{"id":1003,"date":"2009-10-08T05:27:18","date_gmt":"2009-10-08T12:27:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1003"},"modified":"2009-10-08T05:27:18","modified_gmt":"2009-10-08T12:27:18","slug":"varios-biografia-do-pop-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/10\/08\/varios-biografia-do-pop-rock\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; Biografia do Pop-Rock"},"content":{"rendered":"<p>12.12.1997<br \/>\nV\u00e1rios<br \/>\nBiografia do Pop-Rock (8)<br \/>\n2xCD ed. e distri. Movieplay<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/biopoprock.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/10\/biopoprock.gif\" alt=\"biopoprock\" title=\"biopoprock\" width=\"249\" height=\"245\" class=\"alignnone size-full wp-image-1004\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mediafire.com\/?sharekey=4b402af3d25c30764012e8015643d9c8cd48999466442c6a\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(BEATNICKS &#8211; HEAVY FREAKS TO TOWN)<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/e452gixzXRo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/e452gixzXRo&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Era dif\u00edcil, antes da revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril, cantar em portugu\u00eas e fazer m\u00fasica portuguesa original. A censura mandava. A luta processava-se mais pelo lado da chamada \u201cm\u00fasica de interven\u00e7\u00e3o\u201d, por gente como Jos\u00e9 Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco e a vaga de baladeiros lan\u00e7ados pelo programa Zip Zip. Mas, e a pop? Mas, e o rock? Os \u201cconjuntos\u201d i\u00e9-i\u00e9 ouviam os seus cong\u00e9neres estrangeiros, sobretudo os ingleses, principalmente os Beatles e os Stones, copiando e adaptando-os \u00e0 realidade nacional. \u201cBiografia do Pop-Rock\u201d tra\u00e7a um retrato, necessariamente incompleto, dessa realidade nos anos 60 e 70, atrav\u00e9s de uma compila\u00e7\u00e3o de \u201csingles\u201d, cujas edi\u00e7\u00f5es originais se tornaram verdadeiras raridades.<br \/>\nDe um total de 30 temas, alguns soam hoje absolutamente rd\u00edculos, entre vers\u00f5es mais ou menos inspiradas e uma \u201ctwilight zone\u201d que exala o perfume do anacronismo. Examinemo-los por ordem.<br \/>\n\u201cPop Five\u201d, dos Pop Five Music Incorporated (com Miguel Gra\u00e7a Moura, hoje maestro), de 1970, foi durante alguns anos o indicativo do c\u00e9lebre programa radiof\u00f3nico P\u00e1gina Um, da R\u00e1dio Renascen\u00e7a. Um \u201cfunky\u201d semi-instrumental e grosseiro que, em virtude dessa utiliza\u00e7\u00e3o, ficou nos ouvidos. \u201cEra um biquini piquinino \u00e0s bolinhas amarelas\u201d, de Pedro Os\u00f3rio e o seu conjunto, surge como uma pura inanidade. \u201cEla n\u00e3o queria sair da barraca, ningu\u00e9m podia tir\u00e1-la dali, ent\u00e3o eu fui espreitar e o que vi era um biquini piquinino \u00c0s bolinhas amarelas, que loucura, \u00e9 de tarar!\u201d acompanhado por um c\u00e3ozinho a ladrar e vozes de Mickey.<br \/>\nOs Ekos, de Edmundo Fal\u00e9 e M\u00e1rio Guia, eram um dos mais famosos conjuntos i\u00e9-i\u00e9 que concorriam aos famosos concursos de m\u00fasica moderna do Cinema Monumental. \u201cEsquece\u201d, de 1965, \u00e9 um vers\u00e3o curiosa de \u201cHold on\u201d de P. J. Proby, com um toque da \u201cswinging London\u201d repescada para um \u201chully gully\u201d com letra de rock sentimental\u00e3o. \u201cO J\u00falio \u00e9 um duro\u201d, dos Albatroz, grava\u00e7\u00e3o de 1981, faz parte da gera\u00e7\u00e3o do \u201cboom\u201d do rock portugu\u00eas protagonizado por Rui Velos, UHF e GNR. \u00c9 um daquels temas cujo refr\u00e3o (?) \u00e9 imposs\u00edvel tirar da cabe\u00e7a.<br \/>\nOs Jets, de Jo\u00e3o Alves da Costa, outro dos conjuntos do Monumental, eram psicad\u00e9licos e cantavam em ingl\u00eas \u201cLet me live my life\u201d. \u00d3rg\u00e3o \u201cfuzz\u201d, ritmo arrastado, Syd Barrett a ver. O ano de edi\u00e7\u00e3o?1967, como n\u00e3o podia deixar de ser. Adelaide Ferreira cantava em 1979 \u201cMeu amor vamos cantar os dois\u201d. Cantava suave uma balada inofensiva, num lugar hesitante entre a margem esquerda da MPP e a m\u00fasica de variedades.<br \/>\nOs Arte e Of\u00edcio, do Porto, os tais que foram \u201cmelhores que os Can\u201d no espect\u00e1culo do Pavilh\u00e3o dos Desportos, safavam-se, em 1977, com \u201cFestival\u201d: Gentle Giant mais Black Sabbath com profici\u00eancia t\u00e9cnica. Segue-se coisa s\u00e9ria. \u201cA bananeira\u201d, um original de 1974 dos Petrus Castrus (autores do \u00e1lbum \u201cmestre\u201d, marco da pop nacional) \u00e9 um cl\u00e1ssico, instante de suspens\u00e3o \u00fanico na m\u00fasica portuguesa. De longe o melhor tema desta compila\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cI\u2019m a believer\u201d, um original de Neil Diamond popularizado pelos Monkees, foi adaptado em 1967 pelos Chinchilas, um dos conjuntos com nome feito da altura. Tem um balan\u00e7o um pouco emperrado, mas, v\u00e1 l\u00e1, passa. \u201cCan\u00e7\u00e3o da Beira Baixa\u201d \u00e9 um instrumental \u201c\u00e0 Shadows\u201d, gravado pelos Tit\u00e3s em 1963. Est\u00e3o l\u00e1 a s guitarras, o eco, o esp\u00edrito da \u00e9poca. Fez parte do grupo Jos\u00e9 Lello, actual Secret\u00e1rio de Estado das Comunidades.<br \/>\n\u201cVendaval\u201d, rotulado de \u201crumba rock\u201d, \u00e9 mais popfado chunga. Vem assinado, em 1963, pelo Conjunto Nova Onda, do qual fazia parte Gon\u00e7alo Lucena que mais tarde viria a tornar-se conhecido pela sua participa\u00e7\u00e3o no concurso A Visita da Corn\u00e9lia. Fernando Conde, \u201co Cliff Richard portugu\u00eas\u201d, cantava em 1966, de maneira desengon\u00e7ada, \u201cAmar, viver, sonhar\u201d, um \u201cshake\u201d adaptado de um original de Chuck Berry.<br \/>\nOutro \u201cHully gully\u201d, \u201cO dia em que te vi\u201d, pelo Conjunto Diamantes Negros, de 1966, \u00e9 mais um peda\u00e7o de sonho. \u201cNaquele dia em que te vi \/ t\u00e3o s\u00f3 \/ desamparada, a chorar \/ na tarde amena estavas tu \/ t\u00e3o s\u00f3 \/ corri para ti para te abra\u00e7ar.\u201d Cheio de l\u00e1grimas doces e um sax embevecido a fazer lembrar David Bowie.<br \/>\nO \u201cfox blue\u201d instrumental \u201cNivran\u201d, de 1966, \u00e9 puro \u201ceasy listening\u201d para consumo em sal\u00f5es de bailes de finalistas. Com xilofone e a displic\u00eancia do Conjunto Acad\u00e9mico Orfeu. Tamb\u00e9m \u00e9 deles \u201cCosmovis\u00e3o\u201d, um tema progressivo de 30 minutos, que muitos puderam ouvir num espect\u00e1culo do grupo ao vivo, em Sintra, mas que nunca chegou a aparecer em disco. Aqui, a banda, que chegou a ter como vocalista Lena d\u2019\u00c1gua, lan\u00e7a-se nos seis minutos de \u201cCristine (assim mesmo, sem \u201ch\u201d&#8230;) goes to town\u201d (1971), com guitarras em muta\u00e7\u00e3o e vocaliza\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas num \u201cprog\u201d \u00e0 Uriah Heep, mesclado de \u201crhythm \u2018n\u2019 blues\u201d, como era corrente em Inglaterra, nessa altura.<br \/>\nO segundo disco da Biografia abre com \u201cMissin\u2019 you\u201d, de 1979, um \u00eaxito tardio dos Sheiks, grupo por que passaram Carlos Mendes, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Fernando Silva e Fernando Chaby. Um \u201cslow\u201d cheio de \u201csoul\u201d e inspira\u00e7\u00e3o, recordado com nostalgia por quem ainda se lembra. E chega V\u00edtor Gomes, sem os Gatos Negros e as acrobacias que o fizeram famoso nas suas apri\u00e7\u00f5es ao vivo, mas com Os Siderais, que o acompanhavam em 1967, em \u201cJuntos outra vez\u201d. Os Mini-Pop foram a primeira \u201cboys band\u201d portuguesa. Em \u201cMy Holiday girl\u201d, de 1973, imitavam um \u201cgospel\u201d imberbe dos Edwin Hawkins Singers, para meninos bem cantarem nas f\u00e9rias do Natal.<br \/>\nLembram-se do \u201ctwist\u201d os veteranos? Que maravilha era balou\u00e7ar as pernas e a cintura a ouvir Pat Boone e o \u201ctwist and shout\u201d dos Beatles. Mas Daniel Bacelar (\u201cO Ricky Nelson portugu\u00eas\u201d) e os Gentlemen cantavam em \u201cOlhando para o c\u00e9u\u201d (1963): \u201cN\u00e3o posso olvidar teu meigo olhar, nem o teu sorriso de encantar\u201d, seguido por alguns dos primeiros gritos i\u00e9-i\u00e9 da m\u00fasica portuguesa.<br \/>\nA seguir v\u00eam Os Claves, outro conjunto c\u00e9lebre, com uma vers\u00e3o de \u201cCalifornia dreamin\u2019\u201d dos Mamas and Papas, com data de 1966 e um mel\u00edfluo solo de flauta pelo meio. Para p\u00f4r flores no cabelo e partir para S\u00e3o Francisco. O que atr\u00e1s se disse sobre os Albatroz aplica-se ao tema dos UHF inclu\u00eddo nesta colect\u00e2nea, \u201cUm mau rapaz\u201d, de 1982, um dos primeiros gravados pela banda de Ant\u00f3nio Manuel Ribeiro. \u00c9 dif\u00edcil resitir ao balan\u00e7o da frase de sintetizador e \u00e0 f\u00faria genu\u00edna do Jim Morrison portugu\u00eas.<br \/>\nInacredit\u00e1vel, o tema que se segue, um dueto da cantora Teresa Paula Brito com Jos\u00e9 Duarte, esse mesmo, o cr\u00edtico de jazz, sob a designa\u00e7\u00e3o de The Strollers, numa vers\u00e3o de \u201cChevrolet\u201d, de Larry Young. \u00c9 toda uma vontade de \u201ccantar \u2018jazzy\u2019\u201d que se desprende da vocaliza\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Duarte, em varia\u00e7\u00f5es de ginasta, com entoa\u00e7\u00f5es que p\u00f5em a l\u00edngua inglesa de panbtanas. Cometeram o \u201ccrime\u201d em 1967.<br \/>\nOs Rock &#038; Varius, com a cantora Midus e o saxofonista M\u00e1rio Grama\u00e7o, cultivavam o \u201cska\u201d nacional, em \u201cTotobola\u201d. No ano de 1981, o tal do \u201cboom\u201d do rock portugu\u00eas. Ao contr\u00e1rio de muitas outras bandas portuguesas da \u00e9poca, os Psico, do guitarrista Toni Moura, eram ex\u00edmios executantes, fazendo gala disso, em 1978, no instrumental \u201cAl\u2019s\u201d, onde se entregavam a solo de guitarra, baixo e sintetizador sincronizados. O Progressivo no seu lado mais profissional, entre o \u201cjazz rock\u201d dos Solution e o sinfonismo dos Genesis.<br \/>\nE o Zeca do Rock, meu Deus!! De seu verdadeiro nome, Jos\u00e9 das Dores, foi o primeiro m\u00fasico portugu\u00eas a gravar um \u201ci\u00e9\u201d em disco, por sinal, neste preciso \u201cSans\u00e3o foi enganado\u201d, de 1961, (considerado o mais raro vinil nacional), uma verdadeira li\u00e7\u00e3o para Manuel Jo\u00e3o dos Ena P\u00e1 2000. A voz de bar\u00edtono \u201cblas\u00e9\u201d de Zeca aflorava a poesia er\u00f3tica, declamando os amores de perdi\u00e7\u00e3o entre Sans\u00e3o e a sua Dalila em versos de grande beleza pl\u00e1stica: \u201cQuando ele acordou, coitado, n\u00e3o tinha for\u00e7a para nada \/ foi ent\u00e3o acorrentado por ordem de sua amada. \/ Algum tempo j\u00e1 passado, o cabelo lhe voltou, cheio de for\u00e7a e zangado, at\u00e9 a cas ao ch\u00e3o deitou, i\u00e9!2<br \/>\n\u201cOs teus olhos senhora\u201d (1968), pelos Charruas, grupo i\u00e9-i\u00e9 da Escola de Regentes Agr\u00edcolas de Santar\u00e9m, que contava nas suas fileiras com Danny Silva, \u00e9 um \u201cslow\u201d inocente, repleto de \u201cuh-uhs\u201d e olhos marejados de l\u00e1grimas.<br \/>\n\u201cNum belo autocarro um dia entrei \/ e nele tudo estranhei \/ dois empregados bem gentis \/ como nunca teve a Carris \/ que carro \u00e9 este, perguntei \/ pois que nunca assim eu viajei \/ \u00e9 o autocarro do amor \/, logo respondeu o revisor\u201d. Ressaca do Ver\u00e3o do amor, em Pop chunga do piorio, de 1969, por Os Taras e Montenegro, um grupo que andou em digress\u00e3o pelo pa\u00eds real, ao lado de Jos\u00e9 Afonso, Paulo de Carvalho e Quim Barreiros.<br \/>\nDe ir \u00e0s l\u00e1grimas \u00e9 o \u201cBailinho da Madeira\u201d, pelos Dem\u00f3nios Negros, em vers\u00e3o \u201cbailinho twist\u201d de 1965, de onde resaltam uns delirantes \u201cuis\u201d e palavras de ordem populistas, antes do tema derivar para uma desbunda el\u00e9ctrica sem classifica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Compar\u00e1vel, na constru\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, ao mais grandioso monumento do absurdo da Pop nacional que \u00e9 \u201cI am a Xanxo\u201d, dos Steamer\u2019s.<br \/>\n\u201cA festa\u201d, do Corpo Diplom\u00e1tico (com Pedro Ayres de Magalh\u00e3es e Carlos Maria Trindade), de 1979, assinala o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o do \u201cpunk\u201d dos Fa\u00edscas para a pop nacionalista dos Her\u00f3is do Mar. \u00c9 um exerc\u00edcio de \u201cnew wave\u201d sint\u00e9tico, da escola Ultravox \/ Magazine, sobre um texto de humor-negro, constituindo um dos termas menos acess\u00edveis desta biografia que anunciava j\u00e1 o futuro.<br \/>\n\u201cBiografia do Pop\/Rock\u201d &#8211; que termina dando um n\u00f3 ao tempo, com um remistura, j\u00e1 deste ano, de \u201cPage one\u201d, a cargo de Scotty Marz &#8211; \u00e9 um documento de puro gozo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.12.1997 V\u00e1rios Biografia do Pop-Rock (8) 2xCD ed. e distri. 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