{"id":11736,"date":"2024-06-06T05:00:17","date_gmt":"2024-06-06T12:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=11736"},"modified":"2024-06-06T05:00:17","modified_gmt":"2024-06-06T12:00:17","slug":"slapp-happy-slapp-happy-desperate-straights-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2024\/06\/06\/slapp-happy-slapp-happy-desperate-straights-2\/","title":{"rendered":"Slapp Happy &#8211; &#8220;Slapp Happy \/ Desperate Straights&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira, 13.10.1993<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>SLAPP HAPPY<br \/>\nSlapp Happy \/ Desperate Straights<br \/>\nVirgin, import. Contraverso<\/strong><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy1.jpg\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"345\" class=\"alignnone size-full wp-image-11737\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy1.jpg 339w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy1-295x300.jpg 295w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy1-98x100.jpg 98w\" sizes=\"auto, (max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy2.jpg\" alt=\"\" width=\"612\" height=\"620\" class=\"alignnone size-full wp-image-11738\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy2.jpg 612w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy2-296x300.jpg 296w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/slappHappy2-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Por vezes acontecem coisas como uma reedi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que aparece sem fazer ondas, discreta, a chamar baixinho por quem a conseguir distinguir entre a confus\u00e3o. O objecto em quest\u00e3o \u00e9 um compacto simples onde couberam dois discos que s\u00e3o outras tantas preciosidades. A primeira, \u201cSlapp Happy\u201d, \u00e9 o segundo \u00e1lbum, ap\u00f3s \u201cSort of\u201d, do trio cujos membros viriam mais tarde a dar cartas: Dagmar Krause (a cantora alem\u00e3 amante, salvo seja, de Brecht e Weill, mais tarde recrutada para as fileiras dos Art Bears), Anthony Moore (nunca me cansdarei de repetir: \u201cFlying doesn\u2019t Help\u201d \u00e9 uma das obras-primas absolutas do rock com neur\u00f3nios) e Peter Belgvad (exc\u00eantrico que ajudou a dar vida aos Faust e Golden Palominos, tendo gravado por sua vez um \u00e1lbum de excep\u00e7\u00e3o: \u201cThe Naked Shakespeare\u201d). Acrescente-se que os Slapp Happy s\u00e3o o grupo ao qual os Young Marble Giants e, posteriormente, os Devine &#038; Statton tudo devem.<br \/>\n\u201cSlapp Happy\u201d, de que existe uma segunda vers\u00e3o, \u201cAcnalbasac Noom\u201d (\u201cCasablanca Moon\u201d, o tema de abertura, ao contr\u00e1rio), com acompanhamento exclusivo dos Faust, \u00e9 pop em equil\u00edbrio sobre o arame, a grande altitude e sem rede, colhendo l\u00e1 do alto os frutos maduros das \u00e1rvores musicais adjacentes. A Lua faz das suas: no \u201cjazz\u201d de cabar\u00e9 enfeitado com uma \u201cSlow moon\u2019s rose\u201d que se deixa embriagar por um cocktail mambo, em \u201cCasablanca Moon\u201d; a mini-opereta, \u201cMe and Parvati\u201d, invadida pelo psicadelismo de faz-de-conta de \u201cMr. Rainbow\u201d, entre outros malabarismos. Cada pequena can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma curta-metragem surreal, um quadro com vida \u2013 por vezes bastante estranha \u2013 e cor pr\u00f3prias. E podem trocar-se as refer\u00eancias que continua tudo a bater certo.<br \/>\nJean-Herv\u00e9 Peron, dos Faust, Roger Wooton (ex-Comus), Andy Leggett (Whole World, de Kevin Ayers), Keshave Sathe (de uma das forma\u00e7\u00f5es de John Renbourn) e Geoff Leigh (dos primeiros Henry Cow) associaram-se a este projecto sem paralelo onde de g\u00e9nios e loucos todos t~em um pouco.<br \/>\nVai mais longe \u201cDesperate Straights\u201d, metade do par de \u00e1lbuns resultantes da fus\u00e3o dos Slapp Happy com os Henry Cow, assumindo os primeiros um papel de maior peso, enquanto em \u201cIn Prise of Learning\u201d s\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, os Henry Cow que tomam o comando das opera\u00e7\u00f5es.<br \/>\nIncluo \u201cDesperate Straights\u201d na minha lista pessoal dos dez melhores \u00e1lbuns de sempre. Ressalta da audi\u00e7\u00e3o uma impress\u00e3o imediata de um momento irrepet\u00edvel onde tudo confluiu para a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica ao mais alto grau. Depois \u201cDesperate Straights\u201d tem vis\u00e3o, e de longo alcance, conseguindo al\u00e9m disso criar um ambiente de imagens e o esp\u00edrito \u00fanicos de uma Europa crepuscular. Cada \u201ccan\u00e7\u00e3o\u201d ergue-se como uma catedral g\u00f3tica a acenar com tradi\u00e7\u00f5es milen\u00e1rias. Obra impregnada de um humor tr\u00e1gico, fruto envenenado de uma \u201cBad Alchemy\u201d, s\u00f3 compar\u00e1vel ao dessa outra, tamb\u00e9m prima, que \u00e9 \u201cRock Bottom\u201d, de Robert Wyatt, \u201cDesperate Straights\u201d n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o. \u00c9 um arrepio pela espinha. Um conto de Lovecraft na era at\u00f3mica. Instant\u00e2neos de cidades povoadas de torres e castelos em ru\u00ednas onde assomam os rostos monstruosos de g\u00e1rgulas iluminadas por n\u00e9ons morti\u00e7os. Bartok, Stravinsky, Mahler e Satie encontram-se nas sombras destas urbes imagin\u00e1rias, que Schuitten n\u00e3o desde nharia desenhar, ao som do \u201cMessias\u201d de Haendel. \u201cEuropa\u201d a dan\u00e7ar a valsa dos danados. Antes que o colapso e a cacofonia, perturbentemente prof\u00e9tica, do tema final, \u201cCaucasian lullaby\u201d, provoquem a derrocada final. A guitarra de Fred Frith voa a grande altura, Chris Cutler inventa as batidas de um contingente r\u00edtmico inteiro. Tim Hodgkinson (The Work) e John Greaves (National Health, por exemplo, outro dos g\u00e9nios ignorados a quem o tempo h\u00e1-de fazer justi\u00e7a) empenham-se por seu lado em deixar marca numa obra que perdurar\u00e1 para a posteridade. E, claro, os tr~es Slapp Happy, com a voz de Dagmar Krause em desempenho de alto n\u00edvel, menosligeiros, a encabe\u00e7arem um cortejo de primeira classe \u2013 naquele comboio de cuja linha s\u00f3 muito poucos conhecem as esta\u00e7\u00f5es\u2026 &#8211; onde seguem Pierre Moerlen (Gong), Mongezi Feza (j\u00e1 falecido, tocou trompete com Robert Wyatt, precisamente em \u201cRock Bottom\u201d e \u201cRuth is Stranger than Richard\u201d), Lindsay Cooper (Henry Cow, Art Bears, tudo o que de mais moderno se vem fazendo em Inglaterra), Mont Campbell (Egg, uma das bandas importantes e menos conhecidas da cena de Canterbury) e Nick Evans (da corrente \u201cfree\u201d inglesa dos anos 70, participou em \u201cLizard\u201d e \u201cRed\u201d, dos King Crimson). Um portento. <strong>(10)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 13.10.1993 SLAPP HAPPY Slapp Happy \/ Desperate Straights Virgin, import. Contraverso Por vezes acontecem coisas como uma reedi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que aparece sem fazer ondas, discreta, a chamar baixinho por quem a conseguir distinguir entre a confus\u00e3o. O objecto em quest\u00e3o \u00e9 um compacto simples onde couberam dois discos que s\u00e3o outras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3020,231,40,369,370,405,1022,14,12,280,16,58,10,146],"tags":[3404,3413,1216,3097],"class_list":["post-11736","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-10-10","category-alemaes","category-ambient","category-avant-gard","category-avant-rock","category-canterbury","category-criticas-1993","category-experimental","category-jazz","category-jazz-rock","category-progressivo","category-rio","category-rock","category-rock-psicadelico","tag-anthony-moore","tag-dagmar-krause","tag-peter-blegvad","tag-slapp-happy"],"views":329,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11736","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11736"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11736\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11739,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11736\/revisions\/11739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}