{"id":12418,"date":"2025-06-16T03:12:24","date_gmt":"2025-06-16T10:12:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12418"},"modified":"2025-06-16T03:12:24","modified_gmt":"2025-06-16T10:12:24","slug":"peter-hammill-roaring-forties","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/06\/16\/peter-hammill-roaring-forties\/","title":{"rendered":"Peter Hammill &#8211; &#8220;Roaring Forties&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira >> 19.10.1994<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>O Gerador Voltou A Funcionar<\/p>\n<p>Peter Hammill<br \/>\nRoaring Forties<br \/>\nFie, distri. Megam\u00fasica<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/peterHammill.jpg\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"337\" class=\"alignnone size-full wp-image-12419\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/peterHammill.jpg 349w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/peterHammill-300x290.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/peterHammill-100x97.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nTem sido uma longa viagem, com altos e baixos, momentos de exalta\u00e7\u00e3o alternando com outros de cansa\u00e7o e alguma desilus\u00e3o. Peter Hammill \u00e9 o amigo estrangeiro cuja obra tem tocado toda uma gera\u00e7\u00e3o que o acompanha desde a estreia dos Van de Graaf Generator, \u201cThe Aerosol Grey Machine\u201d, de 1969, at\u00e9 hoje, j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o 33 \u00e1lbuns, todos com a mesma recusa em fazer concess\u00f5es, algo dif\u00edcil de encontrar numa \u00e9poca em que a arte cada vez mais se reduz a um neg\u00f3cio. Os fi\u00e9is de Hammill sabem de antem\u00e3o que em cada novo disco a qualidade se eleva inevitavelmente acima da m\u00e9dia. O problema est\u00e1, ou estava, em que nos \u00faltimos tempos ele se mostrava incapaz de inovar e surpreender, parecendo que os seus trabalhos mais recentes giravam cada vez mais pr\u00f3ximo de uma m\u00e9dia, um \u201cHammill standard\u201d impenetr\u00e1vel ao excesso e \u00e0 diferen\u00e7a, ao contr\u00e1rio dos gigantescos contrastes que animam toda a discografia dos Van Der Graaf ou os \u00e1lbuns a solo at\u00e9 \u201cA Black Box\u201d. J\u00e1 nos t\u00ednhamos resignado a um Hammill previs\u00edvel e preocupado com uma reforma tranquila, quando este \u201cRoaring Forties\u201d veio de s\u00fabito perturbara  acalmia. Diga-se desde j\u00e1 que \u00e9 o melhor Hammill desde h\u00e1 alguns anos. \u00c9 um regresso ao som e \u00e0s tem\u00e1ticas dos geniais \u201cThe Silent Corner and the Empty Stage\u201d e \u201cIn Camera\u201d. O ex-Van Der Graaf p\u00f4s de parte \u2013 momentaneamente ou n\u00e3o, os pr\u00f3ximos cap\u00edtulos o dir\u00e3o \u2013 a tend\u00eancia recente para se refugiar na seguran\u00e7a, manifestada em termos pr\u00e1ticos numa maior acessibilidade da sua m\u00fasica, para se concentrar de novo naquilo que ele sabe fazer melhor: o desmantelamento dos processos mentais atrav\u00e9s de uma auto-an\u00e1lise obsessiva e profunda que, por tocar nas zonas do ultraconsciente colectivo, se torna universal, da\u00ed a empatia que \u00e9 poss\u00edvel estabelecer-se com os seus textos e a sensa\u00e7\u00e3o de que \u201cele escreve e canta as mesmas coisas que eu sinto e penso\u201d, vivida por muitos dos seus admiradores. \u201cRoaring Forties\u201d \u00e9, neste aspecto, um regresso aos bons velhos tempos, em particular no \u00e9pico de 19 minutos, dividido em sete partes, \u201cHeadlong Stretch\u201d, uma das t\u00edpicas explora\u00e7\u00f5es onde o ressuscitado-Hammill-metaf\u00edsico aborda quest\u00f5es como os paradoxos do tempo e do espa\u00e7o, a personalidade dividida e a demanda alqu\u00edmica de uma unidade perdida que acena na pr\u00f3xima curva da estrada mas nunca \u00e9 alcan\u00e7ada (um pequeno aparte para dizer que, se fosse vivo, Fernando Pessoa teria com certeza muito prazer em conhecer Peter Hammill\u2026). Um tema para escutar e meditar muitas vezes, na linha de grandes composi\u00e7\u00f5es como \u201cA louse is not a home\u201d (de \u201cThe Silent Corner\u2026) e \u201cCockpit\u201d (de \u201cA Black Box\u201d) que traz de volta o prazer da grande aventura. Peter Hammill reencontrou o gosto pelo risco, o que n\u00e3o acontecia desde os \u00e1lbuns da fase \u201cbranco e negro\u201d dos anos 80. Musicalmente h\u00e1 em \u201cRoaring Forties\u201d surpresas, solu\u00e7\u00f5es arrojadas e uma sonoridade que se aproxima \u2013 suspenda-se a respira\u00e7\u00e3o \u2013 dos Van Der Graaf. Um som colectivo, pujante e seguro, onde sobressaem os sopros desse m\u00fasico \u201csui generis\u201d chamado David Jackson, o violino de Stuart Gordon e as guitarras e manipula\u00e7\u00f5es electr\u00f3nicas de um Hammill empenhado em fazer esquecer anteriores sensaborias. \u00c0 entrada do pr\u00f3ximo mil\u00e9nio, Peter Hammill acordou e \u00e9 como se tivesse ainda tudo para dizer. <strong>(8)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 19.10.1994 O Gerador Voltou A Funcionar Peter Hammill Roaring Forties Fie, distri. Megam\u00fasica Tem sido uma longa viagem, com altos e baixos, momentos de exalta\u00e7\u00e3o alternando com outros de cansa\u00e7o e alguma desilus\u00e3o. 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