{"id":10610,"date":"2023-02-08T08:14:55","date_gmt":"2023-02-08T15:14:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=10610"},"modified":"2023-02-08T08:15:04","modified_gmt":"2023-02-08T15:15:04","slug":"varios-bagad-kempe-jig-na-lua-ii-festival-interceltico-portuenses-e-bretoes-vencem-rock-galego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2023\/02\/08\/varios-bagad-kempe-jig-na-lua-ii-festival-interceltico-portuenses-e-bretoes-vencem-rock-galego\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios (Bagad Kemper, Jig, Na Lua) &#8211; &#8220;II Festival Interc\u00e9ltico &#8211; Portuenses E Bret\u00f5es Vencem Rock Galego&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura  Domingo, 21.04.1991<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>II Festival Interc\u00e9ltico<br \/>\nPortuenses E Bret\u00f5es Vencem Rock Galego<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>Bretanha, Porto e Galiza, apresentaram-se no Teatro Rivoli. Se os bret\u00f5es Bagad Kemper penetraram nas profundezas das \u201cgavottes\u201d e \u201can dro\u201d bret\u00e3s, e os portuenses Jig foram a revela\u00e7\u00e3o do Festival, j\u00e1 os galegos Na Lua desiludiram, perdidos entre um som que n\u00e3o ajudou e uma indefini\u00e7\u00e3o est\u00e9tica que descambou num \u201cfolk \u2018n\u2019 rol\u201d de qualidade duvidosa.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bagadKemper.jpg\" alt=\"\" width=\"443\" height=\"281\" class=\"alignnone size-full wp-image-10611\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bagadKemper.jpg 443w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bagadKemper-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bagadKemper-100x63.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Antes da m\u00fasica, novamente a gastronomia bret\u00e3, desta vez representada pelos crepes e pela cidra, ajudou a preparar os esp\u00edritos para as cerim\u00f3nias seguintes. Os Bagad Kemper, que durante a manh\u00e3 transportaram a sua m\u00fasica e alegria at\u00e9 \u00e0 baixa do Porto, abriram com chave de ouro as festividades nocturnas, no teatro Rivoli. Quinze m\u00fasicos, divididos por tr\u00eas sec\u00e7\u00f5es de gaitas-de-foles, bombardas e percuss\u00f5es, interpretaram uma sequ\u00eancia de \u201csuites\u201d da regi\u00e3o que fez estremecer os alicerces do recinto e mergulhou o p\u00fablico num estado de transe tel\u00farico. Momento muito especial, aquele em que as percuss\u00f5es se libertaram e, a solo, escavaram fundo nas rochas das costas encantadas da Bretanha.<br \/>\nMestria t\u00e9cnica, um report\u00f3rio criteriosamente selecionado do cancioneiro celta e muito entusiasmo, conferiram aos Jig, do Porto, o estatuto de grande revela\u00e7\u00e3o do Festival. Da Irlanda das florestas e dos duendes, mas tamb\u00e9m dos \u201cpubs\u201d euf\u00f3ricos de Whiskey, fumo e Dubliners, a Tr\u00e1s-os-Montes, do \u201cbluegrass\u201d americano aos confins gelados da Terra-Nova, os Jig confirmaram-se como uma das melhores bandas do g\u00e9nero, em Portugal. Congregando m\u00fasicos provenientes da forma\u00e7\u00e3o antiga dos Vai de Roda e da banda de \u201ccountry\u201d King Fisher\u2019s Band, os Jig, em actividade desde 1986, surpreenderam pelas capacidades t\u00e9cnicas evidenciadas e pela completa assimila\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica e sensibilidade c\u00e9lticas. Alfredo Farinha (bandolim e concertina), Carlos Adolfo (guitarra), Manuel Salselas (baixo), Manuel Apolin\u00e1rio (flautas transversal e de bisel), Isabel Leal (voz), Joaquim Teles (percuss\u00e3o) e Arlindo Silva (violino), fazendo jus ao nome, abriram com o crescendo r\u00edtmico de \u201cKing of the faeries\u201d (tema que integra a grava\u00e7\u00e3o de Alan Stivell no Olympia de Paris) e terminaram com as reverbera\u00e7\u00f5es et\u00edlicas do cl\u00e1ssico dos cl\u00e1ssicos \u201cWhiskey in the jar\u201d, alternando os instrumentais com baladas excelentemente interpretadas por Isabel Leal, um rosto e presen\u00e7a bel\u00edssimos e uma voz que pode ir longe na m\u00fasica portuguesa. Destaque tamb\u00e9m para as presta\u00e7\u00f5es de Arlindo Silva, violinista de forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica que alia a velocidade de execu\u00e7\u00e3o, nas jigas e corridas \u201cbluegrass\u201d instrumentais, a uma sensibilidade contida nas baladas vocais, de Manuel Apolin\u00e1rio, na flauta e de Alfredo Farinha, impec\u00e1vel no dedilhar do bandolim, bem secundados, de resto, pelos restantes m\u00fasicos dos Jig.<br \/>\n\u201cI\u2019m the man you don\u2019t meet everyday\u201d, \u201cWild rover\u201d ou \u201cDancing masters\u201d, todos tradicionais irlandeses, \u201cThe tem commandments\u201d, (\u201ctour de force\u201d vocal do Canad\u00e1 brilhantemente interpretado por Isabel Leal, apoiada na pulsa\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica doo tambor percutido por Joaquim Teles) e os portugueses \u201cAgora baixou o sol\u201d e \u201cMourinheira\u201d, foram alguns dos pontos altos da actua\u00e7\u00e3o dos Jig que entusiasmaram a assist\u00eancia.<br \/>\nResultado da converg\u00eancia de diferentes influ\u00eancias \u2013 \u201ccada m\u00fasico tem um percurso diferente, o Arlindo por exemplo, toca numa forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, outros elementos vieram dos Folk Band ou dos King Fisher\u2019s Band\u201d \u2013 diz Isabel Leal \u2013 Os Jig apostam contudo num report\u00f3rio portugu\u00eas totalmente original, antes da estreia discogr\u00e1fica, prevista em CD, numa editora por enquanto desconhecida.<br \/>\nOs galegos Na Lua entraram a matar, que \u00e9 como quem diz, fizeram folclore no pior sentido. Agitaram bandeiras, falaram a desprop\u00f3sito e, sobretudo, perderam-se completamente, entre a tenta\u00e7\u00e3o de um rock saturado de electricidade, pontuado por sugest\u00f5es tradicionais, e uma miscel\u00e2nea de influ\u00eancias recolhidas de regi\u00f5es t\u00e3o d\u00edspares como o Nepal ou o Norte de Portugal, sem que da mistura tivesse resultado algo de minimamente original ou, pelo menos, interessante. Salvou-se do naufr\u00e1gio a excel\u00eancia t\u00e9cnica de Ant\u00f3n Rodriguez, na gaita-de-foles, flautas e saxofone soprano e de Francisco Alvarez, no violino e bandolim. De Uxia, a voz de fada presente no \u00e1lbum \u201cA Estrela de Maio\u201d, sabe-se que abandonou os Na Lua, desagradada com a orienta\u00e7\u00e3o seguida pelo grupo. A Galiza n\u00e3o espetou a pretendida lan\u00e7a em Portugal. Triunfo para a alegria contagiante dos Jig e para a autenticidade das ra\u00edzes bret\u00e3 dos Bagad Kemper.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sec\u00e7\u00e3o Cultura Domingo, 21.04.1991 II Festival Interc\u00e9ltico Portuenses E Bret\u00f5es Vencem Rock Galego Bretanha, Porto e Galiza, apresentaram-se no Teatro Rivoli. 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