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Tom Verlaine – “The Miller’s Tale”

Pop Rock

12 de Junho de 1996
reedições poprock

Tom Verlaine
The Miller’s Tale
2XCD VIRGIN, DISTRI. EMI – VC


tv

Tudo o que você sempre quis ouvir de Tom Verlaine mas não sabia como nem onde, ou seja, andava à toa. A presente antologia reúne num primeiro compacto gravações inéditas ao vivo realizadas pelo músico nova-iorquino a 3 de Junho de 1982 no The Venue, em Londres, enquanto o segundo passa em revista a carreira do ex-Television em sessões de estúdio compreendidas entre os tempos com a banda e o mais recente trabalho a solo. Como é habitual neste tipo de edições, o pacote inclui temas e versões inéditos, neste caso uma sessão de 1986 com Dave Bascombe, para um álbum inicialmente previsto para sair na Polygram mas até à data nunca editado, “singles” e “maxis” em vinilo e um CD promocional da edição francesa da EMI. Óptimo pretexto para saborear de novo as descargas de energia da “new wave” norte-americana e aqui, em particular, da guitarra com sonoridade de cutelo de um dos seus líderes. Tanto nos Television, grupo que chegou a rivalizar em importância, com os Talking Heads e os Feelies, como na sua obra solitária, onde um formalismo mais cerebral substituiu um fulgor mas também a menor elaboração do colectivo. Pessoalmente, preferimos o álbum de estúdio, onde o desenho tem outro rigor e a imagem da televisão se fixa com maior nitidez. (7)



Tom Verlaine – “Warm And Cool”

Pop Rock

8 JULHO 1992

TOM VERLAINE
Warm and Cool

LP/CD Rough Trade, distri. MVM

Inesperado. Relaxante. Espartano. Ambiental. Um objecto de cristal. De despojamento. Tom Verlaine recupera a guitarra como instrumento ao serviço da serenidade, num exercício contemplativo que o coloca entre as vastidões desérticas de Ry Cooder, a sedução expressionista de B. J. Cole e a pureza tímbrica do doutor Les Paul.
Demarcando-se aqui de quaisquer pulsações rock, o antigo guitarrista dos Television descola dos “blues” a nostalgia para flutuar no diálogo tripartido, por vezes quase sonambúlico, com o baixo de Patrick Derivaz e a bateria de Billy Ficca. Música de refracções luminosas, tremulando entre as sombras do crepúsculo. “Warm and Cool” passa com tranquilidade, em vagas onde a guitarra nunca tem pressa de chegar a lado algum. “Cool”, sem dúvida. Cada tema é um pequeno lago de água escura. Cada nota um pingo de chuva, um estilhaço de espelho. Música com paredes de vidro. Nocturna. Naquela hora da noite em que se escuta o silêncio, as ruas estão desertas e os pensamentos fazem eco. Algures, ouvem-se passos. (7)

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