013 \u00c1lbuns como \u201cAlmanach\u201d  e \u201cL\u2019Extraordinaire Tour de France d\u2019Ad\u00e9lard Rousseau\u201d revelam os seus conhecimentos sobre o esoterismo. De onde vem este interesse?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 O meu interesse pelas tradi\u00e7\u00f5es e pelas obliquidades da m\u00fasica levaram-me naturalmente na direc\u00e7\u00e3o da cultura popular, com tudo o que ela comporta de s\u00edmbolos, de supersti\u00e7\u00f5es, de magia. Estes aspectos s\u00e3o indissoci\u00e1veis da tradi\u00e7\u00e3o e das suas riquezas, evidentes ou ocultas.<br \/>\n<strong>P. \u2013 \u201cQuatre\u201d, al\u00e9m de ser o seu quarto \u00e1lbum a solo, remete para outro tipo de rela\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas. Al\u00e9m disso fez a separa\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es em quatro unidades tem\u00e1ticas\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 De facto diverti-me a estudar as rela\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas referentes ao n\u00famero quatro. Primeiro, as can\u00e7\u00f5es encaixaram-se de forma natural nas quatro fam\u00edlias dos elementos. Desenvolvi depois um outro tipo de reflex\u00e3o, sobre os quatro cap\u00edtulos dos Vedas [textos sagrados indianos]: \u201chinos\u201d, \u201cencantamentos\u201d, \u201cliturgia\u201d e \u201cespecula\u00e7\u00f5es\u201d, nos quais, de novo, as diferentes can\u00e7\u00f5es se inatalaram espontaneamente.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Como se situa no actual panorama da folk francesa? Dentro ou fora dele?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 N\u00e3o me situo em nenhum movimento musical actual em Fran\u00e7a. As minhas amizades e sensibilidade atraem-me naturalmente para o meio folk e tenho consci\u00eancia do que lhe devo. Mas a minha curiosidade e as minhas ambi\u00e7\u00f5es criativas empurram-me para outro lado. Parece claro que n\u00e3o fa\u00e7o m\u00fasica folk, mas, em compensa\u00e7\u00e3o, espero que o amor e o respeito que sinto por esta m\u00fasica me ajudem a criar uma m\u00fasica nova, sustentada por uma heran\u00e7a de tamanha riqueza.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Conhecemos um \u00e1lbum da cantora norueguesa Marja Mattlar [j\u00e1 recenseado neste suplemento], no qual juntamente com Patrice Clementin, assina a produ\u00e7\u00e3o. Tenciona reptir a experi\u00eancia nesta \u00e1rea?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Estou aberto a todas as experi\u00eancias musicais que possam alimentar ou estimular a minha criatividade. O meu trabalho de produ\u00e7\u00e3o para Marja Mattlar foi apaixonante. Patrice e eu, para al\u00e9m do exerc\u00edcio est\u00e9tico e puramente art\u00edstico, sentimos um enorme prazer, ao n\u00edvel das emo\u00e7\u00f5es e da fantasia, em realiz\u00e1-lo. Foi uma experi\u00eancia rara mas que gostaria de repetir com outros artistas que aprecio.<\/p>\n<p><strong>NOTA:<\/strong> \u201cQuatre\u201d, embora sem atingir o n\u00edvel de \u201cBel\u201d, justifica a sua distribui\u00e7\u00e3o em Portugal. Se outras raz\u00f5es n\u00e3o houvesse, bastaria a presen\u00e7a no disco de tr\u00eas dos maiores gaiteiros actuais em Fran\u00e7a, Jean Blanchard, Eric Montbel (dos Lo Jai) e Jean-Pierre Rasle (dos Cock &#038; Bull), e do mago da sanfona Gilles Chabenat. Ou da cantora canadiana Melaine Favennec, do tocador de salt\u00e9rio \u00e1rabe Elie Achkar e do ex-Gryphon e elemento da \u00faltima forma\u00e7\u00e3o dos Malicorne, Brian Gulland. A editora \u00e9 a Boucherie Productions, a mesma que reeditar\u00e1 em compacto, ao longo deste ano, os \u00e1lbuns ainda n\u00e3o dispon\u00edveis neste formato dos Malicorne: \u201cLe Bestiaire\u201d, \u201cL\u2019Extraordinaire Tour de France\u2026\u201d, o registo ao vivo \u201cMontr\u00e8al en Public\u201d e \u201cBalan\u00e7oire en Feu\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 01.02.1995 Entrevista Com O Trovador Franc\u00eas Gabriel Yacoub Quatro De Honra Fundou um dos grupos emblem\u00e1ticos do movimento de recupera\u00e7\u00e3o folk nos anos 70 em Fran\u00e7a, os Malicorne. 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