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O Yuki Conjugate – “Sunchemical”

Pop Rock

3 de Abril de 1996
Álbuns poprock

O Yuki Conjugate
Sunchemical
STAALPLAAT, IMPORT. SYMBIOSE


oyc

Para os apreciadores da música electro-ritual dos O Yuki, registada em álbuns como “Into Dark Water”, “Peyote” e “Equator”, este novo registo terá uma aceitação menos pacífica. O lado ambiental, alucinatório, característico daqueles trabalhos, embora ainda presente, fez contudo algumas cedências a batidas dançáveis, o que não admira quando se consulta a ficha técnica e aí se percebe que todos os temas foram sujeitos a misturas efectuadas por DJ. Dos seis temas, correspondentes a elementos químicos, “Californium” refracta os estertores da tecno e “Carbon” safa-se à tangente de cair na “etno vocês sabem o quê”, enquanto a massa sonora restante de “Sunchemical” devolve a química habitual dos O Yuki Conjugate – uma música de hipnose praticada na sombra que um apresentador virtual define, no início de “Sulphur”, como “abstracta”, “atmosférica” e “expressiva”. (7)



Rob Angus – “Ethnoloopography” + O Yuki Conjugate – “Equator”

Pop Rock

1 de Fevereiro de 1995
álbuns poprock

Rob Angus
Ethnoloopography (8)

MULTIMOOD, IMPORT. ANANANA

ra

O Yuki Conjugate
Equator (8)

STAALPLAT, IMPORT. ANANANA

oyc

Electro-totens. Pequenos quadros de texturas naturalistas-ambientais. Batuques minimalistas. Sombras. Ciclos de trevas e cristal. Rob Angus é um técnico arqueológico que alia a computorização ao tribalismo. Como o título do álbum sugere, embora não se esgote aqui a sua arquitectura formal, os “loops” servem de veículo circular tanto para gravações étnicas de campo (cânticos, tambores, sons da natureza) como a sons sintéticos. Próximo de Jeff Greinke, ou do lado mais tribal de Asmus Tietchens e Peter Frohmader, Rob Angus elabora um catálogo de espectros, geografia de falso primitivismo que, recuando no tempo, encontra antecedentes no lado escuro de “Another Green World” e em “On Land”, ambos de Brian Eno, mas sobretudo nos esquiços dos Can, de genérico “E.F.S.” (“ethnological forgey séries”) reunidos em compacto no fabuloso “Unlimited Edition”, com selo Spoon (a versão em vinilo tem menos faixas e o título “Limited Edition”, numa edição da United Artists). O som dos O Yuki Conjugate, neste seu quarto álbum, depois de “Scene in Mirage”, “Into Dark Water” e “Peyote”, embora radicando em idênticas premissas, de uma estética que poderemos designar por naturalismo tecnológico, é mais amplo, imbuído de uma temporalidade que se distende em alucinações auditivas, não sendo por acaso que a banda escolheu o “peyote” – droga usada com fins ritualísticos e religiosos pelos índios mexicanos – como título para um dos seus trabalhos, opção que situa os O Yuki Conjugate num território sónico e mental próximo do de Jorge Reyes. Pesquisadores da noite, dos sons e da terra, Angus e os O Yuki Conjugate abrem túneis de acesso ao inconsciente colectivo. Música para navegantes.





O Yuki Conjugate – “Undercurrents (Into Dark Water)”

Pop Rock

7 OUTUBRO 1992

O YUKI CONJUGATE
Undercurrents (Into Dark Water)

CD Staalplaat, import. Contraverso

oyc

“Into Dark Water”, álbum original de 1986 desta banda britânica, mudeou e nome e ganhou cinco novos temas, gravados entre 1987 e Fevereiro de 1992. Os O Yuki Conjugate exploram o filão da música étnica ritual. São mais electrónicos que os Lights in a Fat City, bastante mais escuros que Jon Hassell, Steve Roach e Robert Rich e menos dramáticos que Jeff Greinke, nas suas sonorizações de colisões de icebergues e montanhas. À semelhança do disco seguinte – “Peyote” –, a música surge das profundezas, de estratos rochosos em deslocação, de fossas abissais que dão para reinos onde não chega a luz do sol, de correntes subterrâneas que o título sugere. Nos O Yuki, os sons escorrem com a lentidão e a força da lava. Pulsações nocturnas mantêm o ritmo de um corpo em movimento permanente. Percussões de água, pedra e madeira, flautas pagãs e um piano de gelo ecoando numa gruta sem luz – fragmentos de um mundo primordial, cujo sentido se diz nas vibrações dos elementos – perfilam a grande noite dos deuses antigos. (8)