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Pram – The Museum Of Imaginary Animals

29.09.2000
Pram
The Museum Of Imaginary Animals (6/10)
Domino, distri. Ananana

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Reza a lenda que os quarto Pram se conheceram num supermercado K-Mart. Matthew Eaton e Max Simpson estavam atrás do balcão, as duas meninas, Rosie Cuckston e Sam Owen, apesar de já fazerem parte de um grupo chamado Cindy’s Mole, iam fazer compras. Nestas coisas nunca se sabe como a conversa vai acabar e, embalagem puxa embalagem, formaram uma banda. Enfiaram-se na chamada cena de Birmingham ao lado dos Plone e dos Broadcast e chamaram para influências gente como Syd Barrett, Richard Thompson, John e Alice Coltrane, The Fall, Black Uhuru, Slits e Raincoats. Ora bem, eu escolheria as Raincoats, porque, no capítulo vocal, embora não cheguem ao extremo de desafinar, as duas meninas incluem-se na categoria das “vozes engraçadas com tendência para desmaiar”. “the Museum of Imaginary Animals”, inspirado numa série de figuras expostas num museu de Gotemburgo, compostas por partes diferentes de animais, é um daqueles trabalhos feitos com mil cuidados, repletos de sons frágeis e exóticos de xilofones e theremins, mas incapaz de se manter imune à debilidade vocal já apontada. Assim não há pós-pop que resista nem música “subaquatic cinematic” que não naufrague. Muitas imagens estragadas. Relógios de music-hall parados no tempo. Histórias de fadas recicladas. Eu diria que estas fadas não fadam nem deixam fadar ao mesmo tempo que encaminharia os hipotéticos adeptos deste tipo de relicário pop para os braços dos Combustible Edison ou dos High Llamas. Ou, em “Cat’s cradle”, de uma fusão dos Non Credo com os OMD.