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Rechenzentrum – The John Peel Session

12.10.2001
Rechenzentrum
The John Peel Session
Kitty-Yo, distri. Symbiose
8/10

LINK (Silence)

Sob o patrocínio do eterno dj John Peel, os Rechenzentrum tiveram a coragem de entrar em ruptura com o Groove a jacto que caracteriza o álbum anterior “Rechenzentrum”, um dos mais inteligentemente dançáveis do ano passado. “The John Peel Session” é uma experiência exploratória para fora desse território. “Vlotho exter” entra nos domínios da música acusmática, “Norden” é uma fantástica aliança de batimentos cardíacos e deflagrações industriais, “Vom boot zum haus” um interlúdio de música e câmara tentada pelo atonalismo, funcionando como separador de “Solaris”, e “Vertikal”, quinze minutos de tecno mutante, para dançar mas também para fugir de uma avalancha de pedregulhos. É que a música dos Rechenzentrum, de líquida passou a rochosa, como se as máquinas tivessem sido voluntariamente contaminadas por um vírus e obrigadas a enfrentar um bloqueio. “The John Peel Session” alinha-se, surpreendentemente, ao lado dos Mouse on Mars mais experimentais.

Rechenzentrum – Rechenzentrum

26.05.2000
Rechenzentrum
Rechenzentrum (8/10)
Kitty-Yo, distri. Symbiose


rech

Sabem aqueles jogos de computador cheios de corredores e galerias que se percorrem de trás para diante à procura de uma porta de saída para o “exterior”? A música dos Rechenzentrum, mais um grupo alemão para quem a electrónica é um modo de vida, funciona da mesma maneira. Entra-se nela como num labirinto e torna-se difícil sair de lá. A princípio parece que o caminho é sempre em frente. O “Groove” estabelece-se de entrada, em “Absent minded”, com o rigor de uma tabela matemática, implacável, algures entre a pista de dança e um quarto deixado vago pelos Kraftwerk. Mas no “Das Hillsbach Triptychon” que se segue, a imagem perde em linearidade para se pulverizar num mosaico de microrritmos em rotação e o mesmo tipo de refracções “dub” que os Kreidler usaram no seu álbum de remisturas, “Resport”. A terceira e última parte do tríptico, “Ausnhame”, é um fantástico momento de electrónica com um “smile” enorme afixado no monitor do computador, samba cibernético onde cada som se solta como uma colorida serpentina de ADN. O longo “Bildschirmschoner” provoca, por seu lado, um estado de hipnose profunda ao fim de alguns minutos. Tecno-Prozac elaborado no mesmo laboratório de química dos L@n, transmite informação subliminar ao córtex cerebral. “Remix”, “Camera silens/SFB 115”, o misterioso “Uecker randow” (na linha dos Tarwater recentes), o par “Submarine” e “King ant” (Tone Rec m versão “softcore”), “Planet Janet” (um vencedor, em qualquer pista de dança alternativa) e “Samurai”, industrial a la Funkstörung, completam o alinhamento de mais este objecto incontornável da nova fábrica de música electrónica alemã.