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Zao – “Osiris” + “Kawana”

Pop Rock

1 de Novembro de 1995
Álbuns pop rock – Reedições

Zao
Osiris (7)
Kawana (8)

MUSEA, DISTRI. PLANETA ROCK


zao

Os Zao formam o colectivo mais consistente saído do domínio do polvo Christian Vander, profeta dos Magma. Antigos companheiros de Vander, o pianista François “faton” Cahen e o saxofonista Yochko Seffer formaram desde sempre a sua espinha dorsal, aqui na companhia de outros dois nomes importantes da música alternativa francesa, o baterista Jean-My Truong e o baixista Joel Dugrenot. “Osiris”, de 1974, sucede à estreia “Z=7L”, em que os Zao não se tinham conseguido ainda libertar do amplexo asfixiante da garra dos Magma. É uma obra de transição entre a estética “zeuhl” (aplicável a todos os grupos com ligações a Kobaïa, planeta imaginário nascido das congeminações loucas de Christian Vander) e o posterior jazzrock vulcânico equidistante da visão convulsiva dos Magma (sobretudo de “Údu Wúdú”) e das geometrias jazzrock dos Soft Machine, da fase compreendida entre os álbuns “4th” e “Seven”. “Kawana”, de 1976, apresenta uma personalidade mais vincada, feita do equilíbrio entre a pulsão telúrica do baixo de Gérad Prévost e o lirismo do novo recruta, o violinista Didier Lockwood, outro ex-Magma exausto que não suportou a desmesura do mestre. Yochko Seffer, por seu lado, tornava progressivamente mais complexo o discurso do seu sax soprano, tendência que exploraria em pormenor no seu próprio projecto denominado Neffesh Music, ainda uma derivação orgânica da mundivisão “zeuhl”, registada num álbum como “Ghilgoul”. O êxito de vendas alcançado pela reedição de toda a discografia dos anos 70 dos Zao (devido em grande parte ao trabalho de pós-produção e promoção de Richard Pinhas, velho activista dos Heldon) levou a que o grupo se voltasse a reunir para gravar, o ano passado, um álbum novo (e bastante convencional, diga-se de passagem), com o título “Akhetanon”, entretanto já editado pela Musea. A juntar a estes encontra-se ainda disponível “Shekina”, cuja novidade reside numa interessante experiência com um quarteto de cordas.