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Witthüser & Westrupp – Der Jesus Pilz (self conj.)

Witthüser & Westrupp
Trips Und Traume (7)
Der Jesus Pilz (6)
Ohr, import. Torpedo

witthuserwestrupp_derjesuspilz

LINK (Lieder Von Vampiren, Nonnen + Toten)

Bernt Witthüser e Walter Westrupp formaram uma dupla cuja música se encaixa no movimento “krautrock” original. Gravados no auge da “kosmische musik”, em 1971, estes dois álbuns impresionaram Rolf-Ulrich Kaiser, patrão e ideólogo da Ohr e do psicadelismo germânico em geral, levando-o à criação selo subsidiário Pilz, especializado em música cósmica de tendência “folk”. No seu livro “Krautrocksampler”, Julian Cope inclui “Trips Und Traume” no seu “top” pessoal. O primeiro contacto com a música de Witthüser e Westrupp pode ser desmotivante. Sons secos suportam vocalizações, muitas vezes declamadas, em alemão, nua tecla “folk” teutónica de arestas cortantes. O próprio Cope refere no livro que, no caso de “Trips Und Traume”, a música está mais próxima do tom declamatório de Tim Buckley do que das “cosmic jams” da época. Mas a diferença instala-se na progressão de bandolins e vozes alucinadas de “Orienta” ou na cosmovalsa “Karlchen”, com Gille Lettman, a favorita do “kaiser” (Rolf-Ulrich…). Também disponível nesta importação, o álbum seguinte, “Der Jesus Pilz”, mistura cogumelos alucinogéneos com textos dos Evangelhos. É nesta combinação herática de elementos “sérios” com o desregramento formal provocado pelas substâncias psicadélicas que reside a maior provocação, mas também a principal debilidade, da música de Witthüser e Westrupp, um objecto estranho, entre o misticismo e a anedota, incrustado no corpo do “krautrock”.

Witthüser & Westrupp – Trips Und Traume

27.06.1997
Witthüser & Westrupp
Trips Und Traume (7)
Der Jesus Pilz (6)
Ohr, import. Torpedo

ww_tripsandtraume

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Bernt Witthüser e Walter Westrupp formaram uma dupla cuja música se encaixa no movimento “krautrock” original. Gravados no auge da “kosmische musik”, em 1971, estes dois álbuns impresionaram Rolf-Ulrich Kaiser, patrão e ideólogo da Ohr e do psicadelismo germânico em geral, levando-o à criação selo subsidiário Pilz, especializado em música cósmica de tendência “folk”. No seu livro “Krautrocksampler”, Julian Cope inclui “Trips Und Traume” no seu “top” pessoal. O primeiro contacto com a música de Witthüser e Westrupp pode ser desmotivante. Sons secos suportam vocalizações, muitas vezes declamadas, em alemão, nua tecla “folk” teutónica de arestas cortantes. O próprio Cope refere no livro que, no caso de “Trips Und Traume”, a música está mais próxima do tom declamatório de Tim Buckley do que das “cosmic jams” da época. Mas a diferença instala-se na progressão de bandolins e vozes alucinadas de “Orienta” ou na cosmovalsa “Karlchen”, com Gille Lettman, a favorita do “kaiser” (Rolf-Ulrich…). Também disponível nesta importação, o álbum seguinte, “Der Jesus Pilz”, mistura cogumelos alucinogéneos com textos dos Evangelhos. É nesta combinação herática de elementos “sérios” com o desregramento formal provocado pelas substâncias psicadélicas que reside a maior provocação, mas também a principal debilidade, da música de Witthüser e Westrupp, um objecto estranho, entre o misticismo e a anedota, incrustado no corpo do “krautrock”.