{"id":11450,"date":"2024-02-14T04:56:53","date_gmt":"2024-02-14T11:56:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=11450"},"modified":"2024-02-14T04:56:53","modified_gmt":"2024-02-14T11:56:53","slug":"varios-festival-womad-anima-cidade-de-caceres-a-arquitectura-dos-sons-do-mundo-festival","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2024\/02\/14\/varios-festival-womad-anima-cidade-de-caceres-a-arquitectura-dos-sons-do-mundo-festival\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; &#8220;Festival WOMAD Anima Cidade de C\u00e1ceres &#8211; A Arquitectura Dos Sons Do Mundo&#8221; (festival)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 12.05.1993<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Festival WOMAD Anima Cidade De C\u00e1ceres<br \/>\nA ARQUITECTURA DOS SONS DO MUNDO<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Durante tr\u00eas dias, a cidade espanhola de C\u00e1ceres transformou-se na aldeia global de que falava McLuhan. A \u201cworld music\u201d, com todo o seu cortejo de exotismos, invadiu a zona antiga da cidade. Sons, pessoas e arquitectura uniram-se num mosaico pintado de todas as cores. Em Lisboa, como ser\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"458\" class=\"alignnone size-full wp-image-11451\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad.jpg 616w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad-100x74.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Lisboa vai receber, j\u00e1 no final de Agosto ou princ\u00edpio de Setembro, o Festival WOMAD, especializado nas \u00e1reas de \u201cworld music\u201d e considerado um dos mais prestigiados do g\u00e9nero. Falta escolher o local exacto e a dura\u00e7\u00e3o. Para Juan Arzubialde, organizador da edi\u00e7\u00e3o espanhola, este ano de novo levada a cabo na cidade de C\u00e1ceres, \u201ctudo depende do g\u00e9nero de apoios que houver da parte da C\u00e2mara Municipal. Tanto poder\u00e1 ser num local p\u00fablico como num est\u00e1dio\u201d. Sobre os artistas que estar\u00e3o presentes em Lisboa, Juan Arzubialde n\u00e3o adianta por enquanto quaisquer nomes. De certeza apenas est\u00e1 garantida a presen\u00e7a de Peter Gabriel, o ex-Genesis que em 1982 contribuiu para lan\u00e7ar o conceito WOMAD \u2013 World Music, Arts and Dance. Os outros poder\u00e3o ser alguns dos presentes em C\u00e1ceres, ou n\u00e3o. Quanto a Peter Gabriel, o report\u00f3rio que apresentar\u00e1 em Portugal est\u00e1 igualmente dependente do local: \u201cNo caso de ser um recinto fechado\u201d, diz Juan Arzubialde, \u201co espect\u00e1culo ser\u00e1 id\u00eantico ao que o artista tem apresentado na sua digress\u00e3o actual pela Europa. Caso se trate de um recinto aberto, haver\u00e1 um tipo de produ\u00e7\u00e3o diferente, com um naipe de can\u00e7\u00f5es de \u00e1lbuns antigos de Gabriel, como \u201cSledgehammer\u201d, \u201cGames Without Frontiers\u201d ou \u201cBiko\u201d, a par de temas do mais recente, \u201cUs\u201d. Sem querer adiantar outros nomes \u00e0 lista de m\u00fasicos participantes, ficou contudo a promessa de que esta ser\u00e1 escolhida \u201cem fun\u00e7\u00e3o das prefer\u00eancias do p\u00fablico portugu\u00eas\u201d. Resta saber como ser\u00e3o avaliadas estas prefer\u00eancias, mas, levando em conta a liga\u00e7\u00e3o da WOMAD \u00e0 Real World, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil prever que o cat\u00e1logo desta editora venha a contribuir com a maior parte dos artistas. O ideal seria mesmo que Lisboa soubesse acolher o festival num local de acordo com as suas tradi\u00e7\u00f5es. Como aconteceu em C\u00e1ceres, escolhida, segundo o promotor espanhol, por ter \u201cuma parte antiga maravilhosa que constitui um cen\u00e1rio natural adequado para o tipo de situa\u00e7\u00e3o que se pretende criar com o WOMAD \u2013 um local hist\u00f3rico que mant\u00e9m intactas as suas caracter\u00edsticas, onde as pessoas podem circular\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad2.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"566\" class=\"alignnone size-full wp-image-11452\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad2.jpg 399w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad2-211x300.jpg 211w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/womad2-70x100.jpg 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>C\u00e1ceres \u00e9 um encanto. Pequena cidade da regi\u00e3o espanhola da Estremadura, situada a pouco mais de cem quil\u00f3metros da fronteira com Portugal, a leste do Alto Alentejo, C\u00e1ceres voltou a ser, \u00e0 semelhan\u00e7a do ano transacto, palco de uma das extens\u00f5es do festival WOMAD (World of Music, Arts and Dance), esp\u00e9cie de cat\u00e1logo actualizado das v\u00e1rias \u201cm\u00fasicas do mundo\u201d em exposi\u00e7\u00e3o pelos pa\u00edses da Europa.<br \/>\nO Festival decorreu entre sexta-feira e domingo, na zona antiga da cidade, entre igrejas e outras constru\u00e7\u00f5es de tra\u00e7a medieval reconstru\u00edda, considerados patrim\u00f3nio mundial. Dois palcos foram montados em zonas desniveladas, um na Plaza San Jorge, escavada entre a pedra hist\u00f3rica, tendo uma das igrejas como pano de fundo, o outro num patamar acima, na Plaza Veletas, em descampado aberto para as colinas verdes da Estremadura.<br \/>\nO programa, como \u00e9 costume, privilegiou os artistas ligados \u00e0 editora Real World, o que n\u00e3o admira pois Peter Gabriel, \u201cpatr\u00e3o\u201d deste selo, foi o principal mentor e impulsionador do projecto WOMAD, nas suas primeiras edi\u00e7\u00f5es.<br \/>\nDepois do espect\u00e1culo de sexta-feira realizado no est\u00e1dio da cidade, o \u00fanico com entrada paga de todo o festival, que contou com o pr\u00f3prio Peter Gabriel, Oyster Band, Grupo Yanko e Kiko Veneno, S\u00e1bado arrancou para uma s\u00e9rie de m\u00fasicas de sabores e proveni\u00eancias diversas. O labirinto de ruelas, arcos, escadarias e pra\u00e7as medievais de C\u00e1ceres encheu-se de uma multid\u00e3o colorida que constantemente girava entre os dois palcos ou, quando a m\u00fasica n\u00e3o era da sua predilec\u00e7\u00e3o, se embrenhava na explora\u00e7\u00e3o dos recantos e pormenortes arquitect\u00f3nicos do espa\u00e7o circundante.<\/p>\n<p><strong>Homilia Em Rhythm \u2018N\u2019 Blues<\/strong><\/p>\n<p>Acedia-se aos recintos musicais atrav\u00e9s de outras duas pra\u00e7as onde se albergava a fauna humana mais ex\u00f3tica que se possa imaginar. Turistas de m\u00e1quina fotogr\u00e1fica \u00e0 tiracolo chocavam com hippies envergando vestes estramb\u00f3licas; peles tatuadas cruzavam-se com \u201ctailleurs\u201d de fim-de-semana, mini-saias praticamente inexustentes contrastavam com t\u00fanicas que rojavam pelo ch\u00e3o. O som de congas em conv\u00edvio harm\u00f3nico com o choro de b\u00e9b\u00e9s e risos suspensos entre os pared\u00f5es e muralhas do local. Dos lados, o com\u00e9rcio obrigat\u00f3rio e habitual nestes acontecimentos: uma tenda de comida japonesa confeccionada na ocasi\u00e3o confortava os est\u00f4magos no intervalo das m\u00fasicas, \u201crecuerdos\u201d ex\u00f3ticos chamavam a aten\u00e7\u00e3o em barracas cobertas de artefactos bizarros, panos e fumos de todas as cores e fragr\u00e2ncias. Uma delas, de arte australiana, exibia t-shirts estampadas com motivos tribais. Quem quisesse podia at\u00e9 adquirir um didjeridu, instrumento musical t\u00edpico dos abor\u00edgenes que algu\u00e9m exemplificava no local, em concerto improvisado. E as inevit\u00e1veis bancas de discos, bem fornecidas de doscos \u201cReal World\u201d, claro, entre outras miscel\u00e2neas de \u201cworld music\u201d escolhidas mais ou menos ao acaso.<br \/>\nO ambiente geral recordava os bons anos 60, muito \u201ccool\u201d e \u201cloose\u201d, diriam os ingleses, e evocava as imagens de uma feira da Idade M\u00e9dia, onde nem sequer faltavam os habituais comedores de fogo, malabaristas e uma comunidade hippie, carregada de crian\u00e7as e de c\u00e3es, tocando congas e fazendo habilidades a troco de algumas moedas. A barafunda de pessoas e culturas atingiu o auge quando, no meio deste cen\u00e1rio de filme fant\u00e1stico, surgiu um cortejo de casamento burgu\u00eas a caminho da igreja criando uma mistura inaudita de \u201ckitsch\u201d burgu\u00eas e folclore planet\u00e1rio. A confus\u00e3o atingiu o ponto m\u00e1ximo quando numa outra igreja, de portas escanacaradas, situada em frente da Plaza Veletas, era poss\u00edvel assistir a uma missa em que as palavars da homilia sacerdotal se casavam com os rhythm \u2018n\u2019 blues dos Holmes Brothers que, na ocasi\u00e3o, tocavam a poucos metros de dist\u00e2ncia. Nunca o termo \u201cworld music\u201d atingira antes um significado t\u00e3o lato\u2026<\/p>\n<p><strong>Aldeia Global<\/strong><\/p>\n<p>Os nomes em cartaz foram tocando pela tarde e noite dentro fazendo t\u00e1bua rasa do alinhamento previamente estabelecido, o que obrigava a que toda a gente andasse numa roda viva, escadarias acima, escadarias abaixo, em busca de m\u00fasica, fosse ela qual fosse. Voltas trocadas, mas ningu\u00e9m se importou. A arquitectura do local tudo dominava, tornando a m\u00fasica numa esp\u00e9cie de b\u00f3nus, um fundo sonoro que harmonizava as gentes e o espa\u00e7o, o calor que se fez sentir ao longo de todo o fim de semana com as cervejas, os sumos, o incenso e a \u201cambiente music\u201d criada pelas vozes da multid\u00e3o. A \u201caldeia global\u201d reunida em torno de um conceito que com o correr do tempo ganha cada vez mais sentido: de miscigena\u00e7\u00e3o de culturas, de encontro e di\u00e1logo entre vozes plurais.<br \/>\nOs sul americanos Yanko puseram toda a gente a dan\u00e7ar, cumprindo o ritual da \u201csiesta\u201d que \u201cnuestros hermanos\u201d n\u00e3o dispensam. Mas a primeira grande celebra\u00e7\u00e3o de S\u00e1bado aconteceu com a presta\u00e7\u00e3o dos malianos Bajourou. Duas guitarras, magistralmente dedilhadas apoiaram as deambula\u00e7\u00f5es do vocalista que n\u00e3o resistiu \u00e0 euforia e se perdeu, cantando e dan\u00e7ando, no meio da audi\u00eancia.<\/p>\n<p>Depois, foi subir as escadarias de pedra que levavam ao palco superior para nos enfardarmos com a pop enfadonha dos Los Coquillos, origin\u00e1rio das Can\u00e1rias. Conv\u00e9m explicar que a sequ\u00eancia dos artistas, desprezando o programa inicialmente tra\u00e7ado, decorreu de modo a alternar as actua\u00e7\u00f5es num e noutro palco, o que obrigava as pessoas a circular, se quisessem assistior a todas elas, mal um grupo acabava de tocar na plaza San Jorge e logo o seguinte iniciava a sua presta\u00e7\u00e3o na plaza Veletas. Circular \u00e9 viver.<br \/>\nMomento alto do festival aconteceu com o espect\u00e1culo do grupo vocal feminino Donnisulana. Cinco mulheres vestidas de negro trouxeram consigo o canto e a eleva\u00e7\u00e3o \u201ca capella\u201d da C\u00f3rsega, em registo de religiosidade que contrastou com a celebra\u00e7\u00e3o festiva dos africanos. Africanos que no interior da Igreja\/local de exposi\u00e7\u00f5es, no \u201cgarden workshop space\u201d, por iniciativa dos m\u00fasicos dos Kanyinda Mujala, colocaram os instrumentos de percuss\u00e3o nas m\u00e3os da assist\u00eancia para uma desbunda r\u00edtmica colectiva. Os indiferentes ao batuque tinham \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o uma exposi\u00e7\u00e3o de arte artesanal e de fotografia alusivas \u00e0 tem\u00e1tica do festival, que se pretendeu contra a xenofobia e o racismo.<br \/>\nPouco dada a exotismos, a m\u00fasica dos Holmes Brothers invadiu o fim de tarde de C\u00e1ceres os \u201cRhythm \u2018n\u2019 Blues\u201d tocados \u00e0 boa maneira antiga, servida pela guitarra incandescente de Wendell Holmes. Em baixo, na plaza San Jorge, os russos Terem Quartet proporcionaram uma das melhores \u201cperformances\u201d do festival, tocando o que se poder\u00e1 definir como \u201crock \u2018n\u2019 roll\u201d cossaco, em pura acelera\u00e7\u00e3o das balalaicas (uma delas gigantesca, desempenhando as fun\u00e7\u00f5es de contrabaixo) e do acorde\u00e3o. A noite desceu ao som do \u201cceltic rock\u201d dos Oyster Band que, \u00e0 medida que se v\u00e3o tornando mais conhecidos e comercialmente vi\u00e1veis, v\u00e3o perdendo algumas das caracter\u00edsticas que faziam o seu apelo inicial: a espontaneidade, as conota\u00e7\u00f5es et\u00edlicas, o imprevisto. Hoje a banda brit\u00e2ncia est\u00e1 cada vez mais profissionalizada, vivendo das acrobacias do violinista e das sugest\u00f5es \u201cpub\u201d do acorde\u00e3o, sobre uma batida quadrada digan de \u201cdisco sound\u201d mais prim\u00e1rio. Ningu\u00e9m pareceu importar-se muito e a actua\u00e7\u00e3o dos Oyster Band saldou-se por uma das mais bem recebidas pelo p\u00fablico de C\u00e1ceres.<br \/>\nDomingo, em in\u00edcio de tarde estival, viveu em exclusivo das proezas vocais do Grupo Sampling, seis cubanos acrobatas das vozes \u201ca capella\u201d, que utilizam para imitar o som de diversos instrumentos musicais. Um dos elementos executou mesmo, para g\u00e1udio dos presentes, um solo da bateria, reproduzindo na perfei\u00e7\u00e3o os timbres e o \u201cataque\u201d dos v\u00e1rios tambores e pratos, enquanto simulava com as m\u00e3os e com os bra\u00e7os os gestos respectivos de um verdadeiro baterista.<br \/>\nDepois, e ao contr\u00e1rio do previsto, foi arrumar as malas e zarpar para outras bandas. S. E. Rogie, o \u201cblues man\u201d da Serra Leoa, transferiu a sua actua\u00e7\u00e3o para Badajoz. O concerto de m\u00fasica \u201cnew age\u201d de Roger Eno com Kate St. \u2013 John, por seu lado, realizou-se em M\u00e9rida. Correntes alternas de m\u00fasica \u2013 cujo programa contou ainda com as presen\u00e7as do indiano Shankar, Mustapha Tetty Addy, do Ghana, e o rei do acorde\u00e3o \u201ctex mex\u201d, Flaco Jimenez \u2013 que durante tr\u00eas dias transformaram uma pequena cidade de Espanha na capital da \u201cworld music\u201d. Lisboa vai ter em breve oportunidade de ver e ouvir como \u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 12.05.1993 Festival WOMAD Anima Cidade De C\u00e1ceres A ARQUITECTURA DOS SONS DO MUNDO Durante tr\u00eas dias, a cidade espanhola de C\u00e1ceres transformou-se na aldeia global de que falava McLuhan. A \u201cworld music\u201d, com todo o seu cortejo de exotismos, invadiu a zona antiga da cidade. 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