{"id":10091,"date":"2022-09-19T04:15:15","date_gmt":"2022-09-19T11:15:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=10091"},"modified":"2022-09-19T04:15:15","modified_gmt":"2022-09-19T11:15:15","slug":"suzanne-vega-vega-a-estrela-de-natal-concertos-antevisao-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2022\/09\/19\/suzanne-vega-vega-a-estrela-de-natal-concertos-antevisao-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Suzanne Vega &#8211; &#8220;Vega, A Estrela De Natal&#8221; (concertos | antevis\u00e3o | artigo de opini\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>P\u00daBLICO SEXTA-FEIRA, 7 DEZEMBRO 1990 >> Fim De Semana >> Concerto<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>VEGA, A ESTRELA DE NATAL<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>\u00c9 de Suzanne a voz da estrela Vega. Quente e suave, ardendo calmamente no \u00edntimo de quem por ela se deixa guiar. Gravou at\u00e9 \u00e0 data tr\u00eas \u00e1lbuns, mas tem j\u00e1 reservado um espa\u00e7o s\u00f3 para si na Estrada de Santiago que une o cora\u00e7\u00e3o aos sons.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suzanneVega.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"628\" class=\"alignnone size-full wp-image-10092\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suzanneVega.jpg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suzanneVega-287x300.jpg 287w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suzanneVega-96x100.jpg 96w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\n<\/center> <\/p>\n<p>Nasceu, em termos art\u00edsticos, no seio da cena folk da Costa Leste americana. Cedo se fez notar, pelo inusitado do timbre vocal, bem como por uma escolha criteriosa e personalizada do report\u00f3rio \u2013 can\u00e7\u00f5es intimistas, m\u00e1gicas, esbo\u00e7os surrealizantes, em certos momentos contrariados pelo registo brutal da realidade concreta, como em \u201cLuka\u201d, do \u00e1lbum \u201cSolitude Standing\u201d, na qual narra, em tom dorido, os maus tratos paternais infligidos a uma crian\u00e7a.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A idade adulta<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n\tDo disco estreia, \u201cSuzanne Vega\u201d, as multid\u00f5es fizeram seus os temas \u201cMarlene on the Wall\u201d e \u201cSmall Blue Thing\u201d, presas \u00e0s juvenis e jubilosas entoa\u00e7\u00f5es da ent\u00e3o estreante de olhar inocente e assustado, receosa das armadilhas que o mundo arma, at\u00f3nita perante o retumbante sucesso que logrou alcan\u00e7ar.<br \/>\n\t\u201cSolitude Standing\u201d assinala a entrada na \u201cidade adulta\u201d, atrav\u00e9s de uma maior conten\u00e7\u00e3o acompanhada de um mergulho nas imensid\u00f5es interiores. O seu universo passou a reger-se por outras coordenadas, segundo l\u00f3gicas menos lineares a que se acede somente por estradas labir\u00ednticas. Excetuando \u201cLuka\u201d, as can\u00e7\u00f5es de \u201cSolitude Standing\u201d organizam-se, de forma coerente, em volta de n\u00facleos tem\u00e1ticos menos \u00f3bvios, aos quais a complexidade dos arranjos acrescenta uma maior riqueza instrumental.<br \/>\n\tSe \u201cSolitude Standing\u201d \u00e9 o \u00e1lbum da maturidade, o seguinte \u201cDays of Open Hand\u201d aprofunda ainda mais a faceta intimista, povoada de sombras e cintila\u00e7\u00f5es misteriosas do universo musical da cantora, liberta por fim, na explora\u00e7\u00e3o met\u00f3dica das suas pr\u00f3prias fantasias. Temas ainda ligados \u00e0 mis\u00e9ria do mundo, cantados por palavras que, sem fazer muita for\u00e7a, p\u00f5em o dedo em algumas das suas feridas (casos de \u201cMen in a War\u201d e \u201cFifty-fifty chance\u201d), s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o, num leque caleidosc\u00f3pico de emo\u00e7\u00f5es perme\u00e1veis aos exotismos trazidos para a sua m\u00fasica pela m\u00e3o de Glen Velez, Richard Horowitz, Michael Blair e Philip Glass.<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Excentricidade brit\u00e2nica<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n\tConv\u00e9m chegar ao Dram\u00e1tico a tempo e horas de assistir \u00e0 primeira parte do concerto, preenchida pela atua\u00e7\u00e3o de Peter Blegvad, exc\u00eantrico genial, que decerto ir\u00e1 fazer das suas. N\u00e3o \u00e9 por enquanto, pelo menos entre n\u00f3s, um nome muito conhecido. Injustamente, diga-se, tendo em conta a excel\u00eancia do \u00e1lbum mais recente, \u201cKing Strut and Other Stories\u201d, o primeiro distribu\u00eddo em quantidades aceit\u00e1veis, no nosso pa\u00eds. Aqueles, no entanto, que v\u00eam acompanhando de perto o seu percurso, desde os anos j\u00e1 long\u00ednquos dos Slapp Happy (ao lado de Dagmar Krause e Anthony Moore, precursores na atitude e na abordagem mel\u00f3dica da dupla Devine &#038; Statton), e das aventuras experimentalistas no seio dos germ\u00e2nicos Faust, at\u00e9 ao rock escorreito dos Golden Palominos, sabem que assinou entretanto obras bem mais importantes, merecedoras de todos os enc\u00f3mios.<br \/>\n\t\u201cThe Naked Shakespeare\u201d, produzido por esse outro louco que d\u00e1 pelo nome de Andy Partridge e, sobretudo, \u201cDowntime\u201d, gravado para a Recommended Records, na companhia de m\u00fasicos dos Pere Ubu, s\u00e3o exemplos lapidares da arte de compor \u00f3timas can\u00e7\u00f5es, \u00e0 margem dos esquemas habituais e habitadas por um humor c\u00e1ustico e surrealista, capaz de as transformar em exerc\u00edcios brilhantes de sabotagem aos lugares-comuns da pop. Se em \u201cKing Strut\u201d se acalma diante do horizonte \u00e0 vista que \u00e9 Bob Dylan, nos citados discos torna-se refer\u00eancia principal a t\u00edpica excentricidade brit\u00e2nica, na Inglaterra genialmente personificada pelos grupos de Canterbury, nos finais dos anos 60.<br \/>\n\tSuzanne Vega e Peter Blegvad formam uma combina\u00e7\u00e3o que promete. Veremos se o gigantismo e a frieza da sala ser\u00e3o suficientes para apagar o fogo que ambos s\u00e3o capazes de atear, na qualidade de astros de primeira grandeza, que, embora pertencentes a constala\u00e7\u00f5es diferentes, se equivalem na intensidade do brilho.<\/p>\n<p><strong>CASCAIS Pavilh\u00e3o do Dram\u00e1tico de Cascais, 6\u00aa, 7, \u00e0s 21h30<br \/>\nPORTO Coliseu do Porto, s\u00e1b., 8, \u00e0s 21h30.<\/strong> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00daBLICO SEXTA-FEIRA, 7 DEZEMBRO 1990 >> Fim De Semana >> Concerto VEGA, A ESTRELA DE NATAL \u00c9 de Suzanne a voz da estrela Vega. 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