{"id":12253,"date":"2025-04-23T05:18:22","date_gmt":"2025-04-23T12:18:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12253"},"modified":"2025-04-23T05:18:22","modified_gmt":"2025-04-23T12:18:22","slug":"pink-floyd-dias-22-e-23-estadio-de-alvalade-lisboa-sonhos-cor-de-rosa-concerto-perspetiva-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/04\/23\/pink-floyd-dias-22-e-23-estadio-de-alvalade-lisboa-sonhos-cor-de-rosa-concerto-perspetiva-opiniao\/","title":{"rendered":"Pink Floyd &#8211; &#8220;Dias 22 e 23, Est\u00e1dio de Alvalade, Lisboa &#8211; Sonhos Cor-de-Rosa&#8221; (concerto | perspetiva | opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira >> 20.07.1994<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>DIAS 22 E 23, EST\u00c1DIO DE ALVALADE, LISBOA<br \/>\nSONHOS COR-DE-ROSA<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd1.jpg\" alt=\"\" width=\"679\" height=\"470\" class=\"alignnone size-full wp-image-12254\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd1.jpg 679w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd1-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd1-624x432.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd1-100x69.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nA lota\u00e7\u00e3o est\u00e1 desde h\u00e1 semanas esgotada. Para o primeiro concerto duplo de est\u00e1dio a realizar em Portugal. Prev\u00ea-se que o espect\u00e1culo seja de arromba, com a carga de efeitos especiais que a banda de David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason n\u00e3o dispensa. Tudo baseado no \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cThe Division Bell\u201d. Mas quem \u00e9 que vai a Alvalade para ouvir a m\u00fasica dos Pink Floyd?<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd2.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"422\" class=\"alignnone size-full wp-image-12255\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd2.jpg 442w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd2-300x286.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd2-100x95.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Uma equipa de 200 pessoas envolvidas na actual digress\u00e3o de tr\u00eas meses e meio dos Pink Floyd, a primeira desde 1987, que coincidiu com o lan\u00e7amento de \u201cMomentary Lapse of Reason\u201d. Arcos e torres de metal com sete toneladas de peso para segurarem o palco (para sermos mais precisos, tr\u00eas palcos, porque desta vez os Floyd trazem consigo outros dois, para assim estarem a tocar num, enquanto algures outros dois est\u00e3o a ser montados). Gastos na ordem do meio milh\u00e3o de d\u00f3lares por dia. Todos os dias, mesmo aqueles de intervalo entre os concertos.<br \/>\nAs estat\u00edsticas n\u00e3o mentem: os Pink Floyd mant\u00eam-se iguais a si mesmos. Desmesurados. Preocupados em levar o m\u00e1ximo de entretenimento ao maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas. De h\u00e1 muito que a m\u00fasica passou para um lugar secund\u00e1rio nas preocupa\u00e7\u00f5es desta banda que os anos transformaram numa colectividade de tr\u00eas simp\u00e1ticos veteranos.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd3.jpg\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"557\" class=\"alignnone size-full wp-image-12256\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd3.jpg 435w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd3-234x300.jpg 234w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd3-78x100.jpg 78w\" sizes=\"auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas fases distintas na vida dos Pink Floyd. A primeira coincide com a emerg\u00eancia do psicadelismo em Inglaterra \u2013 de que os Floyd, como pelo menos os mais velhos de certeza devem saber, foram actores principais \u2013 e foi marcada pela presen\u00e7a mete\u00f3rica de Syd Barrett. Desta \u00e9poca, finais dos anos 60, ficaram actua\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis no clube UFO (lado a lado com os paladinos \u201cintelectuais\u201d do movimento, os Soft Machine) e a estreia discogr\u00e1fica, \u201cThe Piper at the Gates of Dawn\u201d, por muitos considerado o melhor \u00e1lbum da banda.<br \/>\nBarrett saiu em 1968, obrigado pela loucura e pelos seus companheiros que n\u00e3o conseguiam atinar com o seu comportamento em est\u00fadio e em palco e que cedo descobriram que o \u00e1cido nem sempre \u00e9 bom conselheiro. Anos mais tarde arrependeram-se, dedicaram-lhe um disco, \u201cWish You Were Here\u201d, e ainda hoje choram e recordam os tempos de gl\u00f3ria vividos com Barrett, que desde ent\u00e3o vive isolado numa mans\u00e3o em Cambridge.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd4.jpg\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"663\" class=\"alignnone size-full wp-image-12257\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd4.jpg 227w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd4-103x300.jpg 103w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/pinkFloyd4-34x100.jpg 34w\" sizes=\"auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Roger Waters, que tamb\u00e9m \u00e9 louco, mas menos, e sabe controlar-se e at\u00e9 tirar partido e gravar \u00e1lbuns duplos sobre o que lhe apoquenta a cabe\u00e7a, ocupou o seu lugar, dando in\u00edcio aos anos de maiores cometimentos. Descontando \u201cA Saucerful of Secrets\u201d, um \u00e1lbum de transi\u00e7\u00e3o, \u201cUmmagumma\u201d e \u201cAtom Heart Mother\u201d s\u00e3o dois marcos fundamentais na hist\u00f3ria da m\u00fasica popular. E assim os Pink Floyd foram subindo de cume em cume, insuflando bonecos gigantes, tocando em frente das pir\u00e2mides do Egipto ou no Coliseu de Roma e deixando pelo caminho discos como \u201cMeddle\u201d, \u201cDark Side of the Moon\u201d (o tal que quase toda a gente aclama, que ainda hoje vende que nem sardinhas mas que consideramos acima de tudo um triunfo da produ\u00e7\u00e3o) e \u201cAnimals\u201d. Nesta altura havia j\u00e1 quem se come\u00e7asse a fartar e foi preciso Waters assumir por inteiro o comando das opera\u00e7\u00f5es, explodindo no duplo \u201cThe Wall\u201d, para que as coisas voltassem, se n\u00e3o ao que eram, pelo menos ao lugar.<br \/>\nMas se \u201cThe Wall\u201d foi sem d\u00favida a derradeira gl\u00f3ria numa dinastia de grandes \u00e1lbuns dos Pink Floyd, foi igualmente o seu canto do cisne. De banalidade me banalidade e ap\u00f3s um \u00faltimo trabalho, \u201cThe Final Cut\u201d, que pode ser considerado uma esp\u00e9cie de posf\u00e1cio a \u201cThe Wall\u201d, Waters abandonou por sua vez os Floyd, em 1985, encetando um per\u00edodo de \u00e1lbuns a solo e conflitos legais contra os restantes m\u00fasicos da banda. Ainda hoje, em termos legais, Rick Wright n\u00e3o \u00e9 um elemento oficial da banda, mas sim um simples empregado. Eis enfim os Pink Floyd instalados na sua \u00faltima e mais recente fase. Sem Roger Waters, mas com \u00e1lbuns e espect\u00e1culos que custam milh\u00f5es a fazer e rendem o dobro ou o triplo. Os Pink Floyd, quais Spielbergs da m\u00fasica deste s\u00e9culo, tornaram-se profissionais do artif\u00edcio. Infelizmente, sem a poesia deste realizador americano.<br \/>\nEm Portugal saiu h\u00e1 poucos meses, com a pompa e circunst\u00e2ncia poss\u00edveis, o mais recente \u00e1lbum do actual trio formado por Gilmour, Wright e Mason, intitulado \u201cThe Division Bell\u201d. Ningu\u00e9m lhe ligou muita import\u00e2ncia mas o facto \u00e9 que j\u00e1 \u00e9 platina. E n\u00e3o \u00e9 de prever que haja algu\u00e9m que entre em Alvalade envergando a \u201cT-shirt\u201d idealizada h\u00e1 anos pelos Sex Pistols, com a frase \u201cEu odeio os Pink Floyd\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 20.07.1994 DIAS 22 E 23, EST\u00c1DIO DE ALVALADE, LISBOA SONHOS COR-DE-ROSA A lota\u00e7\u00e3o est\u00e1 desde h\u00e1 semanas esgotada. Para o primeiro concerto duplo de est\u00e1dio a realizar em Portugal. 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