{"id":12428,"date":"2025-06-21T04:26:27","date_gmt":"2025-06-21T11:26:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12428"},"modified":"2025-06-21T04:26:27","modified_gmt":"2025-06-21T11:26:27","slug":"laurie-anderson-bright-red-madonna-joni-mitchell-turbulent-indigo-liz-phair-whip-smart-artigo-de-opiniao-critica-conjunta-de-discos-a-margem-de-certa-maneira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/06\/21\/laurie-anderson-bright-red-madonna-joni-mitchell-turbulent-indigo-liz-phair-whip-smart-artigo-de-opiniao-critica-conjunta-de-discos-a-margem-de-certa-maneira\/","title":{"rendered":"Laurie Anderson &#8211; &#8220;Bright Red&#8221; + Madonna &#8211; &#8220;&#8221; + Joni Mitchell &#8211; &#8220;Turbulent Indigo&#8221; + Liz Phair &#8211; &#8220;Whip-Smart&#8221; (artigo de opini\u00e3o | cr\u00edtica conjunta de discos) &#8211; &#8220;A Margem De Certa Maneira&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira >> 26.10.1994<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A Margem De Certa Maneira<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nCada uma \u00e0 sua maneira desafia as conven\u00e7\u00f5es. Numa Am\u00e9rica do Norte puritana, onde cada vez mais os valores que se imp\u00f5em correspondem ao gosto massificador do mercado e dos tops, quatro mulheres prosseguem sem desvios pelo seu pr\u00f3prio caminho. Duas veteranas, Joni Mitchell e Laurie Anderson, uma jovem, Liz Phair, e outra com aquela idade que n\u00e3o tem idade, Madonna, atraem a aten\u00e7\u00e3o, provocam controv\u00e9rsia e p\u00f5em o dedo nas feridas. De certa forma, poder\u00edamos considera-las as ovelhas negras do rebanho, n\u00e3o fora o caso delas nem sequer fazerem parte do rebanho.<br \/>\nAs armas que usam s\u00e3o diferentes. Laurie Anderson utiliza o intelecto. Madonna, o sexo. Liz Phair, o cora\u00e7\u00e3o. Joni Mitchell, a intimidade com a \u201cvida real\u201d. Contudo, outras combina\u00e7\u00f5es s\u00e3o permitidas. Muita coisa as separa, mas uma coisa as une: a cr\u00edtica \u00c0 sociedade em que vivem. Mordaz, no caso de Mitchell. El\u00edptica, no caso de Anderson. C\u00ednica, no caso de Madonna. Com a emo\u00e7\u00e3o \u00e0 flor da pele, no caso de Liz Phair.<br \/>\nDuas cores e duas tonalidades, em dois pares de opostos, podem servir para caracterizar os seus novos trabalhos, editados quase em simult\u00e2neo no nosso pa\u00eds. Vermelho n\u00e9on da distancia\u00e7\u00e3o para Laurie Anderson, em oposi\u00e7\u00e3o ao vermelho sangue da viol\u00eancia epid\u00e9rmica demonstrada por Liz Phair. Azul nocturno de um olhar atento e cruel, para Joni Mitchell, em oposi\u00e7\u00e3o ao azul beb\u00e9 do romantismo reencontrado por Madonna. Joni Mitchell, Laurie Anderson, Liz Phair e Madonna s\u00e3o \u201cmarginais\u201d de um modo pessoal e intransmiss\u00edvel. Incomodam, \u00e9 certo, mas tamb\u00e9m seduzem.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/laurieAnderson.jpg\" alt=\"\" width=\"570\" height=\"825\" class=\"alignnone size-full wp-image-12429\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/laurieAnderson.jpg 570w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/laurieAnderson-207x300.jpg 207w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/laurieAnderson-69x100.jpg 69w\" sizes=\"auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p><strong>Laurie Anderson<br \/>\nBright Red (7)<br \/>\nWarner Bros., distri Warner Music<\/strong><br \/>\nComo refere a articulista Fietta Jarque no \u201cEl Pais\u201d, \u201cLaurie Anderson despojou a voz da sua aura rom\u00e2ntica para a converter na nua corda sonora da intelig\u00eancia\u201d. Como um sensor, uma c\u00e9lula fotoel\u00e9ctrica, a voz da autora de \u201cO superman\u201d observa e decomp\u00f5e a realidade sem nela intervir de forma directa. Laurie Anderson \u00e9, na ess\u00eancia, uma contadora de hist\u00f3rias. \u201cA forma de arte mais antiga\u201d, como ela pr\u00f3pria refere. Hist\u00f3rias parte das quais (b\u00edblicas, como a da arca de No\u00e9, que Laurie Anderson desmonta) s\u00e3o contadas no livro \u201cStories from the Nerbe Bible\u201d, lan\u00e7ado em simult\u00e2neo com o \u00e1lbum.<br \/>\nMas Laurie Anderson \u00e9 uma contadora de hist\u00f3rias diferente. A voz \u00e9, no seu caso, o meio e, em \u00faltima an\u00e1lise, o fim. \u201cA linguagem \u00e9 um v\u00edrus\u201d, n\u00e3o o esque\u00e7amos. Laurie Anderson compara \u201cBright Red\u201d com o \u201cO \u00daltimo Ano em Marienbad\u201d, enigm\u00e1tico filme de Alain Resnais, pela id\u00eantica estrutura em forma de di\u00e1logo: \u201cele diz\u201d, \u201cela responde\u201d. A artista dialoga com o seu duplo masculino, com a sua pr\u00f3pria voz descida alguns tons at\u00e9 se transformar na voz de um homem, a \u201cvoz da autoridade\u201d. \u201cBright Red\u201d \u00e9 um discurso electr\u00f3nico sobre os temas do amor e da destrui\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio do anterior \u201cStrange Angels\u201d, que tinha um formato mais cl\u00e1ssico, de \u201c\u00e1lbum pop\u201d, o novo \u201cBright Red\u201d regressa \u00e0s premissas minimalistas de \u201cBig Science\u201d, \u201cMr. Heartbreak\u201d e \u201cHome of the Brave\u201d. Vozes, palavras, ideias recortadas dos sonhos ou do quotidiano (no fundo, apenas outro sonho, ou pesadelo) sobre m\u00faltiplas manipula\u00e7\u00f5es electr\u00f3nicas.<br \/>\nUltrapassado por\u00e9m o impacte sonoro inicial, \u201cBright Red\u201d pouco ou nada adianta em rela\u00e7\u00e3o aos anteriores trabalhos da compositora. Mudou, \u00e9 certo, o produtor, e neste particular a escolha de Brian Eno, igualmente respons\u00e1vel pelos arranjos e misturas, revelou-se acertada. Mas Eno transformou o inv\u00f3lucro, n\u00e3o a identidade da m\u00fasica. As percuss\u00f5es subiram de tom, o acorde\u00e3o de Guy Klucevsek, as presen\u00e7as \u201cduras\u201d de Arto Lindsay, Marc Ribot e Peter Scherer ou a participa\u00e7\u00e3o vocal de Lou Reed em \u201cIn our sleep\u201d trouxeram uma nota de diferen\u00e7a, mas no essencial tudo permanece na mesma, o que acaba de certa forma por desiludir, em compara\u00e7\u00e3o com a ousadia do golpe de rins de \u201cStrange Angels\u201d.<br \/>\nEm suma, se na generalidade a produ\u00e7\u00e3o consegue suscitar interesse, do tipo \u201cdeixa adivinhar que som vem a seguir\u201d, isso n\u00e3o chega para disfar\u00e7ar a monotonia que em certos momentos acompanha a audi\u00e7\u00e3o de \u201cBright Red\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/maddona.jpg\" alt=\"\" width=\"348\" height=\"565\" class=\"alignnone size-full wp-image-12430\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/maddona.jpg 348w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/maddona-185x300.jpg 185w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/maddona-62x100.jpg 62w\" sizes=\"auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>(escrito por Jorge Dias)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joniMitchell.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"455\" class=\"alignnone size-full wp-image-12431\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joniMitchell.jpg 314w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joniMitchell-207x300.jpg 207w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/joniMitchell-69x100.jpg 69w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>Joni Mitchell<br \/>\nTurbulent Indigo (8)<\/strong><br \/>\nArista, distri. Warner Music<br \/>\nA viol\u00eancia e os maus tratos f\u00edsicos nas rela\u00e7\u00f5es conjugais, a reclus\u00e3o e os trabalhos for\u00e7ados impostos \u00e0s mulheres irlandesas pela igreja cat\u00f3lica, no final dos anos 80 (em \u201cThe Magdalene laundries\u201d, um tema que parece ter incomodado os Chieftains ao ponto de terem posto a hip\u00f3tese de recusar toc\u00e1-lo num espect\u00e1culo com a cantora), o caos, a solid\u00e3o, o consumismo e a loucura \u2013 uma loucura \u201cfria\u201d, em tons do tal azul indigo, ilustrada em paralelo pela s\u00e9rie de pinturas da autoria da cantora (entre as quais, o auto-retrato aqui reproduzido, \u201cpastiches\u201d estilo Van Gogh) \u2013 da sociedade norte-americana actual s\u00e3o alguns dos temas abordados em \u201cTurbulent Indigo\u201d.<br \/>\nA esta fixa\u00e7\u00e3o na \u201cvida real\u201d (conceito cada vez mais fluido nas suas significa\u00e7\u00f5es e implica\u00e7\u00f5es) responde a m\u00fasica com a complexidade, ultrapassada que parece estar a fase recente voltada para a pop mais acess\u00edvel dos \u00e1lbuns \u201cWild Things Run Fast\u201d, \u201cDog Eat Dog\u201d e \u201cChalk Mark in a Storm\u201d (os dois \u00faltimos talvez os seus discos mais fracos de sempre), processo, de resto, encetado no anterior \u201cNight Ride Home\u201d. Complexidade que se manifesta, sobretudo, ao n\u00edvel das vocaliza\u00e7\u00f5es, com as suas intricadas progress\u00f5es harm\u00f3nicas, numa exig\u00eancia de diversidade e explora\u00e7\u00e3o que, inclusive, se traduziu no n\u00famero de afina\u00e7\u00f5es que a cantora at\u00e9 agora j\u00e1 experimentou na guitarra, nada mais nada menos que cerca de cinquenta.<br \/>\nN\u00e3o espanta, por isso, que Joni Mitchell tenha, a partir de certa altura, procurado prioritariamente em m\u00fasicos de jazz acompanhantes \u00e0 altura. Eis o que de novo acontece em \u201cTurbulent Indigo\u201d, com as presen\u00e7as dos j\u00e1 habituais Wayne Shorter, saxofonista dos Weather Report, Larry Klein no baixo e Jim Altner na bateria. Mitchell encontrou a liberdade total. Livre de constrangimentos ou do arb\u00edtrio de tonalidade e compassos fixos, a voz libertou-se em definitivo deste tipo de espartilhos, parecendo cada vez mais coincidir com os ritmos e entoa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prios da oralidade.<br \/>\nAs can\u00e7\u00f5es ganharam, assim, uma naturalidade e uma respira\u00e7\u00e3o com maior amplitude, a par da sensualidade e do requinte que sempre caracterizaram esta voz que a passagem do tempo agarrou com um manto de seda dourada. Apenas alguns reparos, subjectivos, para \u201cHow do you stop\u201d, popularizada por James Brown \u2013 a can\u00e7\u00e3o mais comercial de \u201cTurbulent Indigo\u201d, que, nesta vers\u00e3o, provavelmente destinada a ser editada em \u201csingle\u201d, conta com o apoio vocal de Seal, a ir um pouco contra a corrente do resto do \u00e1lbum. Porto de Abrigo entre uma turbul\u00eancia que se pode sentir no azul mais profundo da alma.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/lizPhair.jpg\" alt=\"\" width=\"386\" height=\"561\" class=\"alignnone size-full wp-image-12432\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/lizPhair.jpg 386w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/lizPhair-206x300.jpg 206w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/lizPhair-69x100.jpg 69w\" sizes=\"auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>Liz Phair<br \/>\nWhip-Smart (9)<br \/>\nMatador, distri. Warner Music<\/strong><br \/>\nO novo \u00e1lbum de Liz Phair, depois da estreia \u201cExile in Guyville\u201d, faz acreditar que a m\u00fasica rock est\u00e1 longe de se poder considerar um fil\u00e3o esgotado e que as mulheres conduzem, de facto, o processo da sua renova\u00e7\u00e3o. O que sobressai logo ap\u00f3s a primeira audi\u00e7\u00e3o \u00e9 que a voz de Liz nem sequer \u00e9 aquilo que se pode considerar uma grande voz. S\u00e3o, antes, a maneira como canta, a visceralidade e a emo\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica que se desprendem das can\u00e7\u00f5es que fazem de \u201cWhip-Smart\u201d um dos grandes discos deste ano. Liz Phair conversa, sussurra, revela-se, num contraste por vezes violento entre a aparente serenidade da voz e a viol\u00eancia magm\u00e1tica do acompanhamento instrumental.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o e os arranjos refor\u00e7am esta caracter\u00edstica, ao valorizarem um som frontal e rude mas atento aos pormenores, de maneira a colocar em evid\u00eancia a coes\u00e3o do som do grupo, o mesmo de \u201cExile in Guyland\u201d, constitu\u00eddo por Brad Wood, Casey Rice e Leroy Bach. \u00c9 o deitar fora das m\u00e1scaras e da maquilhagem, com o acento na sofistica\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria ess\u00eancia da m\u00fasica e n\u00e3o, como tantas vezes acontece, no espalhafato permitido pelo est\u00fadio. A esta not\u00e1vel economia de meios, onde a voz e cada instrumento (as guitarras ora ternas, ora sulf\u00faricas, um sintetizador, um piano coloquial, uma bateria com tanto de poderoso como de transparente) t\u00eam a precis\u00e3o de uma arma que dispara ou de um beijo abrasivo, correspondem a uma riqueza harm\u00f3nica e uma originalidade que, neste ano, em trabalhos vindos de outras \u201cnovas\u201d compositoras-int\u00e9rpretes, apenas encontram paralelo em \u201cMartinis &#038; Bikinis\u201d, de Sam Phillips, e \u201cHappiness\u201d, de Lisa Germano. Can\u00e7\u00f5es como \u201cX-rated man\u201d, \u201cShane\u201d, \u201cDogs of LA\u201d, \u201cJealousy\u201d e \u201cCrater lake\u201d transbordam de ideias e s\u00e3o do topo de onde parece ser poss\u00edvel extrair melodias diferentes de cada acorde.<br \/>\n\u201cWhip-Smart\u201d \u00e9 ainda um \u00e1lbum que n\u00e3o esconde o seu amor pelo passado do rock, dos Velvets \u00e0 \u201csurf-music\u201d (submetida a um trabalho de virul\u00eancia e corros\u00e3o, no t\u00edtulo-tema) o que lhe confere uma aura de solidez e classicismo.<br \/>\nLiz Phair limita-se, no fundo, a fazer o mesmo que muitos outros artistas: falar de si pr\u00f3pria e da sociedade que a rodeia. A diferen\u00e7a est\u00e1 em que o faz de tal forma e com uma for\u00e7a, intensidade e personaliza\u00e7\u00e3o tais que desde logo colocam \u201cWhip-Smart\u201d no grupo dos \u00e1lbuns de excep\u00e7\u00e3o. Um disco para escutar vezes sem conta. Daqueles que nunca mais se esquecem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 26.10.1994 A Margem De Certa Maneira Cada uma \u00e0 sua maneira desafia as conven\u00e7\u00f5es. Numa Am\u00e9rica do Norte puritana, onde cada vez mais os valores que se imp\u00f5em correspondem ao gosto massificador do mercado e dos tops, quatro mulheres prosseguem sem desvios pelo seu pr\u00f3prio caminho. 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