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As ferramentas informáticas mais utilizadas pelos professores

Slide show com as 100 ferramentas informáticas mais usadas pelos professores.
É interessante notar a posição do Firefox e do Internet Explorer.
Com a devida vénia para a Jane Hart que realizou a sondagem/votação.

Top 100 Tools for Learning 2008
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Novembro 18, 2008   Não há comentários

Manual Web 2.0 para professores

Ora aqui está uma coisa interessante vinda do Ministério da Educação. LOL.
Manual Web20 Profess Ores

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Novembro 7, 2008   Não há comentários

Roger Schank – “Virtual Learning”

Já falei de Roger Schank aqui no blog. Na altura disse que adquiri 4 livros dele, por achar que é um autor que merece ser lido. É um autor que foi professor durante mais de 30 anos, é psicólogo cognitivo, doutor em computadores (inteligência artificial) e, reunindo todas estas áreas, aplicou-as na sua prática docente. Tornou-se um autor polémico devido às suas teses contra-corrente, que vem mantendo ao longo desses últimos 30 anos, embora com pouca audiência, se constatarmos como continuam os nossos sistemas de ensino (Schank é americano e debruça-se sobretudo sobre o sistema desse país, mas quase tudo o que escreve se pode aplicar a Portugal e, certamente, a quase todos os países).
Nessa conformidade, “Virtual Learning” é um livro de 1997 que não perdeu actualidade, e, embora tenha sido escrito a pensar na formação profissional para empresas, muito do que diz é válido para o ensino. Aliás, o autor, nos seus mais de 20 livros publicados quase não tem feito mais do que repisar as mesmas teses e conceitos, com algumas nuances, pequenos acrescentos e alterações fruto de reflexão.
Aqui ficam os conceitos base da teoria de Schank aplicada ao ensino e à formação, as suas máximas e alguns excertos retirados do livro em apreço.
Em alguns casos tais frases aplicar-se-ão mais a formação profissional, noutros ao ensino escolar, noutros ainda aos dois sistemas. Caberá ao leitor interpretar a intenção face ao contexto, nos casos de maior ambiguidade.
Alguns capítulos não são aqui apresentados por se tratarem de relatos de casos em que a aplicação das teses foi feita em algumas empresas, nomeadamente a Andersen Consulting, entre outras (um capítulo para cada caso).

Uma nota final: Apesar do título do livro ser “Virtual Learning” e muito do que se explana nele se referir à aprendizagem através dos computadores, que o autor refere como imprescindível à simulação de muitas situações, o livro não se esgota, nem nada que se pareça, nesse aspecto.

capa do livro

Título: Virtual Learning – A Revolutionary Approach to Building a Highly Skilled Workforce
Autor: Roger Schank
Editora: McGraw-Hill
Ano de Publicação: 1997
Nº de Páginas: 185
ISBN: 0-7863-1148-7

Virtual Learning
Schank Conceitos

  • A aprendizagem só acontece através do fazer
  • A aprendizagem só acontece se se cometerem erros
  • A aprendizagem deve ser divertida
  • É impossível aprender a menos que esperemos alguma coisa e essa coisa não ocorre (expectativa frustrada)
  • As pessoas prendem melhor se precisarem mesmo de aprender essa competência
  • As histórias são um poderoso aliado da aprendizagem
  • Em resumo: É crítico para a aprendizagem real: histórias, simulações, metas, prática, divertimento, e falha.

Schank Máximas

1. O Desfazer do Mal – Remediando os problemas causados pela má formação
. O desenho de programas de aprendizagem para crianças devem ser divertidos com jogos de computador
. O que aprendi acerca da aprendizagem:
As pessoas odeiam a formação como ela é, passiva
As pessoas gostam das tecnologias multimédia
. É fantástico como tantas pessoas não sabem executar os seus trabalhos de forma apropriada
. Tudo o que está errado com a formação pode ser resumido em quatro palavras: é como a escola…
. A escola não trata realmente de aprendizagem: trata de memorização de curto-termo de informação sem significado, que nunca é utilizada depois na vida. O modelo da escola nunca foi intencionado para ensinar às pessoas capacidades práticas. Foi sempre objectivada para satisfazer observadores, que assim ficam a pensar que o conhecimento foi adquirido (por curtos períodos)
. Porque as pessoas trabalham tão diligentemente na escola, durante tantos anos, convenceram-se a si próprias que deve haver muita aprendizagem a circular por lá. O que funcionou para elas deverá funcionar para os outros.
. A verdadeira aprendizagem é dificilmente mensurável através de testes standardizados
. É assustador como os executivos de topo levantam tantas objecções e preocupações acerca de novas abordagens para a formação
. Quando aprender não é divertido, não é aprender
. O que é divertido é fazer

2. Trabalho de Simulação – Criando ambientes ideais para aprendizagem
. Aprender através do fazer é mais fácil de dizer do que fazer
. Se tens um objectivo podes realmente aprender bastante
. O valor da escola e da formação tradicional é fazer com que as pessoas se iniciem na direcção certa
. Mas eu não posso fazer por ti aquilo que tu precisas para ti próprio
. Começando com a aprendizagem virtual
Pense num trabalho, na sua organização, que requeira capacidades bem definidas e tangíveis
Descubra qual é o maior problema de ensinar essa tarefa
Recolha histórias
. Lidar com o inesperado é uma capacidade crítica num mundo em acelerada mudança, e é a capacidade que a maioria dos programas de formação ignoram
. Vantagens da formação virtual
Fica mais barata a longo prazo
Permite a falha sem embaraço pois o formando está sozinho
Faz-se uma vez e pode ser usada muitas
. Vantagens do “jogo de papéis”
Ficam mais baratas a curto prazo
Parecem mais realistas
São replicáveis
. Para as simulações ao vivo é crucial ter as pessoas certas a desempenhar os papéis certos
. É embaraçante falhar enquanto os outros estão a olhar
. Ao princípio as pessoas não compreendem que têm de falhar, de modo a aprender

3. Falha – O motor da aprendizagem virtual
. A verdadeira aprendizagem nunca ocorre até que o aluno falhe
. É fácil reconhecer que a sua expectativa falhou porque as pessoas insistem em explicá-la
. Ouçam os que as pessoas lhes dizem acerca delas próprias, porque isso é verdade
. Na realidade, as pessoas que nunca falham são chatas até à ponta dos cabelos e não têm a capacidade de arriscar nem de ser criativas
4. Regras para Aprender
. As pessoas lembram-se melhor daquilo que mais os impressionou
. Os empregados estúpidos não nasceram assim, foram feitos
. A formação deve ser feita quando é precisa (ou quando um aprendente falhou nalguma coisa e precisa realmente de ajuda)
. Podes falhar na aprendizagem de tudo
. Os alunos ensinam-se melhor a eles próprios do que o fará o melhor professor do mundo ou o orientador motivacional mais bem pago do mundo
. A memorização sem a correspondente experiência não vale nada
. A formação deve começar com um BANG!!!!
. Os alunos devem aprender a partir do melhor que haja
. É melhor formar muitos do que poucos
10. Como a mente aprende, o modo como o treino deve ser
. Nós lembramo-nos melhor do que causou mais impacto em nós.
Isto é aprendizagem. Neste processo, tínhamos uma série de expectativas, que foram goradas.
. Falhar de forma interessante deve ser um dos objectivos de qualquer formação. Muitos formadores resistem a este caminho.
. Sem falhas não há aprendizagem
. A nossa capacidade para etiquetar e armazenar uma falha para uso posterior é diminuída pelo embaraço, humilhação, vergonha, e raiva que acompanha uma falha pública.
. Falhar numa simulação em computador, por outro lado, habitualmente não dispara o nosso impulso de culpa. A simulação em computador oferece as seguintes vantagens:
A falha é privada
A falha pode ser explicada pelos formadores
A falha pode ser controlada
. O treino não é efectivo quando não considera os modos como as pessoas aprendem. Vejamos as três formas mais comuns de ensino que violam aqueles modos:
Embaciamento – Horrorize, imobilize, divirta, ofenda – mas faça algo que seja relembrado
Situações não reais
Má altura – A maneira como a formação deve ser ministrado é no tempo adequado, quando é precisa. A mente não pode acomodar muita informação durante muito tempo – quando existe muita informação ela deve ser encaminhada apenas um pouco antes de ser precisa. Ainda mais importante, as pessoas precisam de estar motivadas, para aprender. Se souberem que não vão usar aquela (in)formação, não se concentrarão nela, e nada aprenderão.
. Quando o tempo é crítico, então a formação pode ser preferível a deixar as pessoas aprenderem por sua conta.
. Mesmo o melhor sistema virtual de aprendizagem não consegue implantar talento e instinto
. Muita formação hoje em dia é sobre liderança, diversidade em equipas, aconselhamento. Não é que estas capacidades não possam ser ensinadas; apenas que fico nervoso só de pensar em ensiná-las.

Schank Citações

1. O Desfazer do Mal – Remediando os problemas causados pela má formação
. O desenho de programas de aprendizagem deve acomodar personalidades diferentes, que afectam a maneira como as pessoas aprendem
. Num programa virtual, deve-se prever várias alternativas de aprendizagem: algumas pessoas, consoante a sua personalidade, perante uma falha tenderão a perguntar ao chefe, outras a tentar de novo, outras ainda a ouvir uma história relacionada com essa falha
. O ponto é que, as pessoas aprendem capacidades, simulando a realidade
. O conceito medieval de aprendizagem sobreviveu como uma ferramenta de ensino até recentemente
. Será que antes de terem filosofia, os alunos não sabiam pensar?
2. Trabalho de Simulação – Criando ambientes ideais para aprendizagem
. O que é particularmente curioso acerca desta situação é que o computador faz com que a aprendizagem através da acção seja uma opção realista em muitas situações
. Nós aceitamos as falhas dos nossos filhos como parte do seu processo de aprendizagem…
. Nada do que alguém diz (não interessa o quão eloquente e inspirador for) fará mais do que te inspirar. Tens de interiorizar os procedimentos para trabalhar melhor. Para isso tens de tentar e receber ajuda quando falhas.
. Ganhando experiência e passando por centenas de caos, gradualmente aprendemos as subtilezas do trabalho que não são fáceis de ensinar
. Porquê histórias? Porque é onde estão as pepitas de ouro do conhecimento organizacional e transforme-as em ferramentas de aprendizagem
. As simulações são arquitectadas de modo a que as pessoas façam naturalmente os erros que fariam nas situações da vida real
. Quando uma falha ocorre, a simulação deve ter sido desenhada para dar aos formandos um certo número de opções sobre como prosseguir
. As simulações devem acomodar uma grande variedade de tipos de personalidade e preferências
. Seja a simulação ao vivo ou computorizada, a aprendizagem virtual não funciona se as pessoas não estiverem motivadas. A simulação deve ajudar as pessoas a atingir o objectivo que elas querem atingir – cenários baseados em objectivos.
. Não há dúvidas que há alguns empregados que não querem saber da qualidade do seu trabalho para nada – alguns são preguiçosos, cínicos, etc., aos quais falta a motivação.
3. Falha – O motor da aprendizagem virtual
. Quando as pessoas experienciam uma expectativa gorada, a sua mente cria uma estratégia de rememoração. Esta, permite-lhes pensar nessa anterior falha no contexto da nova (possível) falha e, assim, evitá-la
. Para ter essas experiências e torná-las em histórias rememoráveis, as pessoas precisam de falhar no trabalho ou na simulação. Ganhar experiência através da simulação é uma alternativa mais prática para a maioria das organizações
4. Regras para Aprender
. É precisa a intensidade emocional da experiência – ou da simulação dessa experiência – para as histórias “colarem”, é preciso evocar a emoção
. O que muitos não compreendem é que mesmo as pessoas com baixo QI ou aqueles que não foram bons na escola, são bons aprendizes
. Para ensinar uma capacidade temos de a ensinar num contexto relevante
. Na escola e no trabalho, as é dito constantemente às pessoas que as suas ideias são más. Os professores ridicularizam os alunos que fazem sugestões estapafúrdias (porque não são as respostas correctas) e os patrões rejeitam as ideias que lhes parecem esquisitas, arriscadas, ou não concordantes com as práticas tradicionais. Tudo isto coarcta a criatividade. Tal negativismo é mau, porque as pessoas são, naturalmente, criativas.
. Os professores tendem a pensar que são mais importantes para o processo de aprendizagem do que realmente são. As pessoas ensinam-se a si próprias naturalmente.
. Ser bom (chefe) para uma pessoa que não o merece magoa todos os outros empregados que se esforçam arduamente, e que merecem consideração
. As pessoas perdem montes de tempo a tentar memorizar factos, procedimentos, e slogans. Tal memorização não tem o mínimo impacto no comportamento. Vejam-se os desperdícios de rios de dinheiro n as campanhas anti-droga e noutras.
. Quando os alunos fazem algo repetidamente, eles memorizam acções
. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as pessoas não têm diferentes estilos de aprendizagem. Têm, contudo, diferentes personalidades. Desenhar um processo de aprendizagem de diferentes modos para pessoas diferentes, não faz sentido.
. A maioria dos formandos reage à formação de um de dois modos: ou odeiam-na ou tomam-na como tempo fora dos seus trabalhos. Pelo que temos, quase sempre audiências apresentam resistência ou desinteresse. Então a melhor maneira é uma abertura que imediatamente os envolva e divirta. Depois é logo começar a dar-lhe tarefas – mesmo que não entendam exactamente o que estão a fazer, não faz mal, pois acabarão por perceber e podem sempre ir perguntando e pedindo ajuda, durante o processo
. A aprendizagem virtual não é especulação teórica. As ideias neste livro foram aplicadas com sucesso numa vasta gama de organizações.

10. Como a mente aprende, o modo como o treino deve ser
. A queixa mais frequente é: “Ele não se lembra de nada do que aprendeu na formação”.
Talvez seja porque nunca o chegou a aprender.
As escolas e as organizações fazem uma falsa assunção: Se isto for ensinado de forma clara e se as pessoas forem testadas, será relembrado. De facto, clareza e testes têm pouco a ver com o facto de algo ser relembrado ou não.
. O cenário ideal de formação cria grande confusão; os formandos serão surpreendidos, chocados, e por outro lado boquiabertos sobre como as coisas não estão a correr conforme o planeado.
. Os computadores, contudo, são muito mais amigos-da-aprendizagem; eles fornecem um ambiente que conduz melhor à aprendizagem do que um cenário de desempenho-de-papéis.
. Os cenários de aprendizagem virtual – especialmente aqueles bem construídos em computadores – usam metas e planos de forma a que as memórias possam ser armazenadas no nível de abstracção adequado.
. a quantidade de formação desnecessária que é fornecida hoje em dia é incrível. Talvez o exemplo mais egrégio desta prática envolva a formação em computadores. As companhias gastam, rotineiramente, milhões de euros e milhares de horas de trabalho para formar os seus empregados a saber trabalhar com novo software – folhas de cálculo, processamento de texto, etc. Tal formação é um desperdício de tempo e dinheiro, por três razões:
A mente das pessoas não consegue absorver a avalanche de informação que tipicamente é fornecida nesses cursos.
Porque os sistemas são novos e não há um corpo de experiência e conhecimento para o levar a cabo. Sem o conhecimento onde as falhas devem ocorrer, a aprendizagem não acontece
Mais importante, a formação é desnecessária porque as pessoas vão acabar por aprender esse software por sua própria conta.

13. Como irão as pessoas aprender no futuro
. A revolução no ensino ainda está na sua infância
. No futuro poderemos comprar pacotes genéricos ou de software que depois adaptaremos às nossas necessidades e idiossincrasias
. Os formadores terão, contudo, um papel diferente no seio da organização
. A capacidade de levar a formação às pessoas em vez de trazer as pessoas à formação aliviará os formadores de muitas tarefas burocráticas que hoje os assoberbam.
. Adaptar software, serviços e produtos será uma capacidade altamente recompensada, e as pessoas ligadas à formação, que são bons nessas tarefas, serão de um valor extraordinário.
. Os indivíduos comprarão (ou experimentarão na biblioteca) cinco ou seis simulações de empregos em diferentes indústrias. Depois de experimentar tais simulações, os estudantes do secundário terão uma muito melhor perspectiva do tipo de empregos que gostariam de exercer.

Setembro 8, 2008   Não há comentários