{"id":11397,"date":"2024-01-10T07:47:58","date_gmt":"2024-01-10T14:47:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=11397"},"modified":"2024-01-10T07:47:58","modified_gmt":"2024-01-10T14:47:58","slug":"varios-a-rapariga-com-olhos-de-caleidoscopio-lsd-dossier-destaque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2024\/01\/10\/varios-a-rapariga-com-olhos-de-caleidoscopio-lsd-dossier-destaque\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; A Rapariga Com Olhos De Caleidosc\u00f3pio (LSD | Dossier | Destaque)"},"content":{"rendered":"<p>cultura >> sexta-feira >> 16.04.1993<br \/>\n<strong>DESTAQUE<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A Rapariga Com Olhos De Caleidosc\u00f3pio<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>\u201cImagine-se no interior de um barco, num rio, entre \u00e1rvores de tangerina e c\u00e9us de marmelada.\u201d \u00c9 assim que come\u00e7a a can\u00e7\u00e3o dos Beatles, \u201cLucy in the sky with diamonds\u201d, LSD, se a reduzirmos \u00e0s iniciais do t\u00edtulo. \u00c9 do lado solar, caleidosc\u00f3pico, do psicadelismo e da experi\u00eancia com o \u00e1cido que marcaram os sonhos da gera\u00e7\u00e3o de 60. A \u201ctrip\u201d chegou ao fim em 1969. Na espiral de viol\u00eancia desencadeada pelos anjos do inferno, em Altmont. A viagem do submarino amarelo terminava em trag\u00e9dia. Os Rolling Stones tinham-se apropriado dos comandos.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lsd.jpg\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"759\" class=\"alignnone size-full wp-image-11398\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lsd.jpg 618w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lsd-244x300.jpg 244w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/lsd-81x100.jpg 81w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>\u201cLucy in the sky with diamonds\u201d do monumento \u201cSgt. Pepper\u2019s Lonely Hearts Club Band\u201d fazia a apologia subliminar do \u00e1cido lis\u00e9rgico, mais conhecido pela designa\u00e7\u00e3o cabal\u00edstica de LSD-25. Um filme de desenhos animados deu a conhecer, de forma bem mais expl\u00edcita, a estrutura e l\u00f3gica internas da viagem proporcionada pelo \u00e1cido \u2013 \u201cYellow Submarine\u201d. O submarino amarelo, (o comprimido ou a min\u00fascula \u201cfita\u201d que se engolia) ve\u00edculo por excel\u00eancia da viagem atrav\u00e9s das profundezas aqu\u00e1ticas, da \u00e1gua, que por sua vez \u00e9 a imagem metaf\u00f3rica do Inconsciente. O filme de Richard Lester, protagonizado pelos bonecos animados dos \u201cfabulous four\u201d de Liverpool \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o ilustrada de uma (boa) viagem de LSD. Como o era, de resto, outra can\u00e7\u00e3o de \u201cSgt. Peppers\u201d, \u201cA Day in the life\u201d, que remete para um \u201cflashback\u201d da mesma subst\u00e2ncia.<br \/>\nMas se os Beatles personalizaram a \u201ctrip\u201d em classe tur\u00edstica, os Rolling Stones n\u00e3o hesitaram em assumir o outro lado da viagem, a \u201cbad trip\u201d, descida aos infernos da mente, no \u00e1lbum \u201cTheir Satanic Majesties Request\u201d, reverso, n\u00e3o menos colorido, de \u201cSgt. Pepper\u2019s Lonely Hearts Club Band\u201d.<\/p>\n<p><strong>A Grande Alucina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou na margem ocidental do Atl\u00e2ntico, na Calif\u00f3rnia, sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do guru e te\u00f3rico do LSD, Timothy Leary e a influ\u00eancia das leituras do argonauta do Inconsciente colectivo (ultraconsciente, durante o \u201cpasseio\u201d\u2026), Carl Jung, e dos papas da antipsiquiatria, Ronald Young e David Cooper, ou dos poetas da \u201cbeat generation\u201d, Jack Kerouac e Allen Ginsberg.<br \/>\nGrupos que ent\u00e3o despontavam na \u00e1rea de S\u00e3o Francisco \u2013 Grateful Dead, Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service, Youngbloods -, embarcaram na viagem do psicadelismo e inventaram um nome novo para o Rock, o \u201cacid rock\u201d. Movimento que, entre outras facetas, se caracterizava por uma concep\u00e7\u00e3o alargada do tempo. A regra dos tr\u00eas minutos que era quanto bastava a Presley para derreter os cora\u00e7\u00f5es dos adolescentes de uma Am\u00e9rica ainda combalida do p\u00f3s-guerra, foi trocada por longas \u201cjam sessions\u201d de trinta e tal minutos com solos intermin\u00e1veis que exploravam ao m\u00e1ximo a pan\u00f3plia de efeitos electr\u00f3nicos que, em paralelo, foram sendo deenvolvidos pela ind\u00fastria. Viajava-se por dentro do c\u00e9rebro e pelo interior dos sons. Os longos solos carregados de \u201cfeedback\u201d, \u201cwah-wah\u201d, \u201cfuzz\u201d e reverbera\u00e7\u00f5es eram insuport\u00e1veis para os \u201cstraight\u201d e o para\u00edso para os \u201cfreaks\u201d que se deixavam ficar pela relva, entre flores, incenso e odor a \u201cpatchouli\u201d, num dos muitos \u201cfree festivals\u201d de \u201cacid rock\u201d que ent\u00e3o se realizavam. Eram os \u201chippies\u201d, t\u00e3o coloridos quanto inofensivos.<br \/>\nSe a viagem implicava os seus perigos para quem ousasse empreend\u00ea-la, o poder \u2013 ap\u00f3s o assassinato de Kennedy, nas m\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o de Lyndon Johnson \u2013 via nela um perigo de outra ordem, a subvers\u00e3o. A amea\u00e7a vinha de jovens malditos que tibveram a ousadia de trazer a experi\u00eancia alucinog\u00e9nica para um contexto pol\u00edtico. Os verdadeiros arautos da revolu\u00e7\u00e3o, fruto da nova tomada de consci\u00eancia. Jim Morrison, Jimi Hendrix e Janis Joplin, enquanto n\u00e3o sobreveio a \u201coverdose\u201d, puseram com ferocidade o dedo nas chagas de uma na\u00e7\u00e3o mal sarada do pesadelo chamado Coreia e nessa \u00e9poca de novo perdida nas selvas asi\u00e1ticas, desta feita no Vietname.<br \/>\n Durante o m\u00edtico festival de Woodstock, Country Joe McDonald perguntava a uma multid\u00e3o de centenas de milhar de jovens \u201cporque \u00e9 que estamos a combater? Estou-me nas tintas, vamos parar com o Vietname\u201d e Jimi Hendrix despeda\u00e7ava o hino americano nas notas torturadas da sua Fender Stratocaster, em \u201cStar spangled banner\u201d. Jim Morrison tomava-se por um xam\u00e3 portador de uma mensagem sobrenatural. Em \u201cThe End\u201d proclamava o assassinato parental e o incesto. Janis Joplin gritava como um anjo possesso e deixava-se morrer. Ainda por cima, a esquizofrenia, dissera-o Laing, deixara de ser considerada uma doen\u00e7a, passando a ser sin\u00f3nimo de diferen\u00e7a. O LSD-25 abria as portas, todas as portas, da percep\u00e7\u00e3o, mostrando de igual modo o rosto luminoso, nirv\u00e2nico, e a m\u00e1scara sombria, luciferina, da mente humana. No mesmo ano de Woodstock, no tristemente c\u00e9lebre Festival de Altamont, um grupo de \u201chell\u2019s angels\u201d assassinou uma rapariga durante a actua\u00e7\u00e3o dos Rollng Stones. O sonho \u201chippie\u201d caiu por terra nesse momento.<br \/>\nA experi\u00eancia do LSD foi sem d\u00favida importante na descoberta de novas est\u00e9ticas e formas de enuncia\u00e7\u00e3o da m\u00fasica \u201crock\u201d. \u00c0 pesquisa interior correspondeu a procura de sonoridades e exotismos de v\u00e1rias proveni\u00eancias. O Oriente, como n\u00e3o podia deixar de ser, invadiu as cabe\u00e7as abertas pelo \u00e1cido, trazendo consigo as suas \u201cdrones\u201d indutoras de estados hipn\u00f3ticos ou de transe e as suas escalas micro-tonais, mais facilmente percept\u00edveis debaixo do efeito das drogas alucinog\u00e9nicas. N\u00e3o havia um \u00e1lbum de m\u00fasica psicad\u00e9lica digna desse nome que n\u00e3o ostentasse na ficha t\u00e9cnica a refer\u00eancia a uma \u201csitar\u201d indiana. O pr\u00f3prio Ravi Shankar dava li\u00e7\u00f5es aos Beatles e assinava em Woodstock uma actua\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel. Fen\u00f3meno de universaliza\u00e7\u00e3o que, em paralelo, permitiu a emerg~encia, nos moldes da \u00e9poca, da corrente \u201cfolk\u201d que de algum modo fez figura de acess\u00f3rio naturalista do psicadelismo. Os Byrds voavam \u201c8 miles high\u201d, a 8 milhas de altura.<\/p>\n<p><strong>Um \u00c1cido No Ch\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>A resposta dos ingleses \u00e0s vis\u00f5es lis\u00e9rgicas foi dada de forma civilizada. Tomaram a pastilha de LSD mas, de prefer\u00eancia, \u00e0 hora do ch\u00e1. Fizeram-no com mais m\u00e9todo e cuidado do que os seus vizinhos americanos. Por este motivo dispensaram-se de afixar uma lista de m\u00e1rtires e conseguiram melhores aplica\u00e7\u00f5es da subst\u00e2ncia, no campo musical.<br \/>\nO psicadelismo em Inglaterra foi liderado por duas bandas principais: Pink Floyd e Soft Machine. Nos segundos militou um \u201cfreak\u201d, que por acaso era australiano, Daevid Allen, ao qual se deve, j\u00e1 no seio de outro grupo (os Gong) a cria\u00e7\u00e3o da mitologia, menos ac\u00eddula e mais alimentada a erva, dos \u201cpor head pixies\u201d, onde se misturavam bules voadores, a filosofia oriental, retretes p\u00fablicas e a cidade do centro do mundo, Shamballah.<br \/>\nQuanto aos Pink Floyd podem orgulhar-se de ter dado guarida ao maior consumidor de \u00e1cido de todos os tempos, Syd Barrett. Nos escassos anos em que conseguiu manter a cabe\u00e7a \u00e0 tona de \u00e1gua, Barrett assinou uma das obras-primas da m\u00fasica psicad\u00e9lica, \u201cThe Piper at the Gates of Dawn\u201d. Depois passou-se, come\u00e7ou a ver insectos, fez o circuito dos hospitais psiqui\u00e1tricos e finalmente correu para debaixo das saias da m\u00e3e. O \u00e1cido tem destes efeitos secund\u00e1rios\u2026 Nunca h\u00e1 a certeza de se ter adquirido o bilhete de ida e volta.<br \/>\nHouve outra gente armada em viajante. Mais para se dar ares, sem arriscar a descida \u00e0s profundidades, do que para for\u00e7ar as portas da percep\u00e7\u00e3o de que falava Aldous Huxley. A descoberta do sintetizador, por Robert Moog, permitia todo o tipo de explora\u00e7\u00f5es musicais sem o recurso aos qu\u00edmicos. Os Moody Blues eram mais LSO (London Symphony Orchestra) que LSD. Os Hawkwind, influenciados pelo autor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Micahel Moorcock, rabiscaram a \u201ctrip\u201d electro-c\u00f3smica em \u201cIn Search of Space\u201d, levada \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias no in\u00edcio da d\u00e9cada de 70 pelos alem\u00e3es planantes do \u201cCosmic Rock\u201d: Tangerine Dream, Klaus Schulze, Ash Ra Tempel.<br \/>\nDavid Bowie, entre o retoque da maquilhagem e uma troca de bestido, homenageava Timothy Leary na faixa do mesmo nome inclu\u00edda em \u201cHunky Dory\u201d. Tina Turner encarnava uma \u201cacid queen\u201d na mix\u00f3rdia \u201cTommy\u201d, realizada por Ken Russell (mais tarde o mesmo realizador apresentaria a sua \u201ctrip\u201d de pacotilha: \u201cAltered States\u201d). H\u00e1 tamb\u00e9m quem veja na estrutura de \u201cThe Lamb Lies Down On Broadway\u201d, dos Genesis, uma bem camuflada viagem de \u00e1cido (como o era, sem subterf\u00fagios, o tema \u201cSupper\u2019s ready\u201d, de Foxtrot\u201d). Os Incredible String Band misturavam culturas e instrumentos do mundo numa s\u00edntese particular de psicadelismo \u201cfolk\u201d de resson\u00e2ncias c\u00e9lticas.<\/p>\n<p><strong>Os Diamantes N\u00e3o S\u00e3o Eternos<\/strong><\/p>\n<p>Os anos 70 assistiram a uma tentativa fugaz de recupera\u00e7\u00e3o da atitude e das sonoridades psicad\u00e9licas mas o movimento teve o sabor de revivalismo. Aproveitaram-se a boa m\u00fasica dos Echo &#038; The Bunnymen e sobretudo a loucura, um pouco passadista, dos Teardrop Explodes e do seu l\u00edder Julian Cope que at\u00e9 hoje tem aguentado estoicamente e com bons resultados musicais uma dieta bem fornecida de \u00e1cidos.<br \/>\nO resto da Europa apanhou as vibra\u00e7\u00f5es remanescentes da contra-cultura \u201chippie\u201d do LSD. Os franceses, bem ao seu estilo, intelectualizaram o que por ess\u00eancia pertencia ao dom\u00ednio das puls\u00f5es. Cyrille Verdeaux escreveu em 1975 uma \u201cClearlight Symphony\u201d, (Clearlight designa uma variante do LSD, como Purple haze ou Endopan\u2026), de colabora\u00e7\u00e3o com alguns foragidos dos Gong. Pierre Henry trouxe a experi\u00eancia psicad\u00e9lica electro-ac\u00fastica, ligando os el\u00e9ctrodos de um aparelho concebido para o efeito \u00e0 sua pr\u00f3pria cabe\u00e7a, de modo a traduzir directamente para som os impulsos nervosos do c\u00e9rebro, em \u201cCortical Art III\u201d. O resultado sonoro fez, na altura, temer pela sua sanidade mental. Em Portugal, os heroicos cultores da alucina\u00e7\u00e3o lis\u00e9rgica contam-se pelos dedos. Tivemos os desatinos de Frodo, ali\u00e1s Manuel Cardoso, nos exerc\u00edcios Tantra de \u201cMist\u00e9rios e Maravilhas\u201d e Jorge Palma com \u201cUma Viagem na Palma da M\u00e3o\u201d.<br \/>\nMas a \u00faltima palavra sobre os efeitos do LSD na cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica talvez tenha sido proferida pelo m\u00fasico e poeta ingl\u00eas que ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas mais profundamente viajou pelos c\u00edrculos conc\u00eantricos da individualidade \u2013 Peter Hammill. No tema \u201cChemical world\u201d, do \u00e1lbum \u201cThe Quiet Zone, the Pleasure Dome\u201d cantava: \u201cProcuras o Santo Graal, mas n\u00e3o o vais encontrar no mundo qu\u00edmico. Desde o momento em que os acolhes, os diamantes transformam-se em imita\u00e7\u00f5es. H\u00e1-de explodir tudo na tua cara. \u00c9 s\u00f3 o tempo, t\u00e3o lento a passar. \u00c9 s\u00f3 a droga, n\u00e3o vai durar.\u201d Os mesmos diamantes de Lucy, \u201ca rapariga com os olhos de caleidosc\u00f3pio\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura >> sexta-feira >> 16.04.1993 DESTAQUE A Rapariga Com Olhos De Caleidosc\u00f3pio \u201cImagine-se no interior de um barco, num rio, entre \u00e1rvores de tangerina e c\u00e9us de marmelada.\u201d \u00c9 assim que come\u00e7a a can\u00e7\u00e3o dos Beatles, \u201cLucy in the sky with diamonds\u201d, LSD, se a reduzirmos \u00e0s iniciais do t\u00edtulo. \u00c9 do lado solar, caleidosc\u00f3pico, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1018,2842,44,16,10,146],"tags":[3657,823,750,2956,2955,785,2957],"class_list":["post-11397","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-1993","category-dossiers-1993","category-pop","category-progressivo","category-rock","category-rock-psicadelico","tag-beatles-yhe","tag-jimi-hendrix","tag-lou-reed","tag-lsd","tag-lucy-in-the-sky-with-diamonds","tag-rolling-stones-the","tag-timothy-leary"],"views":440,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11397"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11399,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11397\/revisions\/11399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}