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A Educação “segundo a Google”: as propostas de Jeff Jarvis

Em post recente falei do livro da figura acima.

Como prometido então, aqui ficam as propostas referentes à área da Educação.

Quem precisa de uma universidade quando se tem a Google? Todo o conhecimento digital do mundo está disponível numa pesquisa. Podemos ligar aqueles que querem saber com aqueles que sabem. Podemos ligar os alunos aos professores mais adequados para eles (que podem ser colegas estudantes). Podemos encontrar especialistas de qualquer área. Os manuais escolares já não necessitam de estar petrificados em páginas, mas podem ser ligados a informação e debate; podem ser produtos de colaboração, actualizados e corrigidos, respondendo a perguntas e fazendo questionários, até mesmo a cantar ou a dançar. Não há motivo para os meus filhos estarem limitados aos cursos de uma escola; agora mesmo podem fazer cursos online de nada menos que o MIT e Stanford. E não há motivo para eu, há muito saído da faculdade, não poder também frequentar esses cursos.
Pode suspeitar que, por ser professor, vou agora sair desta litania de oportunidades com uma pirueta retórica e demonstrar porque é que devemos preservar as universidades tal como elas são. Mas não vou. Claro que valorizo a academia e a sua tradição e não pretendo que sejam destruídas. Mas tal como qualquer outra instituição examinada neste livro está a enfrentar desafios fundamentais à sua essência e existência na era Google, a educação também está. Na verdade, a educação é uma das instituições mais merecedoras de ruptura, e uma das que têm mais oportunidades para resultar.
Chame-me utópico, mas eu imagino uma nova ecologia educacional em que os estudantes podem fazer cursos em qualquer sítio e os instrutores podem seleccionar quaisquer estudantes, em que os cursos são cooperativos e públicos, em que a criatividade é promovida como a Google a promove, em que aprender com os erros é valorizado em detrimento da uniformidade e segurança, em que a educação continua para além dos 21 anos, em que os testes e diplomas importam menos que um portefólio de trabalho, em que a economia de oferta pode transformar qualquer pessoa com conhecimentos num professor, em que as competências de pesquisa e de raciocínio e cepticismo são valorizadas em detrimento das capacidades de memorização e cálculo, e em que as universidades ensinam uma abundância de conhecimento àqueles que o desejam, em vez de gerirem uma escassez de lugares na sala.

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Setembro 9, 2010   Não há comentários

Roger Schank – “Virtual Learning”

Já falei de Roger Schank aqui no blog. Na altura disse que adquiri 4 livros dele, por achar que é um autor que merece ser lido. É um autor que foi professor durante mais de 30 anos, é psicólogo cognitivo, doutor em computadores (inteligência artificial) e, reunindo todas estas áreas, aplicou-as na sua prática docente. Tornou-se um autor polémico devido às suas teses contra-corrente, que vem mantendo ao longo desses últimos 30 anos, embora com pouca audiência, se constatarmos como continuam os nossos sistemas de ensino (Schank é americano e debruça-se sobretudo sobre o sistema desse país, mas quase tudo o que escreve se pode aplicar a Portugal e, certamente, a quase todos os países).
Nessa conformidade, “Virtual Learning” é um livro de 1997 que não perdeu actualidade, e, embora tenha sido escrito a pensar na formação profissional para empresas, muito do que diz é válido para o ensino. Aliás, o autor, nos seus mais de 20 livros publicados quase não tem feito mais do que repisar as mesmas teses e conceitos, com algumas nuances, pequenos acrescentos e alterações fruto de reflexão.
Aqui ficam os conceitos base da teoria de Schank aplicada ao ensino e à formação, as suas máximas e alguns excertos retirados do livro em apreço.
Em alguns casos tais frases aplicar-se-ão mais a formação profissional, noutros ao ensino escolar, noutros ainda aos dois sistemas. Caberá ao leitor interpretar a intenção face ao contexto, nos casos de maior ambiguidade.
Alguns capítulos não são aqui apresentados por se tratarem de relatos de casos em que a aplicação das teses foi feita em algumas empresas, nomeadamente a Andersen Consulting, entre outras (um capítulo para cada caso).

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Setembro 8, 2008   Não há comentários

Uma Ideia Perigosa – Roger Schank

Cheguei ao conhecimento de Roger Schank através do site Edge. Este site, que utiliza a forma de revista virtual, funciona como ponto de encontro virtual de intelectuais, sobretudo cientistas das mais variadas áreas, e propõe-se sobretudo a discutir as mais modernas inovações da nossa sociedade, o seu impacto actual e futuro. Desde a descodificação do genoma humano, o estudo das ondas cerebrais, a influência dos computadores e da internet na vida do dia-a-dia, os novos paradigmas sociais, enfim, a gama é aquela que compõe toda a nossa vivência, do planeta e do universo.

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Agosto 28, 2008   Não há comentários