{"id":10038,"date":"2022-09-05T06:08:26","date_gmt":"2022-09-05T13:08:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=10038"},"modified":"2022-09-05T06:08:26","modified_gmt":"2022-09-05T13:08:26","slug":"simple-minds-verona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2022\/09\/05\/simple-minds-verona\/","title":{"rendered":"Simple Minds &#8211; &#8220;Verona&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>P\u00daBLICO QUARTA-FEIRA, 31 OUTUBRO 1990 >> Pop Rock>> LP\u2019s<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>OS GRANDES CONQUISTADORES<\/p>\n<p>SIMPLE MINDS<br \/>\nVerona<br \/>\nVirgin Vision, distri. Edisom<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/simpleMinds.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"717\" class=\"alignnone size-full wp-image-10039\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/simpleMinds.jpg 619w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/simpleMinds-259x300.jpg 259w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/simpleMinds-86x100.jpg 86w\" sizes=\"auto, (max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nConcerto ao vivo dos Minds, realizado em setembro deste ano no anfiteatro romano da cidade. Os cinco primeiros minutos prometem: a preto e branco e em c\u00e2mara lenta, prenunciando qualquer coisa de grandioso e espetacular. P\u00fablico ansioso, cartazes alusivos \u00e0 banda, um \u201cboxer\u201d a correr (aparecem muitas imagens de seres vivos a correr, ao longo do filme), uma rapariga de moto, soldados. N\u00e3o se percebe a inten\u00e7\u00e3o mas esteticamente resulta. C\u00e2mara subjetiva como se f\u00f4ssemos n\u00f3s a entrar no palco. \u201cGood Night, Verona\u201d \u2013 grita Jim Kerr. Surge a cor.<br \/>\nTrovoada tremenda sobre o palco, simulada, claro. Cai o pano, pintado com o s\u00edmbolo de \u201cSparkle in the Rain\u201d. \u201cClose-ups\u201d dos m\u00fasicos (Jim Kerr \u2013 voz, Charlie Burchill \u2013 guitarra, Mick MacNeil \u2013 teclas e acorde\u00e3o, Mel Gaynor \u2013 bateria, Malcolm Foster \u2013 baixo, mais Andy Duncan e duas meninas, Lisa Germano \u2013 violino e bandolim e Annie McCaig \u2013 pandeireta). D\u00e1-se in\u00edcio \u00e0 fun\u00e7\u00e3o, com Jim Kerr sempre no comando. Pelo meio aparece, a preto e branco, a cantar a mesma can\u00e7\u00e3o, mas noutro concerto. Percebe-se, porque est\u00e1 vestido de outra maneira.<br \/>\nA m\u00fasica alterna com entrevistas aos int\u00e9rpretes (a preto e branco). N\u00e3o dizem nada de especial. S\u00e3o melhores a tocar e a cantar (a cores). Depois, os s\u00edmbolos: m\u00e3os que acenam, imagens desfocadas n\u00e3o se percebe bem de qu\u00ea. O guitarrista, com os projetores incidindo por detr\u00e1s, naquele plano t\u00edpico que faz parecer deuses os homens da guitarra. \u201cZoom\u201d sobre o p\u00fablico. Uma garrafa de coca-cola passa de m\u00e3o em m\u00e3o no momento imperialista da noite. Um dos espectadores \u00e9 transportado para fora do recinto, de maca. Bebedeira? S\u00edncope? Simples sonol\u00eancia?<br \/>\nVerona. Imagens da cidade: est\u00e1tuas, ru\u00ednas romanas (em It\u00e1lia todas as ru\u00ednas s\u00e3o romanas), uma velhota \u00e0 janela. Uma ponte (romana), sem estar em ru\u00ednas porque se n\u00e3o as pessoas cairiam.<br \/>\nO baterista limpa com um pano o suor da testa \u2013 pormenor videogr\u00e1fico sempre do agrado dos realizadores. Jim Kerr brande o microfone, qual Roberto Leal, mas quando come\u00e7a a cantar \u201cWaterfront\u201d vemos logo que n\u00e3o pode ser o luso-brasileiro. Num gesto de grande generosidade art\u00edstica, estende o micro \u00e0 assist\u00eancia que corresponde soltando alguns urros afinados.<br \/>\nAgora \u00e9 uma mulher de meia idade que se debru\u00e7a \u00e0 janela. Muito gostam as veronesas de estar \u00e0 janela. Uma crian\u00e7a circula de bicicleta entre a multid\u00e3o, simbolizando a grande solid\u00e3o existencial do ser humano, ou talvez a sua grande pureza \u2013, imagem do poder que oprime e bate com o \u201ccasse-t\u00eate\u201d (em portugu\u00eas cacete).<br \/>\n\u201cDon\u2019t you Forget about me\u201d \u2013 das melhores can\u00e7\u00f5es dos Simple Minds. No rosto de Jim Kerr, uma express\u00e3o de \u00eaxtase. Desta vez o p\u00fablico n\u00e3o urra e canta numa s\u00e9tima ao lado. Entusiasmado, o cantor d\u00e1 um pontap\u00e9 para tr\u00e1s, quase lhe saltando o sapato, na viol\u00eancia do movimento. Caso saltasse, teria acertado em cheio na objetiva do \u201ccameraman\u201d.<br \/>\nRuas de Verona. Um dos momentos m\u00e1gicos do v\u00eddeo: Mick MacNeil, no acorde\u00e3o, Lisa Germano, no violino e Charlie Burchill, na guitarra ac\u00fastica, lembram-se que s\u00e3o escoceses e mergulham nas suas ra\u00edzes folcl\u00f3ricas, deliciando-se e deliciando os transeuntes. No momento seguinte, os mesmos tr\u00eas m\u00fasicos surgem sobre o palco a interpretar o mesmo tema, com os mesmos instrumentos. Excelente.<br \/>\nVolta a eletricidade e Jim Kerr a cantar estendido no ch\u00e3o, talvez devido ao cansa\u00e7o, quem sabe? Mas n\u00e3o, levanta-se com ar de desafio e prossegue com a mesma energia. Mel Gaynor volta a limpar o suor do rosto, desta vez com uma toalha. Quer dizer que a banda d\u00e1 tudo o que pode e que n\u00e3o brinca em servi\u00e7o, que s\u00e3o todos uns profissional\u00f5es. Ao ponto de Jim Kerr saltar para o meio do p\u00fablico e beijar uma jovem f\u00e3.<br \/>\nRetorno \u00e0s imagens de rua, com o vocalista passeando-se entre a multid\u00e3o, ar distra\u00eddo e melanc\u00f3lico, simbolizando deste modo a grande solid\u00e3o existencial do artista. Lixo levado pelo vento \u2013 Woodstock para sempre. Soa um \u201ctin whistle\u201d sint\u00e9tico \u2013 Jim olha o c\u00e9u e canta, como quem seus males espanta. Duas crian\u00e7as correm em c\u00e2mara lenta no campo. Outra toca um tambor militar entre po\u00e9tica neblina. As duas primeiras continuam a correr. Pressentimos que se aproxima o cl\u00edmax final. Sobre o palco, Jim Kerr, todo vestido de branco, canta \u201cSanctify Yourself\u201d. Imagens de santos em pedra. Um padre caminha (sobre as \u00e1guas? N\u00e3o se consegue perceber).<br \/>\nRepetem-se imagens anteriores a um ritmo vertiginoso, querendo significar que o Universo \u00e9 c\u00edclico e os Simple Minds os senhores do Universo. O Universo explode e o p\u00fablico tamb\u00e9m, em aplausos. O imp\u00e9rio romano volta a cair, desta vez \u00e0s m\u00e3os de mentes simples. <strong>***<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00daBLICO QUARTA-FEIRA, 31 OUTUBRO 1990 >> Pop Rock>> LP\u2019s OS GRANDES CONQUISTADORES SIMPLE MINDS Verona Virgin Vision, distri. Edisom Concerto ao vivo dos Minds, realizado em setembro deste ano no anfiteatro romano da cidade. Os cinco primeiros minutos prometem: a preto e branco e em c\u00e2mara lenta, prenunciando qualquer coisa de grandioso e espetacular. 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