{"id":12080,"date":"2025-01-24T08:02:02","date_gmt":"2025-01-24T15:02:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12080"},"modified":"2025-01-24T08:02:02","modified_gmt":"2025-01-24T15:02:02","slug":"altan-boys-of-the-lough-bothy-band-buttons-bows-chieftains-de-danann-dervish-triona-ni-dhomnaill-dubliners-dolores-keane-mick-moloney-christy-moore-patrick-street-planxty-skylark-tria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2025\/01\/24\/altan-boys-of-the-lough-bothy-band-buttons-bows-chieftains-de-danann-dervish-triona-ni-dhomnaill-dubliners-dolores-keane-mick-moloney-christy-moore-patrick-street-planxty-skylark-tria\/","title":{"rendered":"Altan, Boys of the Lough, Bothy Band, Buttons &#038; Bows, Chieftains, De Danann, Dervish, Triona N\u00ed Dhomnaill, Dubliners, Dolores Keane, Mick Moloney, Christy Moore, Patrick Street, Planxty, Skylark, Trian &#8211; &#8220;Trevos de Quatro Folhas&#8221; (dossier, m\u00fasica tradicional irlandesa)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 01.06.1994<br \/>\n<strong>DOSSIER<\/strong><br \/>\n<center\n<strong>TREVOS DE QUATRO FOLHAS<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/celta.jpg\" alt=\"\" width=\"391\" height=\"403\" class=\"alignnone size-full wp-image-12085\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/celta.jpg 391w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/celta-291x300.jpg 291w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/celta-97x100.jpg 97w\" sizes=\"auto, (max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>O texto que se segue faz uma resenha dos grupos e int\u00e9rpretes que, de algum modo, revolucionaram e divulgaram em maior escala a m\u00fasica tradicional irlandesa. Uns fizeram escola, outros s\u00e3o por natureza exc\u00eantricos e \u201cdesrespeitadores\u201d. Alguns pretendem acrescentar-lhes elementos de modernidade, fundindo certas especificidades da folk com outras linguagens, explorando pontos em comum, proximidades ou dist\u00e2ncias que surpreendentemente se anulam.<br \/>\nDesta s\u00famula que propomos ao conhecimento e audi\u00e7\u00e3o dos leitores, ficaram de fora alguns nomes sem d\u00favida importantes \u2013 Michael Coleman, Leo Rowsome, Willie Clancy, S\u00e9amus Ennis, Paddy Tunney, etc. -, patriarcas das gera\u00e7\u00f5es posteriores e alicerces do \u201cboom\u201d que iria abalar a ilha na madrugada dos anos 70. Isto seguindo um crit\u00e9rio que privilegia uma certa universalidade e acessibilidade da m\u00fasica, ficando deste modo igualmente exclu\u00eddos \u00e0 partida os artistas cuja obra se construiu sobre especificidades, sejam elas um determinado instrumento (Mary Bergin, no \u201ctin whistle\u201d, ou Derek Bell, na harpa, por ex.) ou m\u00fasica com car\u00e1cter marcadamente regional ou sect\u00e1rio (por exemplo, a m\u00fasica religiosa de Noir\u00edn N\u00ed Riain). Por\u00e9m, todo este mundo imenso encontra-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de quantos j\u00e1 penetraram o suficiente nos meandros desta m\u00fasica para poderem apreciar em pleno as maravilhas que podem encerrar um \u201cbodhran\u201d, um \u201ctin whistle\u201d ou umas \u201cuillean pipes\u201d. <\/strong><\/p>\n<p><strong>ALTAN<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Altan.jpg\" alt=\"\" width=\"544\" height=\"813\" class=\"alignnone size-full wp-image-12081\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Altan.jpg 544w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Altan-201x300.jpg 201w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Altan-67x100.jpg 67w\" sizes=\"auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nFizeram a transi\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de ouro dos anos 70 para o novo \u201cboom\u201d dos anos 90. Uma carreira solidamente constru\u00edda sobre a humildade a correcta assimila\u00e7\u00e3o dos ensinamentos dos antepassados granjearam-lhes a reputa\u00e7\u00e3o de melhor banda irlandesa da actualidade. A voz de Mair\u00e9ad N\u00ed Mhaonaigh, a experi\u00eancia do \u201cintruso\u201d escoc\u00eas, ex-Silly Wizard, John Cunningham e a capacidade de autorregenera\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o de que d\u00e3o mostras fazem o resto.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cHarvest Storm\u201d<\/p>\n<p><strong>BOYS OF THE LOUGH<\/strong><br \/>\nCelebraram recentemente 25 anos de carreira. Quinze \u00e1lbuns gravados e uma postura discreta, um pouco na sombra dos Chieftains, n\u00e3o obstam a que sejam um dos grupos de maior import\u00e2ncia \u2013 sem d\u00favida dos que sempre se mantiveram fi\u00e9is a um estilo, sem concess\u00f5es. Com uma forma\u00e7\u00e3o relativamente est\u00e1vel ao longo dos anos, destaque para Aly Bain, \u201cvirtuose\u201d do violino ao estilo de Shetland, Christy O\u2019Leary, nas \u201cuillean pipes\u201d, e Cath McConnell, um dos maiores tocadores de \u201ctin whistle\u201d vivos da Irlanda.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cFarewell and Remember Me\u201d<\/p>\n<p><strong>BOTHY BAND<\/strong><br \/>\nGeniais. Revolucionaram por completo a m\u00fasica e o conceito da m\u00fasica tradicional irlandesa. Uma energia espantosa, patente logo no \u00e1lbum hom\u00f3nimo com que se estrearam em 1975, aliada a uma extraordin\u00e1ria capacidade t\u00e9cnica dos seus elementos e a uma intui\u00e7\u00e3o rara nos arranjos, fazem deste colectivo uma das principais refer\u00eancias da m\u00fasica na Irlanda, \u201ctout court\u201d. Se os Chieftains representam o classicismo, os Planxty a for\u00e7a do colectivo e os De Danann a experimenta\u00e7\u00e3o, os Bothy Band representaram a revolu\u00e7\u00e3o e a irrever\u00eancia. Na altura houve quem comparasse, pela import\u00e2ncia, este grupo \u2013 primeiro a fazer ajoelhar as audi\u00eancias de rock \u00e0 \u201cirish tradition\u201d \u2013 aos Beatles e a Elvis Presley. A personalidade forte dos m\u00fasicos motivou o fim prematuro desta banda, cujos membros viriam a criar outros projectos e grupos importantes. Pelos Bothy Band e pelo grupo que lhes deu origem, os Seachtar, passaram nomes como Paddy Glackin e Tommy Peoples, antes da forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica com Matt Molloy, Paddy Keenan, Kevin Burke, Triona N\u00ed Dhomhnaill, Mich\u00e9al \u00d3 Domhnaill e Donnal Lunny.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cOld Hag You Have Killed Me\u201d<\/p>\n<p><strong>BUTTONS &#038; BOWS<\/strong><br \/>\nPouco conhecidos, fazem a ponte da tradi\u00e7\u00e3o irlandesa com a Esc\u00f3cia, as ilhas Shetland, a m\u00fasica da Luisiana e a heran\u00e7a francesa do Quebeque. \u201cReels\u201d, valsas e \u201chornpipes\u201d s\u00e3o a especialidade deste trio de magn\u00edficos: Jackie Daly, no acorde\u00e3o e concertina, secundado pelos violinos de S\u00e9amus McGuire e Manus McGuire.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cThe First Month of Summer\u201d<\/p>\n<p><strong>CHIEFTAINS<\/strong><br \/>\n(ver caixa)<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>DE DANANN<\/strong><br \/>\nJuntamente com os Chieftains, os Dubliners e os Boys of the Lugh, os De Danann s\u00e3o uma das bandas de maior longevidade da Irlanda. O primeiro \u00e1lbum deste grupo, cuja designa\u00e7\u00e3o se inspirou nos m\u00edticos her\u00f3is Tanatha De Danann, data de 1975, o mesmo ano de estreia dos Bothy Band e apresenta a fus\u00e3o dos estilos de Galway e Kerry, nele despontando uma ent\u00e3o jovem cantora chamada Dolores Keane. Desde essa data e at\u00e9 ao presente, os De Danann nunca mais pararam de experimentar novos rumos e parentescos da m\u00fasica irlandesa com outras est\u00e9ticas musicais. Com uma forma\u00e7\u00e3o flutuante, alternaram obras-primas com discos menos conseguidos, caso do mais recente \u201c1\/2 Set in Harlem\u201d, demasiado rendido aos primos americanos. A partir de certa altura, os De Danann passaram a incluir em cada \u00e1lbum um tema dos Beatles. A m\u00fasica americana-irlandesa de baile dos anos 20, di\u00e1logos com cantores tradicionais desdentados da velha gera\u00e7\u00e3o ou os folclores judeu e da Am\u00e9rica Latina fazem parte do leque de experi\u00eancias levadas a cabo pelos DE Danann, tamb\u00e9m conhecidos pelo naipe de cantoras que passou pelo grupo: Dolores Keane, Maura O\u2019Connell, Caroline Lavelle, Mary Black, Eleanor Shanley\u2026<br \/>\nAlec Finn e Frank Gavin s\u00e3o os sobreviventes da forma\u00e7\u00e3o original desta banda, pela qual passaram \u2013 ao longo das duas d\u00e9cadas que j\u00e1 levam de exist\u00eancia \u2013 ilustres como Jack Daly, Mairtin O\u2019Connor e Mary Bergin.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cThe Star Spangled Molly\u201d<\/p>\n<p><strong>DERVISH<\/strong><br \/>\nApareceram o ano passado e logo mostraram possuir a seguran\u00e7a e o saber dos veteranos. O que, aliado \u00e0 garra e ao necess\u00e1rio virtuosismo, lhes assegurou desde logo o reconhecimento. Representantes da nova vaga, da qual fazem parte tamb\u00e9m os D\u00e9anta ou os Cran, est\u00e3o na linha das grandes bandas folk irlandesas da d\u00e9cada de 70.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cHarmony Hill\u201d<\/p>\n<p><strong>TRIONA N\u00cd DHOMNAILL<\/strong><br \/>\nHerdeira leg\u00edtima de Sean O\u2019Riada, enquanto cravista de nomeada, Triona \u00e9 o que se pode chamar uma mulher de m\u00faltiplos talentos. A sua voz est\u00e1 ao n\u00edvel das melhores cantoras da Irlanda. \u00c9 ex\u00edmia arranjador a e manuseia com o mesmo \u00e0 vontade um piano, um clavinete ou um sintetizador. Na sua m\u00fasica convergem influ\u00eancias d\u00edspares como a m\u00fasica de c\u00e2mara, a tradi\u00e7\u00e3o vocal ga\u00e9lica e a veia improvisadora jazz\u00edstica. Terminada a aventura, primeiro com os Skara Brae (com Daithi Sproule, a irm\u00e3 Maighread e o irm\u00e3o Mich\u00e9al), depois com os Bothy Band, Triona formou dois dos mais importantes grupos irlandeses dos anos 80: Touchstone (sediado nos \u201cStates\u201d) e Relativity, este com o seu irm\u00e3o Mich\u00e9al (com quem colabora tamb\u00e9m no grupo \u201cnew age\u201d Nightnoise) e os dois manos escoceses John e Phil Cunningham. Ou seja, uma esp\u00e9cie de s\u00edntese dos Bothy Band com os Silly Wizard.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cGathering Pace\u201d (Relativity)<\/p>\n<p><strong>DUBLINERS<\/strong><br \/>\nReis do \u201cpub folk\u201d, sinonimo de Dublin, os Z. Z. Top (n\u00e3o h\u00e1 na Irlanda barbas mais longas que as dos Dubliners) da folk irlandesa, verdadeiros her\u00f3is do \u201cWhiskey in the jar\u201d, aos quais foram beber os Pogues, Oyster Band, Levellers e todas as bandas portuguesas que gostam de parecer irlandesas. Existem h\u00e1 mais de 30 anos, gravaram recentemente um compacto duplo de anivers\u00e1rio e prometeu continuar. \u201cHere\u2019s to the Company!\u201d \u00c0 deles!!<br \/>\nUm disco recomendado:: \u201cWhiskey on a Sunday\u201d<\/p>\n<p><strong>DOLORES KEANE<\/strong><br \/>\nA voz das vozes femininas. Aprendeu a cantar com as tias Rita e Sarah, passou pelos De Danann e rapidamente tornou-se a maior cantora tradicional da Irlanda. O timbre aveludado, a altura grave, a naturalidade e um excepcional controlo de volume da sua voz estabelecem a diferen\u00e7a. Com os Reel Union, \u00e9 poss\u00edvel escut\u00e1-la na faceta mais \u201chard\u201d, \u201ca capella\u201d e sem arranjos sofisticados, mas \u00e9 s\u00f3 nos discos com o marido e multi-instrumentista John Faulkner que a m\u00fasica de Dolores Keane (ou Cath\u00e1\u00edn, em ga\u00e9lico) se eleva mais alto.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cBroken Hearted I\u2019ll Wander\u201d<\/p>\n<p><strong>MICK MOLONEY<\/strong><br \/>\nNasceu em Limerick, mas vive nos Estados Unidos. Mick Moloney \u00e9 certamente um dos mais dignos representantes da col\u00f3nia irlandesa na Am\u00e9rica. Reputado executante nos instrumentos de corda dedilhada (guitarra, \u201cbouzouki\u201d, bandolim, banjo), colabora h\u00e1 dez anos com o cantor Robert O\u2019Connell e o acordeonista Jimmy Keane e obras brilhantes centradas na tem\u00e1tica da emigra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cKilkelly\u201d<\/p>\n<p><strong>CHRISTY MOORE<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/christyMoore.jpg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"554\" class=\"alignnone size-full wp-image-12082\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/christyMoore.jpg 678w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/christyMoore-300x245.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/christyMoore-624x510.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/christyMoore-100x82.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nEquivalente de Dolores Keane no masculino. Ganhou fama nos Planxty, mas a obra posterior a solo mostra-o como um m\u00fasico prolixo e de grandes recursos, enquanto cantor e compositor, em \u00e1lbuns que abrangem desde a interpreta\u00e7\u00e3o fiel de temas tradicionais \u00e0 can\u00e7\u00e3o sat\u00edrica de interven\u00e7\u00e3o. \u00c9 hoje uma esp\u00e9cie de patriarca, aglutinador de novas tend\u00eancias e talentos.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cOrdinary Man\u201d<\/p>\n<p><strong>PATRICK STREET<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/patrickStreet.jpg\" alt=\"\" width=\"678\" height=\"428\" class=\"alignnone size-full wp-image-12083\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/patrickStreet.jpg 678w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/patrickStreet-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/patrickStreet-624x394.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/patrickStreet-100x63.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nA superbanda dos anos \u2026 que recentemente ressuscitou para os 90. Perfeitos na execu\u00e7\u00e3o e nos arranjos, o quarteto de luxo formado por Andy Irvine, Jackie Daly, Kevin Burke e Arty McGlynn incarna tudo o que de melhor tinham os Planxty, Bothy Band e De Danann juntos. Descarrilaram na aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 pop efectuada em \u201cIrish Times\u201d, pa5ra regressarem em for\u00e7a com \u201cAll in Good Time\u201d<br \/>\nUm disco recomendado: Patrick Street\u201d<\/p>\n<p><strong>PLANXTY<\/strong><br \/>\nNa nossa opini\u00e3o, a maior banda irlandesa de todos os tempos. Os Planxty conseguiram na sua m\u00fasica o equil\u00edbrio perfeito entre a ancestralidade do report\u00f3rio tradicional e uma est\u00e9tica completamente contempor\u00e2nea. Foram, para al\u00e9m de instrumentistas de alto n\u00edvel, contadores de hist\u00f3rias que misturavam o encanto das lendas com a s\u00e1tira e a cr\u00edtica. A aproxima\u00e7\u00e3o a outras m\u00fasicas e culturas, sobretudo dos Balc\u00e3s (resultante do interesse de Andy Irvine), ou, como no derradeiro \u201cWords &#038; Music\u201d, uma composi\u00e7\u00e3o de Dylan, integravam-se com toda a naturalidade no estilo do grupo. \u00c9 dif\u00edcil definir aquilo que fazia dos Planxty uma banda inimit\u00e1vel. A personalidade e vontade fortes de todos os seus elementos garantiram-lhes uma coes\u00e3o interna que nunca existiu, por exemplo, nos Bothy Band, nem nos De Danann. Tamb\u00e9m ao contr\u00e1rio destas duas bandas, os Planxty n\u00e3o deixaram escola, fruto de uma alquimia e de uma conjuga\u00e7\u00e3o de sensibilidades especiais. As capacidades t\u00e9cnicas dos seus elementos (de todos apenas Liam O\u2019Flynn e Matt Molloy se podem considerar verdadeiros \u201cvirtuoses\u201d, havendo sem d\u00favida outros executantes com maior valia t\u00e9cnica que Andy Irvine, Christy Moore, Johnny Moynihan e Donal Lunny) n\u00e3o se impunham pelo exibicionismo, antes eram postas ao servi\u00e7o da m\u00fasica. Quem quiser saber por que raz\u00e3o a m\u00fasica tradicional da Irlanda \u00e9 a mais bela do mundo deve come\u00e7ar por ouvir os Planxty.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cCold Blow and the Rainy Night\u201d<\/p>\n<p><strong>SKYLARK<\/strong><br \/>\nQuatro grandes m\u00fasicos: Len Graham, percuss\u00f5es e uma voz extraordin\u00e1ria, Garry \u00d3 Briain, guitarra e teclados, e Mairtin O\u2019Connor, o m\u00e1gico do acorde\u00e3o. Deles se podem dizer que gravaram dois \u00e1lbuns de m\u00fasica tradicional irlandesa de primeira \u00e1gua. \u201cVintage Traditional music\u201d. Isto \u00e9 \u2013 da melhor.<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cLight and Shade\u201d<\/p>\n<p><strong>TRIAN<\/strong><br \/>\nGravaram at\u00e9 \u00e0 data apenas um \u00e1lbum, mas tal bastou para os colocar na primeira fila dos grupos irlandeses instalados na Am\u00e9rica. Liz Carroll \u00e9 simplesmente uma das maiores violinistas da actualidade. Acompanham-na o omnipresente Daithi Sproule (na guitarra e voz) e Billy McComiskey (ao lado de Aidan Coffey, dos De Danann, um dos jovens lobos do acorde\u00e3o). Os Trian provam que a dist\u00e2ncia, mais que cindir, une a alma dos irlandeses. Haver\u00e1 um nome cor de esmeralda para \u201csaudade\u201d?<br \/>\nUm disco recomendado: \u201cTrian\u201d<\/p>\n<p><strong>(caixa)<br \/>\nO MELHOR DE QU\u00ca?<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>THE CHIEFTAINS<br \/>\nThe Best of the Chieftains<br \/>\nColumbia Legacy, distri. Sony Music<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/chieftains.jpg\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"582\" class=\"alignnone size-full wp-image-12084\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/chieftains.jpg 626w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/chieftains-300x279.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/chieftains-624x580.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/chieftains-100x93.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nChamar \u201cbest of\u201d a um disco que abarca apenas um per\u00edodo de tr\u00eas anos \u2013 correspondente aos \u00e1lbuns \u201cThe Chieftains 7\u201d, de 1977, \u201cThe Chieftains 8\u201d, de 1978, e \u201cThe Chieftains 9: Boil the Breakfast Early\u201d, de 1979, por coincid\u00eancia aqueles que tiveram edi\u00e7\u00e3o americana na Columbia \u2013 de uma banda que j\u00e1 leva 24 \u00e1lbuns gravados e 31 anos de exist\u00eancia \u00e9 abusivo. Chamassem-lhe outra coisa qualquer, at\u00e9 porque de fora ficaram obviamente os melhores trabalhos do grupo: \u201cThe Chieftains 5\u201d, \u201cThe Chieftains 6: Bonaparte\u2019s Retreat\u201d (o tal com Dolores Keane), \u201cThe Chieftains 10\u201d, \u201cCelebration\u201d (com Van Morrison e os Milladoiro) e \u201cCeltic Wedding\u201d (dedicado na totalidade \u00e0 m\u00fasica da Bretanha e ao qual se refere a foto da capa).<br \/>\nFormados em 1963 a partir dos Ceoltoiri Cualann, um projecto sa\u00eddo da imagina\u00e7\u00e3o do compositor e cravista Sean O\u2019Riada, os Chieftains foram os primeiros a romper os tabus que algemavam as velhas Ceili Bands. Os tempos soltaram-se e passaram a alternar-se no interior de cada composi\u00e7\u00e3o (dando origem \u00e0s c\u00e9lebres transi\u00e7\u00f5es de ritmo de um \u201creel\u201d para um \u201cjig\u201d e deste para uma polka ou um \u201cPlanxty\u201d que fazem as del\u00edcias dos apreciadores deste estilo de m\u00fasica), a instrumenta\u00e7\u00e3o diversificou-se.<br \/>\nRapidamente a banda alcan\u00e7ou um estatuto internacional, recebendo convites para fazer bandas sonoras de filmes (\u201cBarry Lyndon\u201d popularizou o nome dos Chieftains em toda a parte), document\u00e1rios como \u201cBallad of the Irish Horse\u201d e s\u00e9ries de televis\u00e3o, como \u201cThe Year of the French\u201d, e atraindo a aten\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos rock e pop que achavam prestigiante gravar ao lado dos Chieftains. Marianne Faithfull, Rickie Lee Jones, Elvis Costello, Eric Clapton, Kate &#038; Anna McGarrigle, Jackson Browne, Art Garfunkel e Mike Oldfield s\u00e3o alguns dos artistas que gravaram ou tocaram ao vivo com esta banda hoje tornado institui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs Chieftains experimentaram com orquestras e foram \u00e0 China tocar m\u00fasica chinesa com m\u00fasicos chineses. Gravaram m\u00fasica da Galiza e da Bretanha. Fizeram \u201ccountry music\u201d \u00e0 irlandesa, em conjunto com os \u201cmonstros\u201d Willie Nelson, Emmylou Harris, Chet Atkins, Nitty Gritty Dirt Band, Ricky Scaggs, Colin James e Don Williams. Recuperaram o legado de Turlough O\u2019Carolan, dedicaram um disco \u00e0 harpa c\u00e9ltica e outro \u00e0 cidade de Dublin. Conseguiram, em suma, transformar a m\u00fasica tradicional da Irlanda numa das m\u00fasicas mais populares e apreciadas do planeta.<br \/>\nPor tudo isto torna-se quase irrelevante a presente selec\u00e7\u00e3o. Claro que a m\u00fasica \u00e9 \u00f3ptima e que Paddy Moloney, Matt Molloy, Sean Keane, Martin Fay, Michael Tubridy, Derek Bell e Kevin Coneff garantem presta\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel. Mas poderiam ser estas 12 faixas como poderiam ser outras quaisquer, que a m\u00fasica continuaria a ser \u00f3ptima na mesma. E, para os ne\u00f3fitos, qual o interesse em come\u00e7arem por aqui e n\u00e3o, o que seria mais l\u00f3gico, pelo volume um da discografia do grupo, que, por sinal, se encontra dispon\u00edvel na sua totalidade em Portugal? \u00c9 que assim at\u00e9 parece que o t\u00edtulo \u00e9 um engano\u2026 <strong>(7)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 01.06.1994 DOSSIER<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1069,722,676,3720,179,28,379,68],"tags":[1753,2926,1250,3738,1347,299,3741,2576,128,2745,3740,2749,1057,1004,2888,1332,3739],"class_list":["post-12080","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-1994","category-celtica","category-criticas-2004","category-dossiers-1994","category-etno","category-folk","category-folk-rock","category-world","tag-altan","tag-bothy-band","tag-boys-of-the-lough","tag-buttons-bows","tag-chieftains","tag-chieftains-the","tag-christy-moore","tag-de-danann","tag-dervish","tag-dolores-keane","tag-dubliners","tag-mick-moloney","tag-patrick-street","tag-planxty","tag-skylark","tag-trian","tag-triona-ni-dhomnaill"],"views":344,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12080"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12086,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12080\/revisions\/12086"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}