{"id":12576,"date":"2025-09-12T09:17:07","date_gmt":"2025-09-12T16:17:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12576"},"modified":"2025-09-12T09:17:07","modified_gmt":"2025-09-12T16:17:07","slug":"joao-braga-miguel-sanches-maria-ana-bobone-sancha-costa-ramos-mafalda-arnauth-miguel-capucho-rodrigo-costa-felix-salvador-taborda-ferreira-joao-braga-apresenta-em-nome-do-fado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/09\/12\/joao-braga-miguel-sanches-maria-ana-bobone-sancha-costa-ramos-mafalda-arnauth-miguel-capucho-rodrigo-costa-felix-salvador-taborda-ferreira-joao-braga-apresenta-em-nome-do-fado\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Braga, Miguel Sanches, Maria Ana Bobone, Sancha Costa Ramos, Mafalda Arnauth, Miguel Capucho, Rodrigo Costa F\u00e9lix, Salvador Taborda-Ferreira &#8211; &#8220;Jo\u00e3o Braga Apresenta \u201cEm Nome Do Fado\u201d, No Teatro S. Luiz &#8211; &#8216;Nem Bairrista Nem Paroquial'&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>cultura >> ter\u00e7a-feira, 31.01.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Jo\u00e3o Braga Apresenta \u201cEm Nome Do Fado\u201d, No Teatro S. Luiz<br \/>\n\u201cNem Bairrista Nem Paroquial\u201d<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/joaoBraga.jpg\" alt=\"\" width=\"679\" height=\"473\" class=\"alignnone size-full wp-image-12577\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/joaoBraga.jpg 679w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/joaoBraga-300x209.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/joaoBraga-624x435.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/joaoBraga-100x70.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nJo\u00e3o Braga vai cantar \u201cEm Nome Do Fado\u201d. Com amigos, como ele gosta. Miguel Sanches, companheiro de longa data, mais seis jovens com quem o futuro pode contar: Maria Ana Bobone, Sancha Costa Ramos, Mafalda Arnauth, Miguel Capucho, Rodrigo Costa F\u00e9lix e Salvador Taborda-Ferreira. Acreditam todos que o destino pode e deve ser cantado com alegria.<\/p>\n<p>\u201cEm Nome Do Fado\u201d \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 o gen\u00e9rico do \u00faltimo \u00e1lbum de Jo\u00e3o Braga e do espect\u00e1culo que vai decorrer, depois de amanh\u00e3, no Teatro S. Luiz, a partir das 21h45, mas tamb\u00e9m um programa de inten\u00e7\u00f5es. \u201cEm Nome do Fado, do antigo e do novo, do de sempre\u201d, diz o fadista, para quem esta m\u00fasica, \u201cal\u00e9m de um sentido universal, tem um sentido c\u00f3smico, porque \u00e9 o pr\u00f3prio destino, o destino do homem que \u00e9 o encontro, um dia, com a sua eternidade\u201d. Raz\u00f5es mais do que suficientes para o fado n\u00e3o ser \u201cnem bairrista nem paroquial\u201d.<br \/>\nPor isso, Jo\u00e3o Braga procura as palavras dos poetas. Como, antes dele, j\u00e1 o fizera Am\u00e1lia, quando, h\u00e1 anos, \u201cescandalizou os nossos intelectuais\u201d por ter ousado cantar o autor de \u201cOs Lus\u00edadas\u201d. \u201cComo \u00e9 que uma fadista\u201d, diziam, \u201cse permite invadir a sacralidade de Lu\u00eds de Cam\u00f5es e cant\u00e1-lo em fado?\u201d<br \/>\nJo\u00e3o Braga segue-lhe o exemplo, talvez \u201ccom um bocadinho mais de insist\u00eancia\u201d. Como costuma dizer, \u201ca poesia foi, em termos intelectuais e de escola, a \u00fanica coisa que Portugal deu ao mundo\u201d.<br \/>\nPelo audit\u00f3rio do S. Luiz passar\u00e1, pela sua voz e da dos seus amigos, a poesia de Fernando Pessoa, Sofia de Mello-Breyner, Pedro Homem de Mello, Miguel Torga, Vin\u00edcius de Moraes e Jo\u00e3o Fezas-Vital \u2013 este \u00faltimo falecido h\u00e1 pouco tempo e de quem cantou o primeiro poema da sua carreira, \u201cSaudades da Tua Voz\u201d, um poema \u201cde esperan\u00e7a\u201d, gravado \u201cno \u00faltimo dia de 1966\u201d.<br \/>\nResistente, juntamente com Jo\u00e3o Ferreira Rosa, contra o fado-can\u00e7\u00e3o que, nos anos 60, desvirtuou a ess\u00eancia do canto fadista, Jo\u00e3o Braga volta a assumir-se como defensor de uma postura tradicionalista que defenda os valores mais profundos de uma m\u00fasica que Am\u00e1lia, Ant\u00f3nio dos Santos, Manuel de Almeida, Maria Teresa de Noronha ou ele pr\u00f3prio, entre outros, ajudaram a imortalizar. \u201cA minha preocupa\u00e7\u00e3o era, nessa altura, a mesma de hoje e de sempre: opor-me \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o do nacional-can\u00e7onetismo, como ent\u00e3o se chamava \u00e0s coisas de mau gosto.\u201d<br \/>\nEssa mesma preocupa\u00e7\u00e3o, manifestada a outro n\u00edvel na descoberta de novos valores capazes de perpetuar a tradi\u00e7\u00e3o, levou, para j\u00e1, ao \u201capadrinhamento\u201d de v\u00e1rios jovens que com ele v\u00e3o estar no S. Luiz: Maria Ana Bobone, Miguel Capucho, Rodrigo Costa F\u00e9lix \u2013 os tr\u00eas j\u00e1 com um disco gravado em conjunto e intitulado, justamente, \u201cAlma Nova do Fado\u201d \u2013 e Sancha Costa Ramos. A estes vieram juntar-se duas aquisi\u00e7\u00f5es mais recentes: Margarida Arnauth e Salvador Taborda-Ferreira, tamb\u00e9m j\u00e1 com um \u00e1lbum de estreia, com t\u00edtulo hom\u00f3nimo, recentemente editado.<br \/>\n\u201cEstou plenamente convencido que v\u00e3o deslumbrar\u201d, diz o fadista, que neste grupo de jovens encontrou \u201cuma mesma filosofia, de olhar para o fado como express\u00e3o tradicional do canto portugu\u00eas\u201d. E acrescenta: \u201cAl\u00e9m disso, n\u00e3o curtem aquele fatalismo e aquela trag\u00e9dia que muitos gostam de cultivar. T\u00eam outra atitude, s\u00e3o pessoas muito alegres, t\u00e3o alegres que at\u00e9 se podem dar ao luxo de cantarem estas coisas tristes e divertirem-se.\u201d<\/p>\n<p><strong>Acima Da Voz, O Sentimento<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, com uma m\u00e9dia de idades a rondar os vinte anos, quem \u00e9 que se entristece a cantar seja o que for? Miguel Capucho tem 20, estuda na Escola Hoteleira do Estoril e fala do fado como uma \u201cpaix\u00e3o\u201d, sobretudo pelos \u201cpoemas, pelas letras em si\u201d. Gosta de Artur Ribeiro e das palavras de Alain Oulman.<br \/>\nSancha Costa Ramos, 21 anos, estudante de educa\u00e7\u00e3o infantil, participou no espect\u00e1culo \u201cFados\u201d, de Ricardo Pais. Tem o fado colado \u00e0 pele e \u00e0 alma: \u201cOu\u00e7o constantemente fado. Tudo: Am\u00e1lia, Carlos Zel, Jo\u00e3o Braga, Carlos Ramos. Vou para as aulas com o \u2018walkman\u2019, a ouvir fado. As minhas sa\u00eddas s\u00e3o s\u00f3 aos fados, para ouvir ou cantar\u201d. Sancha procura \u201cp\u00f4r verdade\u201d naquilo que canta: \u201cO mais importante nem \u00e9 a voz, mas o sentimento.\u201d Quem j\u00e1 a ouviu sabe mesmo que \u00e9 assim.<br \/>\nCom 22 anos, Rodrigo Costa F\u00e9lix estuda, \u201cmais ou menos\u201d, na Universidade Cat\u00f3lica, porque os seus interesses e dedica\u00e7\u00e3o inclinam-se cada vez com mais for\u00e7a para a m\u00fasica. Ao contr\u00e1rio de Sancha, \u201c\u00e9 raro ouvir fado\u201d. E, quando o faz, \u00e9 apenas \u201cpara ter refer\u00eancias e aumentar o report\u00f3rio\u201d: \u201cO essencial \u00e9 frequentar as casas de fado e conviver com as pessoas. Para crescer no fado.\u201d<br \/>\nO espect\u00e1culo \u201cEm Nome do Fado\u201d ser\u00e1 ainda a oportunidade para reescutar a voz de um fadista que, segundo Jo\u00e3o Braga, \u00e9 dos mais \u201cinjusti\u00e7ados\u201d do nosso meio musical: Miguel Sanches, n\u00e3o profissional por op\u00e7\u00e3o. Gravou em 1969, para a antiga RCA, um EP, outro em 1970 e, mais tarde, um terceiro em 1977, na Orfeu. Depois, parou. Viajou at\u00e9 ao Algarve e a\u00ed permaneceu para se dedicar \u00e0s suas ocupa\u00e7\u00f5es profissionais, na \u00e1rea da hotelaria e do turismo.<br \/>\nNos \u00faltimos tempos, decidiu inverter o processo, n\u00e3o rejeitando a hip\u00f3tese de gravar um novo disco, embora seja da opini\u00e3o de que \u201cgravar por gravar, sem apresentar algo de novo\u201d, n\u00e3o interessa. E volta a expor-se nos palcos, como aconteceu no espect\u00e1culo de Jo\u00e3o Braga, no ano passado, no Centro Cultural de Bel\u00e9m: \u201cQuando a pessoa sabe, ou sente, que tem algum valor, ficar em casa, escondido, \u00e9 quase pecado.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura >> ter\u00e7a-feira, 31.01.1995 Jo\u00e3o Braga Apresenta \u201cEm Nome Do Fado\u201d, No Teatro S. 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