{"id":1092,"date":"2009-10-28T03:06:26","date_gmt":"2009-10-28T10:06:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1092"},"modified":"2009-10-28T03:06:26","modified_gmt":"2009-10-28T10:06:26","slug":"mafalda-arnauth-foi-deus-que-as-quis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/10\/28\/mafalda-arnauth-foi-deus-que-as-quis\/","title":{"rendered":"Mafalda Arnauth &#8211; Foi Deus Que As Quis"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>16.03.2001<br \/>\nMafalda Arnauth<br \/>\nFoi Deus Que As Quis<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/mafaldaarnauth.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/mafaldaarnauth.jpg\" alt=\"mafaldaarnauth\" title=\"mafaldaarnauth\" width=\"425\" height=\"818\" class=\"alignnone size-full wp-image-1094\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/mafaldaarnauth_omelhor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/mafaldaarnauth_omelhor.jpg\" alt=\"mafaldaarnauth_omelhor\" title=\"mafaldaarnauth_omelhor\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-1093\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/mafaldaarnauth_omelhor.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/mafaldaarnauth_omelhor-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mediafire.com\/file\/enomcnn0cj1\/Mafalda\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OOFe4Krv048&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OOFe4Krv048&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Mafalda Arnauth n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 com a responsabilidade de garantir uma sucess\u00e3o para o espa\u00e7o deixado vago por Am\u00e1lia Rodrigues. Se ela \u00e9, para j\u00e1, o rosto mais vis\u00edvel de uma nova vaga de fadistas que cresceu a ouvir cantar a diva \u2013 em parte por j\u00e1 ir no segundo \u00e1lbum gravado para uma multinacional; em parte por ser dona de uma voz e de uma presen\u00e7a not\u00e1veis -, outras cantoras se perfilam no horizonte, prontas para dar conta de uma nova era dourada do fado, contrariando quem apregoava ser esta m\u00fasica um anacronismo que apenas se mantinha vivo por obra e gra\u00e7a da exist\u00eancia da autora de \u201cFoi Deus\u201d.<br \/>\nCom o desaparecimento f\u00edsico desta pouco mais restava sen\u00e3o fazer o enterro. Enganaram-se. O fado, na sua express\u00e3o mais profunda, \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o musical da alma portuguesa, insepar\u00e1vel da saudade. Parece um lugar-comum, mas \u00e9 verdade. Saudade e modernidade n\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis pela simples raz\u00e3o de que a segunda est\u00e1 presa no tempo enquanto a primeira est\u00e1 para al\u00e9m dele. Mafalda Arnauth, como Cristina Branco ou Ana Sofia Varela, s\u00e3o simultaneamente modernas e tradicionais, independentemente da idade, da voz e da personalidade de cada uma.<br \/>\nEsta simultaneidade do tempo e da eternidade encontra-se no \u00edntimo de cada uma e elas parecem ter, sen\u00e3o o acesso ao fogo central, pelo menos, e para j\u00e1, os caminhos que a ele conduzem.<br \/>\nPode mimar-se os gestos e as express\u00f5es dos grandes fadistas, moldar-se a voz \u00e0 voz dos mestres nos seus mais \u00ednfimos detalhes, decalcar as vestes, o negro, os xailes e a ordem de \u201csil\u00eancio que se vai cantar o fado\u201d. Mas n\u00e3o se pode fazer nascer o fado das apar\u00eancias. Por melhores que sejam as vozes e a t\u00e9cnica de canto. \u00c9 esta a grande \u201cdescoberta\u201d das novas vozes do fado. Que o fado n\u00e3o se aprende, mas se descobre no oculto interior, pronto a ser libertado.<br \/>\nAm\u00e1lia morreu. \u00c9 imposs\u00edvel imitar Am\u00e1lia. Mas \u00e9 poss\u00edvel, e desej\u00e1vel, descobrir t\u00e3o fundo na alma quanto ela descobriu.<br \/>\nQuando ouvimos pela primeira vez Mafalda Arnauth cantar \u201cfoi Deus\u201d, numa j\u00e1 long\u00ednqua noite de \u201cfados para multid\u00f5es\u201d, baix\u00e1mos os olhos a pensar em Am\u00e1lia. N\u00e3o porque este fado tivesse sido imortalizado antes por ela, n\u00e3o porque a voz fosse parecida, mas porque se sentia em Mafalda, avassaladora, a mesma for\u00e7a interior e a mesma entrega. Ser como Am\u00e1lia \u00e9 ser-se como se \u00e9. Sem barreiras nem calculismos de \u201ccomo se deve proceder para fazer carreira\u201d. S\u00f3 a sinceridade e a tal entrega permitem, ali\u00e1s, seguir, mais do que uma carreira, um caminho.<br \/>\nCristina Branco \u00e9 outro caso. Ao contr\u00e1rio de Mafalda Arnauth, cuja m\u00fasica tende a expandir-se para fora dos limites do nosso pa\u00eds, Cristina Branco h\u00e1 anos que canta na Holanda, onde gravou uma s\u00e9rie de \u00e1lbuns com escassa divulga\u00e7\u00e3o em Portugal, como \u201cmurm\u00farios\u201d e \u201cPost-scriptum\u201d, onde canta David Mour\u00e3o-Ferreira, Miguel Torga e Maria Teresa Horta.<br \/>\nEm Cristina Branco prima a sofistica\u00e7\u00e3o e uma vis\u00e3o mais universalista do fado, pr\u00f3xima da \u201cworld music\u201d e da m\u00fasica popular portuguesa (em \u201cMurm\u00farios\u201d canta Jos\u00e9 Afonso e S\u00e9rgio Godinho). A seu lado tem tido um guitarrista genial, Cust\u00f3dio Castelo, garante de uma unidade est\u00e9tica rara. \u00c9 ainda Am\u00e1lia quem se revela como determinante na escolha do fado como forma de vida, \u201cquase uma impress\u00e3o digital\u201d, como confessou ao p\u00fablico.<br \/>\nNuma segunda linha de projec\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica encontra-se Ana Sofia Varela, cuja participa\u00e7\u00e3o em \u201cA Guitarra e outras Mulheres\u201d, de Ant\u00f3nio Chainho, \u00e9 brilhante. Joana Amendoeira e C\u00e1tia Guerreiro, ainda sem discos gravados, s\u00e3o outras novas fadistas com quem o fado pode contar. Marisa, mais inclinada a fazer acompanhar a m\u00fasica de uma imagem visual, marcou presen\u00e7a num recente espect\u00e1culo televisivo, com a chancela de Filipe LaF\u00e9ria, dedicado a Am\u00e1lia. Para al\u00e9m das vozes portentosas, t\u00eam outra coisa em comum: s\u00e3o todas muito bonitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>16.03.2001 Mafalda Arnauth Foi Deus Que As Quis LINK Mafalda Arnauth n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 com a responsabilidade de garantir uma sucess\u00e3o para o espa\u00e7o deixado vago por Am\u00e1lia Rodrigues. 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