Imagens de cabeçalho aleatórias... Recarregue a sua página para ver mais!

Termoresistências (RTDS) e Termopares: Ficha de Trabalho – Tecnologias Aplicadas

Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina de Tecnologias Aplicadas
Módulo 6 – Sensores e Transdutores
Ficha de Trabalho sobre as Termoresistências e os Termopares.

Abril 5, 2013   Não há comentários

Tecnologias Aplicadas – Módulo 6 – Sensores e Transdutores: Prova de Recuperação

Curso Profissional de Técnico de Electrónica, Automação e Comando
11º Ano
Disciplina de Tecnologias Aplicadas
Módulo 6: Sensores e Transdutores

Prova de Recuperação – Set. 2012 – Enunciado

O teste para downlaod está aqui: .docx .pdf

Dezembro 9, 2012   Não há comentários

Curso de Domótica – Parte 3 –

Curso Profissional de Electrónica, Automação e Comando
Disciplina: Automação e Comando
Módulo: Domótica

5.2. Função de Controlo
A função de controlo dá ao utilizador, por um lado, informações sobre o estado de funcionamento dos equipamentos e das instalações que os integram, e por outro lado, cria um registo dos diversos parâmetros e eventualmente, fornecem comandos correctivos. Como tal, conta com controlos instantâneos e memorizados. Esta função tem como objectivo actuar sobre os dispositivos de regulação das instalações, com a finalidade de que as tarefas programadas sejam respeitadas. As funções de controlo, associadas com um algoritmo ou com uma unidade de tratamento da informação, conduzirão às funções de comando.

5.2.1. Segurança
A segurança constitui uma preocupação crescente, sendo cada vez maior o número de interessados na domótica que colocam o assunto “Segurança” no topo das suas prioridades. A evolução das sociedades actuais não deixa antever quaisquer melhorias neste aspecto, pelo que é natural haver ainda lugar para um aumento da importância deste assunto.
A domótica ao integrar as diversas tecnologias em torno de um único sistema permite elevar os padrões de segurança, utilizando todo o potencial das tecnologias instaladas segundo critérios de utilidade objectiva. Nestas páginas irá ser apresentado apenas as vantagens da domótica na gestão da segurança de um edifício, prescindindo de uma abordagem exaustiva das características e pormenores dos sistemas convencionais.

5.2.2. Alarme
As centrais de alarme apresentam hoje um nível tecnológico apreciável, oferecendo novas funcionalidades, como por exemplo:
• Activação/desactivação remota por telefone, rádio ou sensor de proximidade (portachaves
ou cartão de crédito);
• Sinalização local de ocorrência através de contactos de tensão;
• Comunicação com sistemas de domótica, como por exemplo, o EIB ou o X10.
Na escolha da central deve ter em conta o tipo de sistema: tradicional com cablagem, ou sem fios.
Perante a detecção de uma ocorrência, o sistema de domótica é informado pela central de segurança.
Por exemplo: Em caso de intrusão no espaço exterior, a central sinaliza a ocorrência que vai implicar uma actuação do sistema de domótica, que poderá limitar-se a enviar um aviso remoto e actuar a sirene, ou poderá também ligar os projectores exteriores (se for de noite), ligar o sistema de rega, fechar todos os estores, ligar a iluminação interior por forma a simular presença, emitir uma simulação sonora da chegada da polícia ou de um ataque canino ou, se os houver, soltar automaticamente os cães, etc.
Se a central tiver capacidade de comunicação através do protocolo do sistema de domótica, então a interacção é perfeita.
Todo o potencial de comunicação de e para o edifício como sejam o telemóvel, o PDA, o comando remoto por infra-vermelhos ou rádio, os interfaces locais, etc., são utilizáveis pela central de alarme através do sistema de domótica. Assim, em qualquer ponto do edifício ou do exterior, um utilizador pode saber qual o estado da central, activar/desactivar uma ou mais zonas, acrescentar um novo dispositivo de segurança, etc.
No mesmo exemplo, o utilizador do edifício ao ser informado da ocorrência de uma intrusão, pode remotamente verificar o que se passa através do sistema de vigilância de vídeo, e se entender acrescentar medidas de coacção, ou caso entenda tratar-se de um falso alarme, anular as medidas entretanto executadas.

5.2.3. Intrusão
A intrusão é a ocorrência mais perturbadora de todas. Todos tememos pela ideia de estranhos na nossa ausência, violarem a nossa privacidade, invadindo o nosso espaço, roubando e destruindo a nossa propriedade. Assim, a cada dia que passa vão-se multiplicando as preocupações às quais o mercado tenta responder com as mais variadas soluções.
Desde a utilização de estores de segurança, vidros à prova de bala e portas blindadas, à colocação de barreiras e detectores de intrusão, com ou sem medição volumétrica, detectores de quebra de vidros, detectores de abertura de janelas, portas, estores ou clarabóias, tudo serve para dificultar ao máximo a tarefa de quem um dia queira entrar em nossa casa sem permissão.
Para além da utilização das tradicionais sirenes, um sistema de domótica permite articular as funcionalidades da casa de forma a tentar evitar a intrusão, e se esta acontecer, de modo a minimizar os riscos para quem nela se encontra. Entre as funcionalidades mais comuns temos:
• Abertura e fecho automático e criterioso de portas e estores, facilitando a saída do intruso mas limitando a possibilidade de movimentação no interior;
• Simulação da presença por actuação concertada e aparentemente aleatória de iluminação e estores;
• Intimidação por iluminação automática das áreas invadidas e fecho automático de estores, e pela colocação nas televisões da imagem do intruso.
A simples recepção de pessoas desconhecidas em casa, por exemplo nas entregas ao domicílio, é um factor de perigo acrescido. A resposta encontra-se na construção de áreas privadas onde o acesso pode ser concedido remotamente. Trata-se de pequenas áreas com portas para o exterior e interior, onde a abertura das portas pode ser efectuada a partir do interior da casa, remotamente a partir de um telemóvel ou internet ou a partir do exterior com controlo de acesso.
Desta forma, quem pretender efectuar uma entrega vai limitar-se a entrar nesta área, não podendo em momento algum estabelecer contacto pessoal. A comunicação necessária faz-se pelo sistema de vídeo, onde todos os movimentos são registados. Esta comunicação pode ainda estabelecer-se da área privada para o interior da casa ou para um telemóvel.
Através do sistema de domótica do edifício, torna-se possível articular a gestão dos recursos com as restantes funcionalidades da casa como a autonomia de energia, combustível e água, a vigilância vídeo, a intercomunicação, etc., optimizando assim a eficácia da utilização do refúgio.

5.2.4. Fuga de gás
Com a distribuição generalizada de gás no território continental, a utilização desta forma de energia mais limpa e económica, acarretou novas preocupações relacionadas com a segurança, ainda agravadas pelo facto de o gás canalizado ser inócuo. São muitas as aplicações deste combustível a nível doméstico, verificando-se no aquecimento, na preparação de alimentos e até na secagem de roupa.
Se a qualidade do projecto e a qualidade do instalador são os factores de segurança mais relevantes, em caso de fuga é fundamental dispormos de meios de detecção com corte automático de abastecimento, e aviso local e remoto da ocorrência.
Por precaução, em caso de ausência prolongada dos habitantes, por exemplo um período de férias, o edifício deverá permitir o corte do abastecimento.
Antecipando o regresso, o abastecimento será automaticamente restabelecido para que o aquecimento central volte a aquecer o edifício, naturalmente no caso de o gás ser o combustível utilizado.

5.2.5. Nível e fuga de combustível líquido
Em alternativa ao gás, normalmente em edifícios com expectativa de consumos elevados de energia ou onde o gás canalizado não exista, é cada vez mais frequente a opção por combustíveis líquidos derivados do petróleo, como por exemplo, o gasóleo. O armazenamento destes combustíveis deve ser cuidadosamente estudado, nomeadamente o tipo de reservatório, o local de instalação, a necessidade de ventilação, a capacidade de detecção de fuga e o volume da bacia de retenção (nunca inferior ao volume do próprio depósito).
Em caso de fuga, a ocorrência deve ser imediatamente assinalada local e remotamente, em simultâneo com a colocação fora de serviço da caldeira.
Caso exista um sistema alternativo de aquecimento, o sistema de domótica irá accioná-lo evitando a diminuição dos níveis de conforto.
A monitorização do nível de combustível relacionado com a evolução do consumo de energia permite calcular a autonomia, e assinalar a necessidade de compra de mais combustível caso esta seja inferior ao limite estabelecido.
A informação de necessidade de compra pode ser simultânea com o envio por email, sms ou fax da nota de encomenda ao fornecedor habitual.
Quando este apresentar a factura, a quantidade do combustível facturado poderá ser confrontada com a quantidade efectivamente fornecida, calculada pelo sistema através da diferença de nível antes e após o enchimento.

5.2.6. Inundação
As inundações quando ocorrem, trazem normalmente associadas prejuízos elevados com reparações e reposições de pavimentos, tectos, máquinas, tapetes, etc.
Para além dos prejuízos económicos directos, temos de contabilizar também os prejuízos devidos ao tempo desperdiçado e devidos aos transtornos provocados pela impossibilidade de utilização do edifício.
A detecção de inundações, normalmente instaladas nas casas de banho, cozinhas, casa das máquinas das piscinas, etc., permite ao sistema efectuar o corte automático da água e emitir um aviso local e remoto da ocorrência. O abastecimento da água só é reposto quando a anomalia é identificada e resolvida, garantindo-se assim a máxima protecção.
As fugas de água com caudais extremamente reduzidos devem-se a fugas no autoclismo ou torneiras, ou a fugas na tubagem. Embora insignificantes do ponto de vista do valor da água, ao longo do tempo podem provocar prejuízos muito elevados em paredes, tectos ou louças sanitárias. A sua detecção é efectuada através da quantificação de água gasta durante os períodos em que não deva haver consumos, ou seja na ausência das pessoas e descontando a água gasta na rega e na reposição da água da piscina. Em caso de detecção de fuga, o sistema repete o procedimento da detecção de inundação, embora só deva cortar o abastecimento por opção do utilizador.

5.2.7. Incêndio
Qualquer sistema de segurança permite a detecção de incêndio, por detecção de fumo ou temperatura, e activa as sirenes em simultâneo com o envio de alarmes remotos.
Um sistema de domótica permite em caso de incêndio actuar sobre os equipamentos eléctricos, por exemplo, abrindo imediatamente os estores para facilitar a saída de fumos, e desligando todos os equipamentos imprescindíveis, devendo os restantes ter a sua alimentação eléctrica estabelecida por cabos com elevada resistência ao fogo. Permite ainda multiplicar as formas de envio dos alarmes remotos, através do recurso ao envio de e-mail, fax, mensagens sms, etc..

5.2.8. Vigilância

Ao ser instalado um sistema de vigilância no interior ou exterior de um edifício é necessário ter em conta diversos factores. Depois de clarificado o objectivo do sistema, há que optar pelo tipo de câmara, tipo de controlo, e tipo de registo.
A escolha do número e tipo de câmaras, bem como da respectiva montagem
deve ter em conta as seguintes questões:
• É necessário usar câmaras a preto e branco ou cor? Ou ambas?
• Quais as áreas a necessitar de cobertura?
• Qual o período de funcionamento das câmaras e qual a autonomia que pretendo?
• Quantas câmaras são necessárias?
• Quais os tipos de locais onde vão ser instaladas, interior, exterior, à intempérie, etc..
• É necessário usar câmaras “wireless”?
Relativamente aos registos, actualmente o registo digital é o mais utilizado, já que relativamente aos registos analógicos, são cada vez mais autónomos, mais eficazes e cada vez mais económicos.
Nos registos digitais, a configuração do sistema e a manipulação das imagens torna-se totalmente intuitiva, permitindo com toda a facilidade a execução de arquivos digitais em CD ou DVD.
Por outro lado, estes sistemas utilizam totalmente os recursos das novas tecnologias, permitindo a visualização remota das imagens, e a consulta remota dos registos através de um vulgar “browser”. Outra característica importante destes sistemas é a capacidade de enviar, via e-mail o registo de qualquer ocorrência, anexando para tal as respectivas imagens.
As ocorrências podem ser definidas através de entradas de sinais, por exemplo, sinal de intrusão a partir da central de alarme, ou podem ser definidas automaticamente a partir da detecção de movimento pela análise digital das imagens.

5.2.9. Gestão Técnica
A gestão técnica deve garantir a eficiente monitorização do estado de funcionamento e anomalias de todos os aparelhos de protecção eléctrica. Para isso, é necessário projectar e equipar os quadros eléctricos dos dispositivos necessários para que o sistema de domótica conheça o estado de funcionamento dos diversos aparelhos de protecção, e em caso de disparo, avaria ou intervenção técnica, possa actuar em conformidade com os procedimentos estabelecidos.
Podemos estabelecer três níveis diferentes de prioridades, divididas da seguinte forma:
• Nível 1: a ocorrência origina um alarme generalizado com mensagens para todos da lista – usado, por exemplo, nos aparelhos de protecção dos sistemas de segurança, aparelhos de protecção contra descargas atmosféricas, ou aparelhos de protecção dos circuitos dos frigoríficos e arcas congeladoras.
• Nível 2: a ocorrência origina um alarme parcial com mensagens apenas para parte da lista – usada, por exemplo, nos aparelhos de protecção de circuitos de iluminação não essenciais para a segurança.
• Nível 3: a ocorrência apenas origina um registo no sistema de supervisão, sem qualquer notificação de alarme – usado, por exemplo, em aparelhos de protecção a circuitos de iluminação decorativa.
A boa gestão técnica de uma instalação eléctrica é fundamental para assegurar o bom funcionamento eléctrico de todos os equipamentos instalados, e consequentemente das suas funcionalidades. Normalmente, a gestão técnica está integrada no resto do sistema, existindo um único software de supervisão e gestão de todo o edifício.

5.2.10. Software de supervisão
À imagem do que acontece em qualquer sistema de automação industrial, na automação de edifícios deve existir um software de supervisão que permite a alteração de parâmetros de conforto e segurança, consulta de eventos, análise de gráficos de tendência, etc.
Local e remotamente, o utilizador pode consultar os registos dos alarmes técnicos ou de segurança, visualizar as imagens captadas no edifício, ou visualizar a evolução das temperaturas no interior e exterior ou o teor de cloro residual na água potável ou na água da piscina, etc. Através desta ferramenta, ao utilizador é permitido adaptar o seu sistema de domótica às necessidades e rotinas diárias, em tarefas como:
• Simulação de presença
• Controlo de acessos
• Cenários de conforto
• Programas horários de climatização
• Horário diário/semanal de despertar
• Ciclos de rega
• Ciclos de tratamento da água da piscina, etc.
O aspecto de um software de supervisão deve ser amigável e intuitivo, não carecendo de formação específica para o manuseamento das suas funções principais.
Existem diversas interfaces possíveis:
• PC, fixo ou portátil;
• PC com display táctil;
• Consola táctil com comunicação com o sistema de domótica;
• PDA, computador de mão;
Com gestão de utilizadores e controlo de passwords, o software de supervisão é
uma ferramenta extremamente eficaz, optimizando a utilização racional dos recursos
tecnológicos dos edifícios.

Maio 21, 2012   Não há comentários