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Monoton – “Monotonprodukt 07 20y++”

(público >> y >> pop/rock >> crítica de discos)
19 Setembro 2003


MONOTON
Monotonprodukt 07 20y++
Oral, distri. Matéria Prima
8|10



Alerta! “Monotonprodukt 07 20y++” é a reedição, revista e melhorada, de um clássico da eletrónica dos anos 80. Criado em 1985, pelo austríaco Konrad Becker, “Monotonprodukt 07” (assim se intitulava então) é um dos esteios da transição da estética “krautrock” dos anos 70 para a eletrónica industrial dos 80, posteriormente reapropriada pela geração pós-tecno dos 90. A “Wire” integrou este álbum na lista dos 100 “mais importantes e ignorados” do séc. XX. A música é minimalista, apoiada em programações artesanais e caixas de ritmo monolíticas que tanto fazem lembrar os franceses Heldon e Spacecraft como os D.A.F. ou uma aliança sinistra de clones-zombies dos Tangerine Dream com os Suicide. Tal e qual uma sessão de hipnose destinada a enviar-nos para o fundo do poço dos nossos medos, é definido no livrete como uma “experiência física da vibração e do ritmo, construída sobre frequências audíveis ou inaudíveis, e estruturada segundo padrões matemáticos” ou ainda, mais de acordo com o que os sentidos provam e não receiam, “uma massagem de ondas sonoras”. Ideal para lobotomias sem dor.



Monoton – “Monotonprodukt 07 20y++”

19.09.2003
Monoton
Monotonprodukt 07
20y++
Oral, distri. Matéria Prima
8/10

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Alerta! “Monotonprodukt 07 20y++” é a reedição, revista e melhorada, de um clássico da electrónica dos anos 80. Criado em 1985, pelo austríaco Konrad Becker, “Monotonprodukt 07!” (assim se intitulava então) é um dos esteios da transição da estética “krautrock” dos anos 70 para a electrónica industrial dos 80, posteriormente reapropriada pela geração pós-tecno dos 90. A “wire” integrou este álbum na lista dos 100 “mais importantes e ignorados” do séc. XX. A música é minimalista, apoiada em programações artesanais e caixas de ritmo monolíticas que tanto fazem lembrar os franceses Heldon e Spacecraft como os D.A.F. ou uma aliança sinistra de clones –zombies dos Tangerine Dream com os Suicide. Tal e qual uma sessão de hipnose destinada a enviar-nos para o fundo do poço dos nossos medos, é definido no livrete como uma “experiência física da vibração e do ritmo, construída sobre frequências audíveis ou inaudíveis, e estruturada segundo padrões matemáticos” ou ainda, mais de acordo com o que os sentidos provam e não receiam, “uma massagem de ondas sonoras”. Ideal para lobotomias sem dor.