{"id":12168,"date":"2025-03-12T05:56:46","date_gmt":"2025-03-12T12:56:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12168"},"modified":"2025-03-12T05:57:15","modified_gmt":"2025-03-12T12:57:15","slug":"vents-dest-vents-dest-trouxeram-animacao-ao-chiado-a-leste-nada-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/03\/12\/vents-dest-vents-dest-trouxeram-animacao-ao-chiado-a-leste-nada-de-novo\/","title":{"rendered":"Vents d\u2019Est &#8211; &#8220;Vents d\u2019Est Trouxeram Anima\u00e7\u00e3o Ao Chiado &#8211; A Leste, Nada De Novo&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>cultura >> s\u00e1bado >> 25.06.1994<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Vents d\u2019Est Trouxeram Anima\u00e7\u00e3o Ao Chiado<br \/>\nA Leste, Nada De Novo<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nL\u00e1 v\u00e3o passando, as m\u00fasicas outras, pela programa\u00e7\u00e3o de Lisboa-94. Com mais ou menos (quase sempre menos) p\u00fablico, mais ou menos promo\u00e7\u00e3o da parte da organiza\u00e7\u00e3o. Na quinta-feira, coube a vez ao agrupamento Vents d\u2019Est atra\u00edrem ao S. Luiz, em Lisboa, um n\u00famero, apesar de tudo simp\u00e1tico, de pessoas para assistirem \u00e0 sua fus\u00e3o bem-humorada de v\u00e1rias m\u00fasicas tradicionais da Europa com alguma improvisa\u00e7\u00e3o e um cheirinho a \u201cvaudeville\u201d.<br \/>\nCom 14 elementos a encherem o palco de som, a presta\u00e7\u00e3o dos Vents d\u2019Est saldou-se por um ambiente de festa a que o p\u00fablico aderiu por completo e uma certa frustra\u00e7\u00e3o para quantos procuravam algo mais nesta superbanda em cuja forma\u00e7\u00e3o avultam, entre outros, os m\u00fasicos h\u00fangaros dos Vujicsics.<br \/>\nAfinal foi mais uma quest\u00e3o de partilha coletiva, de solidariedade multinacional e multicultural, com Michel Montanaro, director art\u00edstico dos Vents d\u2019Est a assumir na perfei\u00e7\u00e3o o seu papel de maestro, e menos de boa m\u00fasica. Montanaro, franc\u00eas proven\u00e7al de origem servo-croata, contou hist\u00f3rias, tocou, com compet\u00eancia e algum (pouco) virtuosismo, uma infinidade de flautas (incluindo a combina\u00e7\u00e3o flautim-tambor caracter\u00edstica do folclore da Proven\u00e7a), piano e acorde\u00e3o. Ali\u00e1s \u00e9 dif\u00edcil encontrar nos Vents d\u2019Est m\u00fasicos de excep\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m dos instrumentistas dos Vujicsics \u2013 cordas discretas e um saxofonista soprano que se contorceu como mandam as regras e pouco mais \u2013 apenas sobressaiu o tocador de \u201ccembalon\u201d (modalidade magiar do salt\u00e9rio) e um violinista com mais sentimento do que t\u00e9cnica. Mesmo a voz da checa Ecsi Gyongyi, de timbre bonito mas demasiado morti\u00e7a e quase nula agilidade r\u00edtmica, ficou a milhas do que seria de esperar atendendo ao que dela conhec\u00edamos do segundo disco da banda, \u201cMigrations\u201d. O \u201cpercussionista\u201d, vamos chamar-lhe antes bate-chapas, foi um desastre, destruindo sempre que fazia bater o martelo, tudo o que era m\u00fasica. Houve tamb\u00e9m uma gaita-de-foles mas mal se ouviu. Convidado surpresa, o cantor e guitarrista espanhol Pedro Aledo, trouxe alguma conten\u00e7\u00e3o e interioridade ao tom \u201cestamos aqui para nos divertirmos\u201d reinante ao longo do concerto.<br \/>\nTudo isto, por\u00e9m, n\u00e3o chegou para arrefecer o entusiasmo da assist\u00eancia que no final a cantou em couro com os Vents d\u2019Est uma esp\u00e9cie de espiritual, em surdina, naquele registo fraterno t\u00edpico de coisas como \u201cWe are the world\u201d. Nos dois \u00faltimos temas, um dos quais um tradicional portugu\u00eas com a previs\u00edvel complexidade tipo meia bola e for\u00e7a de que n\u00f3s portugueses tanto gostamos de acompanhar com palminhas, dois elementos dos portugueses Cantaril \u2013 com quem Montanaro colaborou no ano passado \u2013 juntaram-se \u00e0 farra, e o l\u00edder dos Vents d\u2019Est mostrou que tocar cavaquinho n\u00e3o \u00e9 de certeza um dos seus maiores dotes. Enfim, percebe-se que a banda tem prazer naquilo que faz, que h\u00e1 alegria na sua m\u00fasica e a inten\u00e7\u00e3o louv\u00e1vel de ultrapassar barreiras lingu\u00edsticas e geogr\u00e1ficas. J\u00e1 n\u00e3o foi mau.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura >> s\u00e1bado >> 25.06.1994 Vents d\u2019Est Trouxeram Anima\u00e7\u00e3o Ao Chiado A Leste, Nada De Novo L\u00e1 v\u00e3o passando, as m\u00fasicas outras, pela programa\u00e7\u00e3o de Lisboa-94. 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