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Rob Angus – “Ethnoloopography” + O Yuki Conjugate – “Equator”

Pop Rock

1 de Fevereiro de 1995
álbuns poprock

Rob Angus
Ethnoloopography (8)

MULTIMOOD, IMPORT. ANANANA

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O Yuki Conjugate
Equator (8)

STAALPLAT, IMPORT. ANANANA

oyc

Electro-totens. Pequenos quadros de texturas naturalistas-ambientais. Batuques minimalistas. Sombras. Ciclos de trevas e cristal. Rob Angus é um técnico arqueológico que alia a computorização ao tribalismo. Como o título do álbum sugere, embora não se esgote aqui a sua arquitectura formal, os “loops” servem de veículo circular tanto para gravações étnicas de campo (cânticos, tambores, sons da natureza) como a sons sintéticos. Próximo de Jeff Greinke, ou do lado mais tribal de Asmus Tietchens e Peter Frohmader, Rob Angus elabora um catálogo de espectros, geografia de falso primitivismo que, recuando no tempo, encontra antecedentes no lado escuro de “Another Green World” e em “On Land”, ambos de Brian Eno, mas sobretudo nos esquiços dos Can, de genérico “E.F.S.” (“ethnological forgey séries”) reunidos em compacto no fabuloso “Unlimited Edition”, com selo Spoon (a versão em vinilo tem menos faixas e o título “Limited Edition”, numa edição da United Artists). O som dos O Yuki Conjugate, neste seu quarto álbum, depois de “Scene in Mirage”, “Into Dark Water” e “Peyote”, embora radicando em idênticas premissas, de uma estética que poderemos designar por naturalismo tecnológico, é mais amplo, imbuído de uma temporalidade que se distende em alucinações auditivas, não sendo por acaso que a banda escolheu o “peyote” – droga usada com fins ritualísticos e religiosos pelos índios mexicanos – como título para um dos seus trabalhos, opção que situa os O Yuki Conjugate num território sónico e mental próximo do de Jorge Reyes. Pesquisadores da noite, dos sons e da terra, Angus e os O Yuki Conjugate abrem túneis de acesso ao inconsciente colectivo. Música para navegantes.