{"id":10710,"date":"2023-03-08T08:16:05","date_gmt":"2023-03-08T15:16:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=10710"},"modified":"2023-03-08T08:16:05","modified_gmt":"2023-03-08T15:16:05","slug":"varios-hexagone-divulgados-segredos-do-hexagono-editora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2023\/03\/08\/varios-hexagone-divulgados-segredos-do-hexagono-editora\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios | Hexagone &#8211; &#8220;Divulgados Segredos do Hex\u00e1gono&#8221; (editora)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop-Rock, Quarta-Feira, 03.07.1991<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>DIVULGADOS SEGREDOS DO HEXAGONO<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>A Hexagone foi a principal editora francesa dos anos 70, na \u00e1rea da m\u00fasica folk. Contando com o grupo Malicorne como cart\u00e3o de visita, foi alargando o cat\u00e1logo at\u00e9 albergar no seu seio tend\u00eancias t\u00e3o diversas como as experi\u00eancias de renova\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional, de express\u00e3o francesa, a ortodoxia militante do tango de Juan Jos\u00e9 Mosalini, ou o genu\u00edno reggae dos Steel Pulse. As capas, do tempo em que n\u00e3o era necess\u00e1rio poupar cart\u00e3o, s\u00e3o pequenas maravilhas. Mas a mudan\u00e7a dos tempos implicou a reconvers\u00e3o para o formato CD de, para j\u00e1, dez t\u00edtulos deste cat\u00e1logo, em boa hora distribu\u00eddo entre n\u00f3s pela MC-Mundo da Can\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/hexagono-105x300.jpg\" alt=\"\" width=\"105\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-10711\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/hexagono-105x300.jpg 105w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/hexagono-35x100.jpg 35w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/hexagono.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 105px) 100vw, 105px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Surgidos na primeira metade dos anos 70, na altura em que, do outro lado da Mancha, o \u201cfolk revival\u201d brit\u00e2nico atingia o apogeu, e em Frna\u00e7a, seguindo o exemplo do bret\u00e3o Alan Stivell, se davam passos semelhantes, os Malicorne constituem, para muitos, o expoente m\u00e1ximo daquilo que \u00e9 poss\u00edvel fazer de novo, sem atrai\u00e7oar o esp\u00edrito original, a partir da infinita matriz da m\u00fasica tradicional.<br \/>\nDatado de 1974, \u201cMalicorne\u201d irrompe na cena folk com a impon\u00eancia e majestade de um monarca que, por direito divino, se prepara para tomar posse do seu reino. Cl\u00e1ssico nas premissas, o \u00e1lbum evidencia j\u00e1 o leque de est\u00edmulos est\u00e9ticos e a fabulosa capacidade geradora de imagin\u00e1rios luxuriantes fundados e forjados nas lendas e rituais celtas, de que a banda se viria a revelar formid\u00e1vel cultora.<br \/>\nEntre as rondas, \u201cbourr\u00e9es\u201d e \u201cbranles\u201d gaulesas, avultam as baladas divinamente interpretadas pelos irm\u00e3os Yacoub, Gabriel e Marie, e as sonoridades de resson\u00e2ncias medievais, arrancadas aos c\u00e9us e aos abismos por uma instrumenta\u00e7\u00e3o rica e diversificada, onde pontificavam o violino, \u201cbouzouki\u201d, salt\u00e9rio, bandolim, \u00f3rg\u00e3o de foles, cromorna, espineta e sanfona.<br \/>\nPara a hist\u00f3ria ficariam este e os \u00e1lbuns seguintes, anteriores \u00e0 decad\u00eancia: \u201cMalicorne\u201d (foram editados tr\u00eas discos diferentes com a mesma designa\u00e7\u00e3o), \u201cAlmanach\u201d, \u201cMalicorne\u201d, \u201cL\u2019Extraordinaire Tour de France d\u2019Ad\u00e9lard Rousseau\u201d e \u201cLe Bestiaire\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ciclos M\u00e1gicos<\/strong><\/p>\n<p>No ano seguinte, novo disco intitulado \u201cMalicorne\u201d. Hist\u00f3rias de guerras e de amores: a rendi\u00e7\u00e3o amorosa de Henriette de France ao rei Carlos I de Inglaterra, em \u201cLe mariage anglais\u201d. Os passeios de Marion, \u201cLa fille aux chansons\u201d, por um jardim encantado \u00e0 beira-mar, at\u00e9 ser raptada por piratas. O voyeurismo juvenil do \u201cgalante indiscret\u201d que olha a sua \u201cnanette\u201d na penumbra gelada da meia-noite. Motes gregorianos, \u201candros\u201d bret\u00f5es, can\u00e7\u00f5es nascidas das profundezas do cancioneiro occitano. Mil e uma maneiras de cantar o lado m\u00e1gico do mundo.<br \/>\n\u201cAlmanach\u201d, \u00e1lbum conceptual, \u00e9 um \u201cpequeno almanaque das tradi\u00e7\u00f5es, festas m\u00e1gicas e procedimentos que devem ser seguidos durante os doze meses do ano\u201d. Para Gabriel Yacoub, s\u00f3 o conhecimento das pr\u00e1ticas m\u00e1gicas e dos ciclos cerimoniais, relacionados com as esta\u00e7\u00f5es do ano, permite \u201ccompreender em profundidade o fundo espiritual dos cantos tradicionais\u201d.<br \/>\n\u201cMalicorne\u201d, \u00e1lbum n\u00famero quatro, aprofunda a vertente cl\u00e1ssica do grupo: \u201cNous sommes sonneurs de sornettes\u201d, gavota retirada de \u201cTerpsichore\u201d, recolha de dan\u00e7as antigas compiladas por Michael Pretorius, entre 1571 e 1621, \u201cDaniel mon fils\u201d, inspirada no canto lit\u00fargico das \u201cV\u00e9speras\u201d, ou \u201cLa fianc\u00e9e du timbalier\u201d, escrita com base numa \u201cpastiche\u201d de Victor Hugo sobre a poesia medieval, projectam os Malicorne na busca do alicerce definitivo que sustenta o mundo e fundamenta a liberdade. Hist\u00f3rias sem fim, c\u00edclicas, de transforma\u00e7\u00f5es, t\u00edpicas da mitologia celta: \u201cLa blanche biche\u201d conta as desventuras da deusa Sarv, meio mulher, meio raposa, numa complexa polifonia vocal, em que a voz de Marie Yacoub se eleva sobre um \u201c\u00f3rg\u00e3o de vozes\u201d celestial.<br \/>\nO sonho prosseguiria, j\u00e1 na Elektra, com \u201cL\u2019Extraordinaire Tour de France\u2026\u201d (viagem inici\u00e1tica de um pedreiro-livre pelo pa\u00eds de Fran\u00e7a) e \u201cLe Bestiaire\u201d. \u201cLe Balan\u00e7oir en Feu\u201d e \u201cLes Cath\u00e9drales de l\u2019Industrie\u201d pouco ou nada t\u00eam que ver com a aventura inicial.<\/p>\n<p><strong>Quintas-ess\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>De certa forma disc\u00edpulos dos Malicorne, os La Bamboche constituem outra importante coluna do templo. Com quatro \u00e1lbuns gravados (dois de t\u00edtulo hom\u00f3nimo, \u201cQuitte Paris\u201d e \u201cN\u00e9e da la Lune\u201d), os La Bamboche, liderados por Jean Blanchard \u2013 m\u00fasico que dever\u00e1 vir a Portugal, durante os II Encontros da Tradi\u00e7\u00e3o Europeia, a realizar brevemente -, enveredam, na fase Hexagone, por uma via mais tradicionalista, recorrendo \u00e0s dan\u00e7as rurais e ao \u201csabor a terra\u201d da sanfona, do acorde\u00e3o e da rabeca. A editora optou, para j\u00e1, pela edi\u00e7\u00e3o da colect\u00e2nea \u201cQuintessence\u201d (gen\u00e9rico igualmente utilizado para os Malicorne, num e noutro caso subintitulado \u201cpequeno sum\u00e1rio das suas mais belas cn\u00e7\u00f5es\u2026\u201d).<br \/>\n\u201cLe Grand Bal Folk\u201d re\u00fane os Malicorne, La Bamboche, La Chiffonie e Le Grand Rouge na celebra\u00e7\u00e3o fe\u00e9rica das dan\u00e7as rurais (na capa referem-se as \u201cbourr\u00e9e\u201d, valsa, polka, mazurka, marcha \u201cscottish\u201d, giga, gavota e \u201cbranle\u201d\u2026). Quem, nos tempos de hoje, sabe ainda dan\u00e7ar como mandam as regras?<br \/>\nGrupo emblem\u00e1tico da folk magiar, distante dos c\u00f3digos enunciados pelos Vosjikas, Seb\u00f6 Ensemble ou os Muzsikas, de Marta Sebestyen, s\u00f3 para citar alguns nomes editados em Portugal, os Kolinda caracterizam-se por uma aproxima\u00e7\u00e3o sofisticada (e estilizada) ao folclore h\u00fangaro, sem renegarem as \u201cvozes\u201d de instrumentos t\u00e3o caracter\u00edsticos como o \u201cgardon\u201d (esp\u00e9cie de violoncelo esculpido num tronco de \u00e1rvore), a espineta h\u00fangara ou o obo\u00e9 turco (vers\u00e3o da popular bombarda bret\u00e3). Destaque para a voz profunda e misteriosa, de Agnes Zsigmondi e para os arranjos, tradutores da vertente mais soturna e dram\u00e1tica da sensibilidade magiar.<br \/>\nCompletam a lista dos compactos agora editados pela Mundo da Can\u00e7\u00e3o os tangos de \u201cDon Bandone\u00f3n\u201d, superiormente interpretados a solo, no band\u00f3nio, por Juan Jos\u00e9 Mosalini, e a viagem guitarr\u00edstica pelos universos de f\u00e1bula de \u201cDouar nevez\u201d (\u201cterra nova\u201d), empreendida com algumas ced\u00eancias de mau gosto ao rock por Dan Ar Bras, antigo companheiro de Alan Stivell, nos tempos de \u201cChemins de Terre\u201d.<br \/>\nDo cat\u00e1logo Hexagone constam ainda (por enquanto s\u00f3 em vinilo) outras obras dos j\u00e1 citados La Chiffonie, Kolinda, La Bamboche e Le Grand Rouge, bem como dos Vielleux du Bourbonnais (quatro sanfonineiros e dois gaiteiros), dos argentinos Lagrima e Tiempo Argentino e dos mexicanos Tequila. Por estas e por outras \u00e9 que gostamos tanto dos franceses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop-Rock, Quarta-Feira, 03.07.1991 DIVULGADOS SEGREDOS DO HEXAGONO A Hexagone foi a principal editora francesa dos anos 70, na \u00e1rea da m\u00fasica folk. 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