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Orchestral Manouvres In The Dark – “Universal”

Pop Rock

16 de Outubro de 1996
poprock

Orchestral Manouvres in the Dark
Universal
VIRGIN, DISTRI. EMI-VC


omd

Para os registos ficarão, provavelmente, apenas os dois “hits” do grupo da época dourada do electro pop, “Electricity” e “Enola Gay”. Mas os OMD sempre foram algo mais, conseguindo sobreviver à passagem dos anos com inflexões de estilo que lhes permitem não passar demasiado ao lado das correntes dominantes. Se “Organization” (uma homenagem aos mestres Ralf Hutter e Florian Schneider, através da referência à sua primeira banda, anterior aos Kraftwerk, os Organisation) e “Architecture & Morality” ainda hoje se deixam ouvir fora da estética então dominante, a verdade é que as linhas de electrónica suave dos OMD se foram progressivamente descaracterizando, ora numa tentativa de levantamento do que poderia designar-se por “soul cibernética”, ora confinando-se aos domínios da pop pura. “Universal” celebra a síntese de todos os malabarismos sónicos que moldaram a alma do grupo naquilo em que hoje se transformou, uma girândola barroca de extremo requinte, onde pululam moléculas de sintetizador e naves espaciais forradas a veludo trespassam os céus e deixam rastos de baunilha no azul. Uma produção esmerada e anos de experiência acumulada transportaram os OMD para um limbo caleidoscópico – onde cabem “sitars” cósmicas e o gospel – sem fronteiras definidas e onde bandas como os Tears for Fears ou Depeche Mode jamais se atreveram a entrar. Psicadélicos e plásticos, mais do que nunca apaixonados pela melodia descarada e pelo modelo dos Beatles, os OMD fragmentaram-se numa deliciosa confusão universal. (6)



Orchestral Manoeuvres in the Dark – “The Best of OMD”

Pop Rock

22 de Março de 1995
álbuns poprock

Orchestral Manoeuvres in the Dark
The Best of OMD

VIRGIN, DISTRI. EMI – VC


omd

Quando os sintetizadores voltaram para a dianteira, ultrapassando as guitarras, eleitas pelo “punk”, duas facções de destacaram, os “industriais” para um lado, o “electropop”, para o outro. Os Orchestral Manoeuvres incluíram-se neste segundo grupo, ao lado dos Depeche Mode e Yazoo. Discípulos dos Kraftwerk (que, segundo se conta, consideraram os OMD os seus mais credíveis seguidores), o grupo destacou-se da elaboração de melodias facilmente trauteáveis, apoiadas no previsível arsenal electrónico, que se encontram espalhadas ao longo da sua já vasta discografia em álbum. A maior parte destas canções foi editada em paralelo em “single”, reunindo a presente colectânea a totalidade de temas lançados neste formato até 1985 pelos OMD, como “Electricity”, “Enola Gay”, “Souvenir”, “Joan of Arc”, “Telegraph” e “Locomotion”, entre outros. A par deste “Best of”, acabou também de ser reeditado “Architecture & Morality”, o álbum onde os OMD conseguiram ser algo mais que uma banda para consumo imediato, a par de “Organization”, um dos seus álbuns a merecerem algumas linhas na história breve da “cold wave”. (6)