{"id":12450,"date":"2025-06-30T08:48:06","date_gmt":"2025-06-30T15:48:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12450"},"modified":"2025-06-30T08:48:06","modified_gmt":"2025-06-30T15:48:06","slug":"blaine-l-reininger-um-americano-em-bruxelas-concertos-em-portugal-antevisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/06\/30\/blaine-l-reininger-um-americano-em-bruxelas-concertos-em-portugal-antevisao\/","title":{"rendered":"Blaine L. Reininger &#8211; &#8220;Um Americano Em Bruxelas&#8221; (concertos em portugal &#8211; antevis\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 26.10.1994<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Um Americano Em Bruxelas<\/strong><\/p>\n<p>Blaine L. Reininger nasceu nos Estados Unidos mas, como todo o americano culto que se preza, ficou fascinado pela Europa, onde vive h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, em Bruxelas. Exc\u00eantrico e ecl\u00e9tico, o ex-violinista e vocalista dos Tuxedomoon regressa agora a Portugal, desta vez em solo absoluto.<\/p>\n<p>Blaine L. Reininger<br \/>\nDia 27, Teatro S. Luiz, Lisboa, 22h<br \/>\nDia 28, Casa da Cultura, Coimbra, 22h<br \/>\nDia 29, Cinema do Ter\u00e7o, Porto, 22h<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/blainelReininger.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"606\" class=\"alignnone size-full wp-image-12451\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/blainelReininger.jpg 434w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/blainelReininger-215x300.jpg 215w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/blainelReininger-72x100.jpg 72w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Origin\u00e1rios de S. Francisco, os Tuxedomoon gravaram em 1978 o primeiro \u00e1lbum, \u201cHalf Mute\u201d, na obscura editora Ralph \u2013 a mesma que abrigava, ent\u00e3o, os Residents e os Yello, entre outros nomes na altura desconhecidos, tornando-se rapidamente numa banda de culto. Com uma forma\u00e7\u00e3o que sofreu, ao longo dos anos, algumas transforma\u00e7\u00f5es, os Tuxedomoon tiveram no trio Steven Brown, Blaine L. Reininger e Peter Principle os seus m\u00fasicos e ide\u00f3logos mais influentes. \u201cHalf Mute\u201d era um disco tipicamente norte-americano e experimentalista, que aliava a m\u00fasica industrial ent\u00e3o em voga a improvisa\u00e7\u00f5es abstractas e can\u00e7\u00f5es que, com alguma boa vontade, se podiam considerar pop.<br \/>\nAp\u00f3s um segundo e excelente \u00e1lbum, \u201cDesire\u201d, o grupo emigrou em 1981 para a Europa, estabelecendo-se primeiro em Roterd\u00e3o e, mais tarde, em Bruxelas, facto determinante para o desenvolvimento da sua m\u00fasica, que progressivamente se deixou influenciar pelo classicismo e pelo romantismo do Velho Continente. \u00c1lbuns como \u201cHoly Wars\u201d, \u201cYou\u201d, \u201cDivine\u201d ou \u201cThe Ghost Sonata\u201d, \u00faltimo de originais do grupo (que entretanto terminou) s\u00e3o h\u00edbridos onde \u00e9 poss\u00edvel escutar ainda ecos long\u00ednquos da terra do Tio Sam mas que, ao mesmo tempo, enfermam de uma por vezes doentia incaracteriza\u00e7\u00e3o. Talvez fosse de resto, esse o fasc\u00ednio dos Tuxedomoon, uma m\u00fasica bizarra sem filia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica nem geogr\u00e1fica fixa, que, na acumula\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrios, encontrava o ponto de apoio.<br \/>\nEm paralelo aos Tuxedomoon, os v\u00e1rios elementos da banda desenvolveram projectos a solo. Dos tr\u00eas principais elementos da banda, Peter Principle mostrou ser o mais aventureiro (\u201cTone Poems\u201d, \u201cSedimental Journey\u201d) e Steven Brown o mais \u201ccinematogr\u00e1fico\u201d e erudito (\u201cSearching for Contact\u201d, \u201cZoo Story\u201d, \u201cThe Day is Gone\u201d, \u201cCompos\u00e9s pour le Th\u00eaatre e le Cin\u00e9ma\u201d, \u201cLa Gr\u00e2ce du Tombeur\u201d). Quanto a Blaine Reininger, d\u00e1 ideia que os desequil\u00edbrios da banda se transferiram para os seus trabalhos a solo. \u201cBroken Fingers\u201d e \u201cNight Air\u201d s\u00e3o discos que mostram uma sensibilidade nas margens da pop e a influ\u00eancia quase obsessiva de Bowie na voz e na estrutura de grande parte dos temas. A sedu\u00e7\u00e3o de uma Europa idealizada e rom\u00e2ntica e, por outro lado, o fasc\u00ednio pela ordem e pela tradi\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do chamado Benelux fazem sentir os seus efeitos, sobretudo no segundo e nos \u00e1lbuns seguintes, \u201cParis en Automne\u201d e \u201cByzantium\u201d. A excep\u00e7\u00e3o a esta fixa\u00e7\u00e3o europe\u00edsta \u00e9 um mini-\u00e1lbum gravado de parceria com o compositor minimalista norte-americano Mikel Rouse, gravado para o selo Made To Measure \u2013 \u201cColorado Suite\u201d -, no qual Reininger redescobre a sua costela de \u201ccowboy\u201d. No p\u00f3lo contr\u00e1rio, encontra-se o excesso de classicismo e formalismo de \u201cInstrumentals\u201d, uma obra que re\u00fane pe\u00e7as instrumentais gravadas por Reininger entre 1982 e 1986, e ser\u00e1, apesar de algum pretensiosismo, o seu melhor \u00e1lbum. Os discos mais recentes, \u201cBook of Hours\u201d e \u201cSongs from the Rain Palace\u201d, n\u00e3o tiveram distribui\u00e7\u00e3o portuguesa, pelo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel verificar a evolu\u00e7\u00e3o recente do m\u00fasico.<br \/>\nH\u00e1 ainda uma grava\u00e7\u00e3o ao vivo da primeira apresenta\u00e7\u00e3o do violinista em Lisboa com o seu antigo companheiro nos Tuxedomoon, Steven Brown, e uma colect\u00e2nea, \u201cBrussels U. S. A.\u201d, apenas significativa pelo t\u00edtulo, que \u00e9, por si s\u00f3, uma s\u00edntese de toda a orienta\u00e7\u00e3o musical de Blaine Reininger. Nos tr\u00eas pr\u00f3ximos concertos a realizar em Portugal, Reininger apresenta-se a solo, em pe\u00e7as para voz, violino e sintetizadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 26.10.1994 Um Americano Em Bruxelas Blaine L. Reininger nasceu nos Estados Unidos mas, como todo o americano culto que se preza, ficou fascinado pela Europa, onde vive h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, em Bruxelas. 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