{"id":10540,"date":"2023-01-23T07:48:45","date_gmt":"2023-01-23T14:48:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=10540"},"modified":"2023-01-23T07:48:45","modified_gmt":"2023-01-23T14:48:45","slug":"bob-dylan-dylan-imparavel-reedicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2023\/01\/23\/bob-dylan-dylan-imparavel-reedicoes\/","title":{"rendered":"Bob Dylan &#8211; &#8220;Dylan Impar\u00e1vel&#8221; (reedi\u00e7\u00f5es)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop-Rock 06.03.1991 \u2013 REEDI\u00c7\u00d5ES<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>DYLAN IMPAR\u00c1VEL<br \/>\nLU\u00cdS MAIO<\/strong><br \/>\n(introdu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/bobdylan.jpg\" alt=\"\" width=\"103\" height=\"751\" class=\"alignnone size-full wp-image-10541\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/bobdylan.jpg 103w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/bobdylan-41x300.jpg 41w\" sizes=\"auto, (max-width: 103px) 100vw, 103px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nNo pr\u00f3ximo dia 21 de Maio, Bob Dylan cumpre 50 anos de vida e completa tamb\u00e9m 30 anos de carreira discogr\u00e1fica na Columbia. Para comemorar o duplo anivers\u00e1rio, Dylan iniciou no m\u00eas passado uma pequena digress\u00e3o europeia, que se admite vir a passar por Lisboa. As celebra\u00e7\u00f5es incluem a reedi\u00e7\u00e3o completa da discografia, mas o seu ponto mais alto dever\u00e1 ser a edi\u00e7\u00e3o de uma colec\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos in\u00e9ditos de nome: \u201cThe Bootleg Series, volumes 1-3\u201d, subintitulada \u201cRare And Unreleased 1961-1991\u201d.<br \/>\nEsta em princ\u00edpio agendada para meados do pr\u00f3ximo m\u00eas e em vinil inclui cinco LP, enquanto s\u00e3o tr\u00eas volumes em cassete ou em compacto, em qualquer dos casos incluindo um libreto de 58 p\u00e1ginas anotado pelo pr\u00f3prio Dylan e exibindo fotos in\u00e9ditas do artista. As caixas ser\u00e3o antecedidas, em Mar\u00e7o, do single \u201cSeries Of Dreams\u201d, tema agora recuperado das sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u201cOh Mercy\u201d, onde n\u00e3o chegou a ser inclu\u00eddo.<br \/>\nO single \u00e9 simultaneamente o tema que encerra a compila\u00e7\u00e3o deste Dylan \u201cdesconhecido\u201d, que corre ao longo de 230 minutos. O material inclu\u00eddo divide-se em quatro gavetas: meia d\u00fazia de faixas gravadas ao vivo, quatro maquetas gravadas em casa, um par de vers\u00f5es ac\u00fasticas de temas que, originalmente, eram electroac\u00fasticos e mais de 40 grava\u00e7\u00f5es alternativas de can\u00e7\u00f5es que constam da discografia conhecida. Registe-se ainda a curiosidade da NASA ter planeado uma edi\u00e7\u00e3o promocional de tr\u00eas mil exemplares para as \u201cBootleg Series\u201d, num novo material para caixas de CD chamado Nextel, edi\u00e7\u00e3o essa que inclui mais um disco com cinco temas e libreto alternativo.<br \/>\nTudo isto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente, quando este m\u00eas se procede \u00e0 completa reedi\u00e7\u00e3o da discografia de Dylan, e a caixa, tanto quanto se percebe, \u00e9 principalmente constitu\u00edda pelas mesmas can\u00e7\u00f5es que esse lote. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 normal come\u00e7ar a comemorar um cinquenten\u00e1rio na estrada tr\u00eas meses antes ou o que quer que seja, pelo que o artista continua a ser not\u00edcia. Mas vamos por partes, a come\u00e7ar pela parcela da discografia que j\u00e1 chegou at\u00e9 n\u00f3s.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A REEDI\u00c7\u00c3O AT\u00c9 AQUI<br \/>\nFERNANDO MAGALH\u00c3ES<\/strong><br \/>\n(daqui para baixo)<br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>\u201cSelf-portrait\u201d, duplo, 1970<\/strong><br \/>\nDiscos de retorno ao naturalismo, da fase \u201cpura\u201d do compositor. Cl\u00e1ssicos, como \u201cDays of 49\u201d e \u201cLike a Rolling Stone\u201d, e vers\u00f5es de temas de Paul Simon, Gordon Lightfoot e Everly Brothers. Uma lista infinita de convidados, que inclu\u00eda os amigos The Band e Al Kooper. Na \u00e9poca, os cr\u00edticos falaram em \u201cdesperd\u00edcio de talento\u201d e argumentaram que o duplo \u00e1lbum nunca deveria ter passado de simples, mas nem por isso ele deixou de alcan\u00e7ar o primeiro lugar nos tops ingleses. Dylan considerou-o o seu pr\u00f3prio disco-pirata, numa altura em que os \u201cbootlegs\u201d das suas actua\u00e7\u00f5es mais inflamadas se vendiam a pre\u00e7o de ouro no mercado alternativo.<\/p>\n<p><strong>\u201cNew Morning\u201d, 1970<\/strong><br \/>\nConsiderado um ensaio de regresso \u00e0 grande forma, uns magros seis meses depois do decepcionante \u201cauto-retrato\u201d. Era uma primeira fase de reconhecimento e de novas honrarias, de breve reconcilia\u00e7\u00e3o com a cr\u00edtica. Recapitula\u00e7\u00e3o de todos os g\u00e9neros que previamente ajudaram a fazer a sua m\u00fasica: a \u201ccountry\u201d (\u201cWinterlude\u201d), os \u201cblues\u201d (\u201cIf Dogs Run Free\u201d), os espirituais negros (\u201cSigno n the Window\u201d), os \u201crhythm\u2019n\u2019blues\u201d (\u201cOne more Weekend\u201d), o \u201cgospel\u201d (\u201cThree Angels\u201d). Ilumina\u00e7\u00f5es que ficaram para a hist\u00f3ria como as eloquentes do seu per\u00edodo de recato.<\/p>\n<p><strong>\u201cPat Garrett And Billy The Kid\u201d, banda sonora, 1973<\/strong><br \/>\nTerceira incurs\u00e3o no mundo do cinema, ap\u00f3s o document\u00e1rio \u201cDon\u2019t Look Back\u201d que registava a sua digress\u00e3o inglesa, com Joan Baez e \u201cEat the Document\u201d, telefime que viria a ser rejeitado pela cadeia americana ABC. N\u00e3o apenas como actor secund\u00e1rio, num papel especialmente criado para ele, mas como autor da banda sonora do \u201cwestern\u201d de Sam Peckinpah. Dele faz parte o hino \u201cKnockin\u2019 on Heaven\u2019s Door\u201d, entoado por toda uma gera\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica de anteriores viv\u00eancias \u201con the road\u201d. Convidados especiais: Roger McGuinn, dos Byrds, e Booker T.<\/p>\n<p><strong>\u201cDylan (A Fool Such As I)\u201d, 1973<\/strong><br \/>\nColec\u00e7\u00e3o de misturas alternativas e vers\u00f5es rejeitadas de \u201cself-portrait\u201d. Um expediente para satisfazer uma procura que Dylan uma vez mais frustrava, passando desta feita os primeiros anos da d\u00e9cada de 70 num sil\u00eancio s\u00f3 interrompido pela chamada de George Harrison ao concerto para o Bangladesh, em 1971.<\/p>\n<p><strong>\u201cBlood On The Tracks\u201d, 1974<\/strong><br \/>\nAmores falhados, div\u00f3rcio, confus\u00e3o, parece que tiveram um efeito ben\u00e9fico sobre Dylan, que investiu ainda em maior profundidade nas palavras, como forma de exorcizar fantasmas. H\u00e1 quem compare a qualidade destes poemas a \u201cBlonde On Blonde\u201d e \u201cJohn Wesley Harding\u201d. \u00c1lbum de ambientes folk, concedendo o espa\u00e7o que \u00e9 preciso \u00e0 guitarra ac\u00fastica e \u00e0 respira\u00e7\u00e3o pausada dos poemas. Dylan canta aqui o amor e as cicatrizes que este deixa quando seca. Tamb\u00e9m um adeus como vido aos dias dourados dos \u201csixties\u201d, quando havia \u201cm\u00fasica, \u00e0 noite, nos caf\u00e9s, e revolu\u00e7\u00e3o no ar\u201d e o espanto diante daqueles que est\u00e3o para vir.<\/p>\n<p><strong>\u201cSaved\u201d, 1980<\/strong><br \/>\nConvertido ao cristianismo depois do \u00e1lbum do ano anterior, \u201cSlow Train Coming\u201d, Dylan n\u00e3o deve ter convencido ningu\u00e9m com esta sua (auto-)salva\u00e7\u00e3o. O segundo disco do \u201cnovo crist\u00e3o\u201d n\u00e3o vendeu \u2013 foi, ali\u00e1s, o maior fracasso comercial da sua carreira. Tr\u00eas anos mais tarde, em espectacular golpe de rins religioso, reconsiderou e regressou \u00e0s antigas cren\u00e7as de judeu convicto. Na \u00e9poca de \u201cSaved\u201d, por\u00e9m, Dylan chegou ao ponto de recusar tocar ao vivo can\u00e7\u00f5es do per\u00edodo \u201cpr\u00e9-crist\u00e3o\u201d. Na capa interior cita-se Jeremias, cap\u00edtulo 31. Os putos queriam era rock.<\/p>\n<p><strong>\u201cReal Live\u201d, 1984<\/strong><br \/>\nGravado ao vivo. Pouco importante quando comparado a \u201cLive At The Budokan\u201d ou \u201cBefore The Flood\u201d. Vers\u00f5es de \u201cHighway 61 Revisited\u201d, \u201cTangled Up In Blue\u201d e \u201cMasters of War\u201d. Guitarristas ilustres: Mick Taylor, dos Rolling Stones, e Carlos Santana (em \u201cTombstone Blues\u201d). Dylan tinha j\u00e1 entrado no sistema da digress\u00e3o permanente, alternando as velhas gl\u00f3rias com as novas insignific\u00e2ncias.<\/p>\n<p><strong>\u201cEmpire Burlesque\u201d, 1985<\/strong><br \/>\nRendi\u00e7\u00e3o \u00e0 modernidade. Depois de Mark Knopfler e antes de Dave Stewart e Daniel Lanois, a produ\u00e7\u00e3o foi aqui confiada a Arthur Baker. Ainda a presen\u00e7a dos \u201csabid\u00f5es\u201d Sly Dunbar e Robbie Shakespeare e de membros da banda de Tom Petty, os Heartbreakers. Dylan procura, desde os finais dos anos 70, ser ele mesmo, inspirando-se na luz de sumidades posteriores. E com Baker as coisas funcionaram ao ponto de este \u00e1lbum ter sido o seu maior sucesso comercial da d\u00e9cada de 80. N\u00e3o obstou, por\u00e9m, a que se multiplicassem as hist\u00f3rias que desancavam o mito. O que tamb\u00e9m n\u00e3o impede que Dylan continue a gravar e tocar ao vivo. Vive num universo fechado e de dif\u00edcil acesso. \u00c9 um eremita em digress\u00e3o permanente pelos est\u00e1dios do mundo, esse g\u00e9nero de paradoxo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop-Rock 06.03.1991 \u2013 REEDI\u00c7\u00d5ES DYLAN IMPAR\u00c1VEL LU\u00cdS MAIO (introdu\u00e7\u00e3o) No pr\u00f3ximo dia 21 de Maio, Bob Dylan cumpre 50 anos de vida e completa tamb\u00e9m 30 anos de carreira discogr\u00e1fica na Columbia. Para comemorar o duplo anivers\u00e1rio, Dylan iniciou no m\u00eas passado uma pequena digress\u00e3o europeia, que se admite vir a passar por Lisboa. 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