{"id":12183,"date":"2025-03-19T05:31:18","date_gmt":"2025-03-19T12:31:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12183"},"modified":"2025-03-19T05:31:18","modified_gmt":"2025-03-19T12:31:18","slug":"nick-drake-way-to-blue-an-introduction-to-nick-drake","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/03\/19\/nick-drake-way-to-blue-an-introduction-to-nick-drake\/","title":{"rendered":"Nick Drake &#8211; &#8220;Way To Blue \u2013 An Introduction To Nick Drake&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira >> 29.06.1994<br \/>\nREEDI\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>De Costas Para A Luz<\/p>\n<p>Nick Drake<br \/>\nWay To Blue \u2013 An Introduction To Nick Drake (8)<br \/>\nIsland, distri. BMG<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/nickDrake.jpg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"827\" class=\"alignnone size-full wp-image-12184\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/nickDrake.jpg 678w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/nickDrake-246x300.jpg 246w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/nickDrake-624x761.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/nickDrake-82x100.jpg 82w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nNick Drake pertence \u00e0 categoria dos m\u00e1rtires que se foram discretamente. N\u00e3o se pode alinh\u00e1-lo ao lado dos monstros que morreram, ou se deixaram morrer, com pompa e clamor, como Jim Morrison, Hendrix ou Janis Joplin. O seu caso tem a mais a ver com Nico e Ian Curtis, com os criadores supliciados pela sua pr\u00f3pria inspira\u00e7\u00e3o, inacapazes de suportar o fardo da vida, da m\u00fasica, da vida \u201con the road\u201d, da sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o enquanto criadores, enfim. Nick Drake levou ainda mais longe a recusa aos padr\u00f5es do \u201cshow business\u201d. Uma timidez quase esquizofr\u00e9nica fazia dele uma personagem fugidia, uma sombra de contornos indefinidos. Por ocasi\u00e3o do seu terceiro e \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cPink Moon\u201d, nem sequer apareceu no est\u00fadio, enviando as fitas pr\u00e9-gravadas pelo correio.<br \/>\nSabe-se pouco da vida de Nick Drake. Surgiu a cantar quase por acaso no meio da vaga de folk rock que rebentou em finais dos anos 60 nas ilhas brit\u00e2nicas, ao lado de figuras como Ashley Hutchings e Fairport Convention. Foi Joe Boyd, produtor e empres\u00e1rio dos Fairport e \u201cdescobridor\u201d oficial de talentos para a editora Island quem o descobriu e lhe proporcionou o primeiro contrato de grava\u00e7\u00e3o. \u201cFive Leaves Left\u201d, de 1969, integra-se perfeitamente no som ac\u00fastico da \u00e9poca, revelando um cantor\/compositor de veia nost\u00e1lgica com tend\u00eancia para a depress\u00e3o.<br \/>\nNa altura houve quem comparasse este disco a \u201cAstral Weeks\u201d, de Van Morrison, mas, se h\u00e1 que fazer compara\u00e7\u00f5es, sobretudo ao n\u00edvel das vocaliza\u00e7\u00f5es, invariavelmente no limite do equil\u00edbrio emocional e da lucidez, estas dever\u00e3o ser encontradas em John Martyn, por sinal tamb\u00e9m agenciado por Boyd na Island e por coincid\u00eancia autor de um tema, \u201cSolid air\u201d, inclu\u00eddo no \u00e1lbum do mesmo nome, dedicado a Nick Drake. A presente colect\u00e2nea re\u00fane cinco temas deste \u00e1lbum maioritariamente composto por solil\u00f3quios de Drake sobre a guitarra ac\u00fastica, com ocasionais contribui\u00e7\u00f5es de uma orquestra de cordas, do violoncelo de Clare Lowther (no maravilhoso tema de abertura \u201cCello song\u201d) ou do contrabaixo de Danny Thompson.<br \/>\n\u201cBryter Layter\u201d, o \u00e1lbum seguinte, de 1970, apresenta um leque maior ao n\u00edvel dos arranjos, para tal contando com as presen\u00e7as de John Cale e de tr\u00eas membros dos Fairport Convention, Dave Pegg, Dave Mattacks e Richard Thompson. A depress\u00e3o intensificava-se e com ela a solid\u00e3o. Amontoavam-se os despojos de uma alma em conflito perp\u00e9tuo e \u00e0 deriva dentro de si pr\u00f3pria, cujas can\u00e7\u00f5es cada vez mais se assemelhavam ao murm\u00fario de uma crian\u00e7a precocemente envelhecida a quem tivessem arrancado \u00e0 for\u00e7a a inoc\u00eancia. Nick Drake abandonou em definitivo os espect\u00e1culos ao vivo dando in\u00edcio a um tratamento psiqui\u00e1trico, que pelos vistos n\u00e3o surtiu efeito.<br \/>\nParis acolheu-o, como sempre acolhe os foragidos da \u201cnormalidade\u201d. Na cidade-luz, Drake \u2013 h\u00e1 nome mais rom\u00e2ntico do que este? \u2013 comp\u00f4s can\u00e7\u00f5es para Fran\u00e7oise Hardy que, conta a lenda, chegaram a ser gravadas mas nunca editadas em disco. As cinco can\u00e7\u00f5es de \u201cBryter Layter\u201d inclu\u00eddas nesta introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cloucura suave\u201d inflectem no jazz, oferecendo \u00e0 voz o amparo de um piano cheio de nostalgia ou o embalo de um vibrafone que tiveram o cond\u00e3o de manter intacta durante mais algum tempo a ilus\u00e3o.<br \/>\nVolvidos dois anos, em 1972, data da edi\u00e7\u00e3o de \u201cPink Moon\u201d, o desabamento ps\u00edquico era j\u00e1 irrevers\u00edvel. Depois do abandono dos palcos seguiu-se o abandono do canto. A Island recebeu as fitas do disco pelo correio. Drake fechara-se j\u00e1 no quarto escuro e deitara fora a chave. Era a retirada definitiva. Primeiro da arte e, pouco tempo depois, da vida. Quatro temas de \u201cPink Moon\u201d marcam o retorno \u00e0 conversa a dois (ou de um s\u00f3, cindido em dois) com a guitarra. Drake cantava cada vez mais baixo, para si, contra o vento. Can\u00e7\u00f5es desarmantes de simplicidade, de algu\u00e9m j\u00e1 sem nada a esconder. O resto de \u201cWay To Blue\u201d \u00e9 preenchido com dois temas de \u201cTime of no Reply\u201d, uma edi\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma de \u201ctakes\u201d alternativos e alguns originais, semelhante a outra, \u201cIn a Wild Flower\u201d, realizada no ano anterior. Finalmente, em 1986, foi editada a caixa de quatro discos com a obra completa de Nick Drake, de gen\u00e9rico \u201cFruit Tree\u201d.<br \/>\nNick Drake morreu a 25 de Novembro de 1974, em casa dos pais, v\u00edtima de uma \u201coverdose\u201d de antidepressivos. A capa de \u201cWay To Blue \u2013 Na Introduction to Nick Drake\u201d capta de maneira sublime a ess\u00eancia da personalidade musical de Nick Drake, uma figura franzina, de olheiras enormes, envolto numa manta, perdido numa floresta. Ao fundo, uma luz branca. A luz era ofuscante, mas ele n\u00e3o a podia ver porque estava de costas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 29.06.1994 REEDI\u00c7\u00d5ES De Costas Para A Luz Nick Drake Way To Blue \u2013 An Introduction To Nick Drake (8) Island, distri. BMG Nick Drake pertence \u00e0 categoria dos m\u00e1rtires que se foram discretamente. 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