{"id":12442,"date":"2025-06-26T03:16:37","date_gmt":"2025-06-26T10:16:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12442"},"modified":"2025-06-26T03:16:37","modified_gmt":"2025-06-26T10:16:37","slug":"skolvan-swing-tears-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/06\/26\/skolvan-swing-tears-2\/","title":{"rendered":"Skolvan &#8211; &#8220;Swing &#038; Tears&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 26.10.1994<br \/>\n<strong>world<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Swing E L\u00e1grimas Do \u201cSonneur\u201d Sanguin\u00e1rio<\/p>\n<p>Skolvan<br \/>\nSwing &#038; Tears<br \/>\nKeltia, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan1.jpg\" alt=\"\" width=\"680\" height=\"693\" class=\"alignnone size-full wp-image-12443\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan1.jpg 680w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan1-294x300.jpg 294w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan1-624x636.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan1-98x100.jpg 98w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan2.jpg\" alt=\"\" width=\"386\" height=\"415\" class=\"alignnone size-full wp-image-12444\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan2.jpg 386w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan2-279x300.jpg 279w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/skolvan2-93x100.jpg 93w\" sizes=\"auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px\" \/><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 actividade incessante desenvolvida no circuito das \u201cfesto\u00f9-noz\u201d (festivais de dan\u00e7a nocturnos) bret\u00e3s e \u00e0 estabilidade da sua forma\u00e7\u00e3o \u2013 Youenn le B\u00edhan, na bombarda, \u201cpiston\u201d (bombarda de tonalidade mais grave desenvolvida pelo m\u00fasico) e \u201cbiniou\u201d (gaita-de-foles bret\u00e3), Fa\u00f1ch Landreau, no violino, Yann-Fa\u00f1ch Perroches, no acorde\u00e3o diat\u00f3nico, e Gilles le Bigot, na guitarra, m\u00fasicos que passaram por grupos como os Gwerz, Barzaz, Kornog e Archetype -, os Skolvan alcan\u00e7aram um n\u00edvel de perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e uma rodagem tais que lhes proporcionaram a possibilidade de partir para a grava\u00e7\u00e3o deste \u00e1lbum com todos os trunfos na m\u00e3o. Se o anterior, \u201cKerz Ban \u2018n\u2019 Dans\u201d, era brilhante e uma abordagem rigorosa da tradi\u00e7\u00e3o bret\u00e3, \u201cSwings &#038; Tears\u201d, assinalando uma d\u00e9cada de carreira do grupo, n\u00e3o lhe fica atr\u00e1s, com a vantagem de que agora os Skolvan permitem-se divagar e movimentar com inteira liberdade de movimentos dentro dos par\u00e2metros da m\u00fasica tradicional. \u201cSwings &#038; Tears\u201d \u00e9 um monumento \u00e0 m\u00fasica e cultura da Bretanha. Um disco, como o seu antecessor, marcado por um rigor absoluto, mas um rigor que n\u00e3o interfere com aspectos n\u00e3o menos importantes da m\u00fasica: uma energia contagiante, a intersec\u00e7\u00e3o com outras culturas, o prazer que se desprende da execu\u00e7\u00e3o (e, consequentemente, da audi\u00e7\u00e3o) ou mesmo o humor, um humor apenas permitido a quem cultiva e trabalha no \u00e2mago da verdadeira tradi\u00e7\u00e3o. Assim sendo, s\u00f3 nos resta rendermo-nos ao \u201cswing\u201d, no calor das dan\u00e7as, e respeitarmos as \u201cTears\u201d, nos momentos de tristeza presentes nos \u201cgwerz\u201d, baladas \u00e9picas cantadas em bret\u00e3o. In\u00fatil procurar em \u201cSwings &#038; Tears\u201d pontos fracos. Pura e simplesmente, n\u00e3o existem. A m\u00fasica tradicional da Bretanha \u00e9 aqui reinventada num formato lato, por vezes raiando o barroco, no qual a instrumenta\u00e7\u00e3o tradicional \u2013 a t\u00edpica alian\u00e7a bombarda\/\u201dbiniou\u201d, o violino e o acorde\u00e3o \u2013 se expande no di\u00e1logo frut\u00edfero com um trompete, um contrabaixo, um shakuachi japon\u00eas, um saxofone, um saxofone, uma tuba, uma \u201cgadulka\u201d, ou um \u201cbouzouki\u201d e \u201cbodhran\u201d irlandeses. Desde os preparativos para a dan\u00e7a apresentados numa conversa a dois entre a bombarda e o trompete, sobre um rendilhado minimalista de guitarra e subtil tape\u00e7aria desenhada pelo sintetizador, at\u00e9 \u00e0s \u201cTears\u201d finais (\u00fanico tema vocalizado de \u201cSwings &#038; Tears\u201d \u2013 onde os Skolvan explicam a origem da sua designa\u00e7\u00e3o), a Bretanha ilumina-se e afirma com orgulho a sua condi\u00e7\u00e3o de terra sagrada onde os mitos c\u00e9lticos permanecem vivos e actuantes. J\u00e1 agora, para quem est\u00e1 interessado em saber: Skolvan era o nome de uma personagem sanguin\u00e1ria, autora de crimes inomin\u00e1veis cujo fantasma voltou \u00e0 terra para pedir perd\u00e3o a sua m\u00e3e, Madame Bertrand, segundo reza uma lenda do s\u00e9c. XII encontrada num manuscrito gal\u00eas. H\u00e1 momentos empolgantes, no fundo praticamente a totalidade do \u00e1lbum: as combina\u00e7\u00f5es do violino com as percuss\u00f5es a tuba e a bombarda, em \u201cBoules et guirlandes\u201d, ou do \u201cpiston\u201d e trompete, numa dan\u00e7a, ou baile \u201cPlinn\u201d, \u201cBal Plinn du vertige\u201d, os \u201csonneurs\u201d de bombarda e \u201cbiniou\u201d \u00e0 desfilada em \u201cKalon intanvez\u201d, o \u201cswing\u201d alucinante de \u201c\u2026 And swing\u201d, uma \u201cgavota\u201d de dupla tonalidade (por favor, n\u00e3o confundir com \u201cgaivota\u201d\u2026), e das \u201cRonds de Saint Vincent sur Oust\u201d, o andamento de marcha imposto pelo trombone em \u201cSon ar vot\u201d, constru\u00eddo sobre um texto que fala das elei\u00e7\u00f5es numa localidade comunista de Bretanha, a longa e trist\u00edssima balada \u201cLes p\u00eacheurs\u201d, uma \u201cLoudia\u201d, ronda de Loud\u00e9ac, onde o acorde\u00e3o rivaliza com a bombarda e os Skolvan tocam, como eles dizem, \u201ca nu\u201d, ou seja, sem convidados\u2026<br \/>\nDois temas de sentido oposto assinalam os extremos que servem para balizar toda uma atitude: Por um lado, o respeito pelas fontes, traduzido numa grava\u00e7\u00e3o de 36 segundos da voz da j\u00e1 citada \u201cMadame Bertrand\u201d, efectuada por Claudine Maz\u00e9as em 1959, retirada de um \u201cGwerz\u201d, o \u201cGwerz Skolvan\u201d. Por outro, a lucidez cr\u00edtica, atenta a certos perigos que espreitam sobre a folia das \u201cfesto\u00f9-noz\u201d, expressa de forma bem humorada na primeira aparte de \u201cLa banane dans l\u2019oreille\u201d, um divertimento irland\u00eas na forma de falso \u201creel\u201d pelo violino e um \u201cbodhran\u201d, a explicar o aparecimento, nos bailes, de uma nova dan\u00e7a, o \u201ccercle circassian\u201d, ou os efeitos de uma \u201ctradi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna\u201d\u2026 \u201cSwings &#038; Tears\u201d \u00e9 uma entrada directa para a lista dos \u201cmelhores do ano\u201d, pelo melhor grupo bret\u00e3o da actualidade. <strong>(10)<\/strong><\/p>\n<p><strong>NOTA:<\/strong> J\u00e1 se encontra dispon\u00edvel no mercado portugu\u00eas o novo pacote de luxo da Green Linnet para 1994. Nada mais nada menos que novos trabalhos dos D\u00e9anta (\u201cReady for the Storm\u201d), House Band (\u201cAnother Setting\u201d), Tannahill Weavers (\u201cCapernaun\u201d), Ingrid Karklins (\u201cAnima Mundi\u201d), Open House, grupo de Kevin Burke (\u201cSecond Edition\u201d), e Andy M. Stewart (\u201cMan in the Moon\u201d. Para breve a recens\u00e3o de todos eles num especial sobre a editora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 26.10.1994 world Swing E L\u00e1grimas Do \u201cSonneur\u201d Sanguin\u00e1rio Skolvan Swing &#038; Tears Keltia, distri. 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