{"id":12387,"date":"2025-06-04T00:31:57","date_gmt":"2025-06-04T07:31:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12387"},"modified":"2025-06-04T00:31:57","modified_gmt":"2025-06-04T07:31:57","slug":"annette-peacock-e-carlos-zingaro-encontro-a-margem-das-leis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/06\/04\/annette-peacock-e-carlos-zingaro-encontro-a-margem-das-leis\/","title":{"rendered":"Annette Peacock e Carlos Z\u00edngaro &#8211; &#8220;Encontro \u00e0 Margem Das Leis&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira >> 12.10.1994<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Encontro \u00e0 Margem Das Leis<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nAnnette Peacock e Carlos Z\u00edngaro aliaram-se na feitura de uma mini-\u00f3pera que envolve bailado e improvisa\u00e7\u00e3o. Sobre o tema dos \u201cencontros e desencontros das pessoas e a fragilidade das rela\u00e7\u00f5es humanas\u201d. Um tema velho revisto \u00e0 luz das novas m\u00fasicas.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/annettePeacockeCarlosZingaro.jpg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"504\" class=\"alignnone size-full wp-image-12388\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/annettePeacockeCarlosZingaro.jpg 678w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/annettePeacockeCarlosZingaro-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/annettePeacockeCarlosZingaro-624x464.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/annettePeacockeCarlosZingaro-100x74.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Ficha Art\u00edstica<br \/>\nAnnette Peacock \u2013 Sintetizador, voz, ac\u00e7\u00e3o<br \/>\nCarlos Z\u00edngaro \u2013 Violino electr\u00f3nico, computadores<br \/>\nRoger Turner \u2013 Bateria, percuss\u00e3o, ac\u00e7\u00e3o<br \/>\nJo\u00e3o Natividade \u2013 Movimento<br \/>\nMargarida Bettencourt \u2013 Movimento<br \/>\nPaulo Gra\u00e7a \u2013 Ilumina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A ideia de fazer uma mini-\u00f3pera veio de Carlos Z\u00edngaro e nasceu no ano passado, em Outubro, ap\u00f3s o concerto da cantora americana em Lisboa. Mais do que um simples concerto, este trabalho em conjunto dos dois m\u00fasicos pretende integrar elementos e metodologias pertencentes \u00e0 dan\u00e7a, ao teatro e a outras actividades multim\u00e9dia.<br \/>\nCom um esquema base elaborado sobre composi\u00e7\u00f5es originais de Annette Peacock, o espect\u00e1culo, com a designa\u00e7\u00e3o \u201cEncontros\u201d \u2013 da responsabilidade das Produ\u00e7\u00f5es \u00danica, com apoio do departamento de m\u00fasica popular de Lisboa-94 -, inclui momentos de improvisa\u00e7\u00e3o nos quais v\u00e3o assumir primordial import\u00e2ncia como sustent\u00e1culo r\u00edtmico unificador, as percuss\u00f5es de Roger Turner. Trata-se de um m\u00fasico ingl\u00eas que partiu da cena de Canterbury dos anos 60 para o discurso improvisado, tendo colaborado, ao longo de d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cnew music\u201d (generaliza\u00e7\u00e3o para todas as m\u00fasicas \u201cmarginais\u201d que englobam e reestruturam em s\u00ednteses inovadoras linguagens t\u00e3o d\u00edspares como o jazz, o rock, a m\u00fasica concreta, a m\u00fasica \u00e9tnica, o \u201cvaudeville\u201d, a electr\u00f3nica, etc.), com Elton Dean, Lol Coxhill, Fred Frith, Derek Bailey, Cecil Taylor, Evan Parker, Toshinori Kondo e Marilyn Crispell, entre outros.<br \/>\nOs bailarinos Margarida Bettencourt e Jo\u00e3o Natividade repartem entre si a planifica\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o da parte coreogr\u00e1fica. Paulo Gra\u00e7a ter\u00e1 a seu cargo a ilumina\u00e7\u00e3o, importante na elabora\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios ambientes que, segundo Carlos Z\u00edngaro, pretende recriar \u201cos encontros e desencontros das pessoas, a fragilidade das rea\u00e7\u00f5es humanas, a visceralidade dos encontros e o realismo cru dos desencontros, e as situa\u00e7\u00f5es de profundo desconforto em que se pensa \u201cquem me dera n\u00e3o estar aqui\u201d. Um tema suficientemente vago para permitir dar livre curso a toda a esp\u00e9cie de enuncia\u00e7\u00f5es conceptuais e explora\u00e7\u00f5es ao n\u00edvel da tr\u00edade int\u00e9rprete &#8211; tecno logia &#8211; \u201cenvironment\u201d. Algo que poder\u00e1 n\u00e3o andar longe, pelo menos em termos de atitude, da veia dram\u00e1tica de uma Meredith Monk ou da cornuc\u00f3pia electro-humanista de uma Laurie Anderson.<br \/>\nAnuncia-se que o concerto vai ter humor e alguma maldade. A criatividade ter\u00e1 r\u00e9dea solta para se exprimir. N\u00e3o espanta que assim aconte\u00e7a, tendo em conta os antecedentes dos dois principais protagonistas, ambos nomes credenciados no universo das m\u00fasicas alternativas.<br \/>\nAnnette Peacock, de \u201cperformer\u201d provocat\u00f3ria que nos primeiros anos de carreira exibia os seios, e uma das primeiras a arriscar submeter a voz aos tratos de um sintetizador, passou a est\u00e1tua de semblante e pose gelados. Nela o erotismo escorre por vias e liga\u00e7\u00f5es obscuras. Num corpo e voz fora das normas e est\u00e9ticas vulgares. Com a fulmin\u00e2ncia da electricidade e a ferocidade e o hermetismo de uma m\u00e1scara. Nela tudo se mediatiza. Atrav\u00e9s do corpo, do canto ou das palavras. Como numa \u201ctrip\u201d de um \u00e1cido congelado. Entra-se na sua m\u00fasica como no labirinto interior de um circuito integrado cuja estrutura reproduz um c\u00e9rebro, um organismo humano ou o tecido social de uma cidade. \u201cContacto abstracto\u201d? Ou, pelo contr\u00e1rio, um contacto f\u00edsico, uma \u201cproximidade f\u00edsica\u201d que, para Z\u00edngaro, \u201cest\u00e1 a diluir-se\u201d. Algo que, segundo o violinista, ter\u00e1 consequ\u00eancias, j\u00e1 que \u201calgumas coisas ganhar\u00e3o\u201d com essa dilui\u00e7\u00e3o, enquanto outras \u201cest\u00e3o em risco de se perder\u201d.<br \/>\nComparado com a cantora norte-americana, Carlos Z\u00edngaro \u00e9 mais cerebral. Ou \u00e9 cerebral de uma forma mais matem\u00e1tica. Nele a ideia de arquitectura substitui a de \u201cswing\u201d. O seu violino \u00e9 uma nave, no duplo sentido de ve\u00edculo e espa\u00e7o delimitado. Um violino cuja voz procura e se procura no confronto \u2013 di\u00e1logo \u2013 dissolu\u00e7\u00e3o com outras vozes. Dele pr\u00f3prio, de m\u00e1quinas, ou, no caso vertente, de Annette Peacock. Um violino que mergulha nas entranhas de um computador e sai dele com a forma de um ente diferente: um comboio, uma gaivota ou simplesmente ainda um violino \u2013 multif\u00f3nico, duplo cibern\u00e9tico. \u201cM\u00fasicas de cena\u201d, se quisermos simplificar e utilizar o t\u00edtulo de um dos seus discos mais recentes. Ou um violino que se s\u00fabito se cala para escutar-se e escutar o sil\u00eancio, se fecha em si pr\u00f3prio na introspec\u00e7\u00e3o das suas fontes e dos seus limites. Como aconteceu nas radicais presta\u00e7\u00f5es a solo registadas por Carlos Z\u00edngaro ao vivo no Mosteiro dos Jer\u00f3nimos.<br \/>\n\u00c9 portugu\u00eas, Carlos Z\u00edngaro, que rem\u00e9dio! A sua m\u00fasica, essa, n\u00e3o conhece fronteiras. Desde os tempos pioneiros com os Plexus e da passagem bem-humorada pela Banda do Casaco at\u00e9 \u00e0 inevit\u00e1vel viagem para outras latitudes e altitudes mais elevadas, onde n\u00e3o se sente o efeito da asfixia e \u00e9 poss\u00edvel respirar sem constrangimentos. Uma viagem, se calhar tamb\u00e9m ela de \u201cencontros e desencontros\u201d, onde acima de tudo existe a compreens\u00e3o de que a evolu\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do di\u00e1logo. E h\u00e1 formas de di\u00e1logo que nem passam pela cabe\u00e7a das pessoas, onde o outro at\u00e9 pode ser uma extens\u00e3o, projec\u00e7\u00e3o, transfigura\u00e7\u00e3o de um \u00fanico e mesmo indiv\u00edduo. Z\u00edngaro que o diga.<br \/>\nClaro que o m\u00fasico, enfim, portugu\u00eas, j\u00e1 se \u201cbateu\u201d com companheiros de armas como Andrea Centazzo, Barre Philips, Christian Marclay, Derek Bailey, Evan Parker, Joelle L\u00e9andre, Jon Rose, Ned Rothenberg, R\u00fcdiger Carl, Shelley Hirsch, entre outros \u201cloucos\u201d, pilares de um planeta musical que sem eles se arriscaria a atolar-se no lodo do menor m\u00faltiplo comum com que querem cimentar as est\u00e9ticas nado-mortas do \u201cadmir\u00e1vel mundo novo\u201d, para\u00edso dos pac\u00f3vios, dos bajuladores, dos indigentes e dos funcion\u00e1rios e desalmados em geral.<br \/>\nPor tudo isto, ou se tudo isto for pouco ou for demais, apenas pela excel\u00eancia de todos os participantes envolvidos, \u00e9 obrigat\u00f3rio n\u00e3o faltar a estes \u201cEncontros\u201d. Mesmo que os desavisados possam sentir o tal desconforto do \u201cquem me dera n\u00e3o estar aqui\u201d. Para esses, fica a conclus\u00e3o em forma de lugar-comum: quem n\u00e3o arrisca n\u00e3o petisca.<br \/>\nDIA 15, TEATRO S\u00c3O LUIZ, LISBOA, 22H<\/p>\n<p><strong>CAIXA<br \/>\nMano A Mano<\/strong><br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o de agora os duetos de m\u00fasicos portugueses com estrangeiros de maior ou menor nomeada. Em diversas \u00e1reas, do fado ao jazz passando pelo rock, a pop e a m\u00fasica tradicional, cantores e instrumentistas nacionais arranjaram companhia l\u00e1 fora, com o objectivo de enriquecerem determinadas propostas musicais, registadas em disco. Algumas resultaram em cheio. Outras nem tanto.<br \/>\nRecordemos v\u00e1rios desses duetos, com a indica\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo do \u00e1lbum, ano de edi\u00e7\u00e3o e os nomes envolvidos.<br \/>\n\u201cEncontro\u201d, 1973, Am\u00e1lia Rodrigues com Don Byas. O saxofonista tenor no encontro com o fado. A improvisa\u00e7\u00e3o a empurrar a diva para procurar-se e procurar o (seu) fado noutra voz.<br \/>\n\u201cNo Jardim da Celeste\u201d, 1981. Banda do Casaco com Jerry Marotta. Nuno Rodrigues voltava o casaco do avesso. O baterista de Peter Gabriel juntou uma certa modernidade urbana e internacionalista \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Esta, se n\u00e3o ficou a perder, saiu pelo menos confundida da aventura.<br \/>\n\u201cCoincid\u00eancias\u201d, 1983. S\u00e9rgio Godinho com Ivan Lins. Irm\u00e3os na resist\u00eancia. Dois lutadores cuja arma \u00e9 a poesia.<br \/>\n\u201cLooking for Love\u201d, 1988, e \u201cAlice\u201d, 1990. Maria Jo\u00e3o com Aki Takase. Mais do que uma colabora\u00e7\u00e3o, uma cumplicidade. Uma voz e um piano, cidad\u00e3os do mundo. Jo\u00e3o canta tamb\u00e9m com os outros \u201cmonstros\u201d agrados do \u201cjazz\u201d. N\u00f3s \u00e9 que muitas vezes n\u00e3o reparamos.<br \/>\n\u201cAmor \u00e9 Cego e V\u00ea\u201d, 1990. Eug\u00e9nia Melo e Castro com Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Simone e Gal Costa. Todos os grandes artistas brasileiros querem estar ao lado de Geninha. \u00c9 uma honra.<br \/>\n\u201cDialogues\u201d, 1991, Carlos Paredes com Charlie Haden. Um g\u00e9nio fechado dentro de quatro paredes. O contrabaixista da Jazz Composers Orchestra compreendeu isso \u00c0 pr\u00f3pria custa.<br \/>\n\u201cDel\u00edrios Ib\u00e9ricos\u201d, 1991, R\u00e3o Kyao com Ketama. Nas suas viagens pelo Sul o encontro inevit\u00e1vel das flautas de bambu com o flamenco.<br \/>\n\u201cEvil Metal\u201d, 1992. Telectu com Elliott Sharp. Lima Barreto e V\u00edtor Rua sabem escolher as vanguardas em que se movem. Chris Cutler, um dos expoentes da \u201cnova m\u00fasica\u201d europeia (Henry Cow, Art Bears, Cassiber, News from Babel, etc.), tamb\u00e9m toca com eles ao vivo de vez em quando.<br \/>\n\u201cLaura\u201d, 1993, e \u201cDivertimento for Duke and Monk\u201d, 1993. Depois de uma experi\u00eancia pioneira com o baterista Aldo Romano, o trompetista portugu\u00eas Laurent Filipe gravou com Pedro Sarmiento, um pianista espanhol que vai dar que falar.<br \/>\n\u201cRepress\u201d, 1994,. Lu\u00eds Represas com Pablo Milan\u00eas. A m\u00fasica \u00e9 a mesma, mas como foi gravada em Cuba faz de conta que n\u00e3o. A voz do cubano, apesar de tudo, aquece mais do que arrefece.<br \/>\n\u201cSob Escuta\u201d, 1994. GNR com Vicente Amigo. O sal do flamenco a condimentar os jogos de \u201ccharme2 de Reininho.<br \/>\n\u201cViagens\u201d, 1994. Pedro Abrunhosa com Maceo Parker. A \u201cm\u00fasica nova\u201d do guru Abrunhosa toda ela \u201cfunky\u201d com a ajuda do ex-trompetista de James Brown. A prop\u00f3sito de novidade, j\u00e1 algu\u00e9m reparou no gen\u00e9rico musical de O Tal Canal?<br \/>\n\u201cSalsetti\u201d, Bernardo Sassetti com Paquito d\u2019 Rivera, a aguardar edi\u00e7\u00e3o. Novos mapas que passam pelos tr\u00f3picos, no alor dos sopros de um cubano guardi\u00e3o da heran\u00e7a de Dizzy Gillespie.<br \/>\nPr\u00f3ximo disco dos Chieftains, 1995. J\u00falio Pereira com os Chieftains. O reconhecimento pelos mestres da m\u00fasica tradicional irlandesa de um dos maiores instrumentistas portugueses. Neste caso foram eles a cham\u00e1-lo.<br \/>\nQuanto a Carlos Z\u00edngaro, j\u00e1 gravou discos com meio mundo de m\u00fasicos europeus importantes: Andrea Centazzo (\u201cMitteleuropa Orchestra Live\u201d, 82), Daunik Lazro (\u201cSweet Zee\u201d, 84), Richard Teitelbaum (\u201cThe Sea Between\u201d, 86), Derek Bailey, Lee Konitz, Barre Philips e Teitelbaum (\u201cOnce\u201d, 89), Joelle L\u00e9andre (\u201c\u00c9critures\u201d, 90), Une Drame Musica Instantan\u00e9 (\u201cOp\u00e9ration Blow Up\u201d, 92), R\u00fcdiger Carl (\u201cCanvas Trio\u201d, 93).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 12.10.1994 Encontro \u00e0 Margem Das Leis Annette Peacock e Carlos Z\u00edngaro aliaram-se na feitura de uma mini-\u00f3pera que envolve bailado e improvisa\u00e7\u00e3o. Sobre o tema dos \u201cencontros e desencontros das pessoas e a fragilidade das rela\u00e7\u00f5es humanas\u201d. Um tema velho revisto \u00e0 luz das novas m\u00fasicas. 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