{"id":10258,"date":"2022-10-27T09:03:05","date_gmt":"2022-10-27T16:03:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=10258"},"modified":"2022-10-27T09:03:05","modified_gmt":"2022-10-27T16:03:05","slug":"varios-chieftains-bakerswell-panxty-whitlebinkies-alison-kinnaird-battlefield-band-gordon-mooney-o-templo-dos-celtas-blitz-artigo-de-opiniao-dossier","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2022\/10\/27\/varios-chieftains-bakerswell-panxty-whitlebinkies-alison-kinnaird-battlefield-band-gordon-mooney-o-templo-dos-celtas-blitz-artigo-de-opiniao-dossier\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios (Chieftains, Bakerswell, Panxty, Whitlebinkies, Alison Kinnaird, Battlefield Band, Gordon Mooney) &#8211; \u00abO TEMP(L)O DOS CELTAS\u00bb (blitz | artigo de opini\u00e3o | dossier)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>BLITZ 13 FEVEREIRO 1990<\/p>\n<p><strong>O mercado discogr\u00e1fico nacional foi inundado recentemente por uma s\u00e9rie de importa\u00e7\u00f5es de obras relativas \u00e0 m\u00fasica tradicional de raiz celta. No meio de tanta fartura muito ter\u00e3o ficado confundidos com a profus\u00e3o de t\u00edtulos e talvez pelo s\u00fabito interesse que este tipo de m\u00fasica volta a suscitar. Sobretudo para estes, que n\u00e3o sabem por onde come\u00e7ar, aqui vai como que um guia orientador das melhores op\u00e7\u00f5es de entre a oferta dispon\u00edvel<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>\u00abO TEMP(L)O DOS CELTAS\u00bb<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nA m\u00fasica tradicional nunca esteve (ou esteve sempre, consoante a perspectiva) na moda. Uma ou outra vez sai um pouco mais da sombra, s\u00e3o referidos alguns nomes e discos (geralmente os piores e menos representativos) por parte de algum cr\u00edtico entediado e a coisa rapidamente passa de novo \u00e0 Hist\u00f3ria. Assim, periodicamente, o fen\u00f3meno renasce por entre a confus\u00e3o dos \u00abmedia\u00bb que apressadamente atiram com o r\u00f3tulo revivalista ao ar e j\u00e1 est\u00e1.<br \/>\nQuanto \u00e0 m\u00fasica celta propriamente dita, vai dispensando e desafiando a incompreens\u00e3o, o desconhecimento e todas as manobras que se v\u00e3o desenrolando \u00e0 sua volta. \u00c9 intemporal, tem quem verdadeiramente a ame e isso basta-lhe. Os discos que agora v\u00e3o enchendo as prateleiras de algumas das nossas discotecas, chegam-nos do Porto e abrangem unicamente as m\u00fasicas irlandesa e escocesa. Vejamos ent\u00e3o o que sobressai de tanta quantidade que justifique a aquisi\u00e7\u00e3o ou pelo menos uma audi\u00e7\u00e3o atenta.<br \/>\nDa Irlanda, atrav\u00e9s dos selos Claddagh e Tara, eis uma parte do que vale a pena. Tomem nota:<br \/>\nBAKERSWELL \u2013 Na linha dos Chieftains, com a encantat\u00f3ria gaita-de-foles, violino e a harpa da senhora que costuma tocar com os Oisin. Verde e \u00e1gua. Irlanda at\u00e9 ao fim.<br \/>\nCHIEFTAINS \u2013 O emblema musical irland\u00eas. \u00c0 disposi\u00e7\u00e3o dos interessados nada menos que 14 \u00e1lbuns, desde o primeiro, de 1964, gravado em mono, at\u00e9 ao recente \u00abBallad of the Irish Horse\u00bb. Os exagerados n\u00e3o se contentar\u00e3o com menos do que a totalidade. Em todo o caso, para os mais prudentes e seletivos, aconselho o volume 5 (na altura editado pela Island) e o seguinte, \u00abBonaparte\u2019s Retreat\u00bb, este \u00faltimo contando com a voz dessa grande senhora que d\u00e1 pelo nome de Dolores Keane (posteriormente nos De Dannan a atualmente movendo-se a solo em terrenos menos tradicionalistas). Para al\u00e9m, claro, dos respeit\u00e1veis Paddy Moloney, na gaita-de-foles, Sean Keane e Martin Fay, os violinistas de servi\u00e7o e Derek Bell na harpa. Jigs, reels, airs, hornpipes, \u00e9 dan\u00e7ar at\u00e9 n\u00e3o se poder mais, de prefer\u00eancia com o bom velho whisky a acompanhar.<br \/>\nPLANXTY \u2013 Na minha opini\u00e3o (e decerto nas de muitos mais), o grupo mais original e inventivo ao n\u00edvel dos arranjos e interpreta\u00e7\u00f5es do cancioneiro tradicional irland\u00eas. Por aqui passaram nomes lend\u00e1rios como Christy Moore, Liam O\u2019Flynn, Andy Irvine, Donal Lunny ou Matt Molloy (que tamb\u00e9m tocou nos Chieftains e nos Bothy Band). Todos os \u00e1lbuns s\u00e3o indispens\u00e1veis mais os mais f\u00e1ceis de encontrar s\u00e3o \u00abThe Woman I Loved so Well\u00bb e \u00abAfter the Break\u00bb. Corram e n\u00e3o parem at\u00e9 os encontrarem.<br \/>\nWHISTLEBINKIES \u2013 Anda por a\u00ed o volume 4 que \u00e9 excelente. M\u00fasica bastante variada ao n\u00edvel das combina\u00e7\u00f5es instrumentais, servida por int\u00e9rpretes de primeir\u00edssima qualidade. Ah, \u00e9 verdade, s\u00e3o escoceses, embora gravem para uma editora rival.<br \/>\nMerecem ainda uma escuta atenta e aquisi\u00e7\u00e3o por parte dos fan\u00e1ticos que n\u00e3o deixam escapar nada, os \u00e1lbuns a solo de Derek Bell (\u00abCarolan\u2019s Receipt\u00bb) e Matt Molloy (\u00abStony Steps\u00bb), o quarto discos dos Oisin (\u00abThe Jeannie C\u00bb). S\u00f3 para os iniciados no grau mais elevado sugiro os discos de John Molineux com m\u00fasica tocada exclusivamente em salt\u00e9rio (\u00abDouce Am\u00e8re\u00bb) e finalmente temas tradicionais interpretados no cravo por Sean O\u2019Riada (\u00abO\u2019Riada\u2019s Farewell\u00bb).<br \/>\nE passemos \u00e0 Esc\u00f3cia.<br \/>\nALISON KINNAIRD &#8211; \u00abThe Harper\u2019s Gallery\u00bb. A harpa escocesa (clarsach) em todo o seu cristalino esplendor. Alison tamb\u00e9m canta e nalguns temas \u00e9 ajudada pelos seus amigos da Battlefield Band, em instrumentos variados, e pelo seu marido Robin Morton, patr\u00e3o e dinamizador da Temple Records, cujo est\u00fadio \u00e9 mesmo uma antiga abadia perdida algures no meio do nevoeiro.<br \/>\nExclusivamente de harpa \u00e9 o \u00e1lbum que gravou em dueto com Ann Heymann, uma americana de alma celta apaixonada pelas cintila\u00e7\u00f5es do instrumento, neste caso na variante irlandesa (\u00abThe Harper\u2019s Land\u00bb).<br \/>\nBATTLEFIELD BAND \u2013 Os reis da festa. A Esc\u00f3cia infinitamente recuperada e reinventada. Cada \u00e1lbum que gravam \u00e9 uma constante surpresa. Passam dos ambientes mais profundamente tradicionais para um reel baseado em \u00abBad Moon Rising\u00bb (esse mesmo, o dos Creedence) sem nunca perderem o p\u00e9 nem o toque caracter\u00edstico da m\u00fasica celta. Juntam descaradamente o som da gaita-de-foles ou de instrumentos medievais ao computador de ritmos. Sabem ser s\u00e9rios e divertidos nas alturas certas. Retiram da m\u00fasica tradicional aquilo que ela tem de essencial e acrescentam-lhe a sua pr\u00f3pria inspira\u00e7\u00e3o. S\u00e3o brilhantes. Adquiram sobretudo os \u00e1lbuns \u00abHome is Where the Van is\u00bb, \u00abThere\u2019s a Buzz\u00bb, \u00abAnthem for the Common Man\u00bb, \u00abOn the Rise\u00bb e \u00abCeltic Hotel\u00bb. Excelente \u00e9 tamb\u00e9m o disco a solo do multi-instrumentista da banda, Brian McNeill, \u00abUnstrung Hero\u00bb, com temas da sua autoria mas totalmente imbu\u00eddos do esp\u00edrito antigo. Uma refer\u00eancia final para mais alguns discos, digamos que para especialistas: \u00abO\u2019er the Border\u00bb de GORDON MOONEY, o para\u00edso para os amantes das sonoridades das diversas gaitas-de-foles (no caso as variantes escocesas das Highlands e as \u00abcauld Wind\u00bb), \u00abFonn is Furan\u00bb pela voz de FINLAY MACNEILL, inteiramente cantado em ga\u00e9lico, os dois volumes de \u00abMusic in Trust\u00bb, uma colabora\u00e7\u00e3o de Alison Kinnaird com os Battlefield Band para uma s\u00e9rie televisiva dedicada aos monumentos e zonas hist\u00f3ricas nacionais e mais um disco dedicado \u00e0 harpa de MAIRE NI CHATHASAIGH (\u00abThe new strung harp\u00bb).<br \/>\nH\u00e1 pois muito por onde escolher e para complicar ainda mais a coisa, ainda por a\u00ed andam espalhadas algumas pedras preciosas, \u00e1lbuns absolutamente indispens\u00e1veis para um \u00abfolkie\u00bb que se preze. S\u00e3o eles:<br \/>\nAshley Hutchings\/John Kirkpatrick: \u00abThe Compleat Dancing Master\u00bb, Boys Of The Lough: \u00abFarewell and remember me\u00bb e \u00abSweet Rural Shade\u00bb, Blowzabella: \u00abA Richer Dust\u00bb, Cock &#038; Bull: \u00abSacred Cows and concrete routs\u00bb; House Band: \u00abThe House Band\u00bb, John Kirkpatrick\/Sue Harris: \u00abStolen Ground\u00bb, June Tabor: \u00abAshes and Diamonds\u00bb, Late Night Band: \u00abKings of the Baroque\u2019a\u2019Billy\u00bb, Martin Carthy: \u00abOut of the Cut\u00bb e \u00abRight of Passage\u00bb, Roger Watson: \u00abChequered Roots\u00bb, Richard Thompson: \u00abIn Strict Tempo\u00bb, Shirley &#038; Dolly Collins: \u00abLove, Dead and the Lady\u00bb e Silly Sisters: \u00abNo More to the Dance\u00bb, para al\u00e9m de tudo o que por c\u00e1 existe de Stivell, claro.<br \/>\n&#8230; E depois o Universo imenso que falta: da Bretanha, da Galiza, da Proven\u00e7a, do resto da Fran\u00e7a, do Minho e Tr\u00e1s-os-Montes continuam a chegar os novos bardos e trovadores. An Triskell, Tri Yann, Malicorne, M\u00e9lusine, La Bamboche, Doa, Milladoiro, Pablo Quintana, Amancio Prada, Mont-J\u00f2ia, Le Bardon, Emilio Cao, Ronda dos Quatro Caminhos, Maio Mo\u00e7o e mais algumas boas dezenas de nomes mas para j\u00e1 estes chegam.<br \/>\nA Chama e Alma Celtas continuar\u00e3o eternamente a brilhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BLITZ 13 FEVEREIRO 1990 O mercado discogr\u00e1fico nacional foi inundado recentemente por uma s\u00e9rie de importa\u00e7\u00f5es de obras relativas \u00e0 m\u00fasica tradicional de raiz celta. No meio de tanta fartura muito ter\u00e3o ficado confundidos com a profus\u00e3o de t\u00edtulos e talvez pelo s\u00fabito interesse que este tipo de m\u00fasica volta a suscitar. 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