Arquivo de etiquetas: Mia Doi Todd

Mia Doi Todd – “The Golden State”

(público >> y >> pop/rock >> crítica de discos)
18 Abril 2003


MIA DOI TODD
The Golden State
Columbia, distri. Sony Musica
7|10



Apesar do nome induzir em associações maliciosas, Mia Doi Todd é um daqueles segredos bem guardados do território da pop no feminino. Com produção de Mitchell Froom e a guitarra do neo-hendrixiano Nels Cline, “The Golden State”, primeiro álbum elétrico após uma sucessão de três acústicos, é, nas palavras da autora, um “pequeno mantra” que tem tanto a ver com os montes relvados que rodeiam a Intestate 5 na Califórnia, como o Jardim do Paraíso ou uma sociedade perfeita inspirada nos ideais de Platão e Confúcio. Desprende-se um idealismo inato da música desta californiana com raízes no Oriente e na Irlanda que estudou teatro “butoh” no Japão. Fruto de uma tensão construída com base na contradição entre racionalidade e emoção. “In my age of reason/complicated by feelings/I dream of impossible things/I dream of impractical things”, canta em “Age of reason”. Como em Aimee Mann ou Nico — que Mia parece retratar compondo uma versão “quente” da diva lunar dos Velvet na faixa “Like a knife” — a violência não é explícita mas parte de um processo de autodescoberta. Que esse processo se ilumine numa espécie de ikebana musical, eis o toque de Midas de “The Golden State”.



Mia Doi Todd – “The Golden State”

18.04.2003
Mia Doi Todd
The Golden State
Columbia, distri. Sony Music
7/10

LINK

Apesar do nome induzir em associações maliciosas, Mia Doi Todd é um daqueles segredos bem guardados do território da pop no feminino. Com produção de Mitchell Froom e a guitarra do neo-hendrixiano Nels Cline, “The Golden State”, primeiro álbum eléctrico após uma sucessão de três acústicos, é, nas palavras da autora, um “pequeno mantra” que tanto tem a ver com os montes relvados que rodeiam a Interstate 5 na Califórnia, como o Jardim do Paraíso ou uma sociedade perfeita inspirada nos ideais de Platão e Confúcio. Desprende-se um idealismo inato da música desta californiana com raízes no Oriente e na Irlanda que estudou teatro “butoh” no Japão. Fruto de uma tensão construída com base na contradição entre racionalidade e emoção. “In my age of reason/ complicated by feelings/ I dream of impossible things/ I dream of impractical things”, canta em “Age of Reason”. Como em Aimee Mann ou Nico – que Mia parece retratar compondo uma versão “quente” da diva lunar dos Velvet na faixa “Like a knife” – a violência não é explícita mas parte de um processo de auto-descoberta. Que esse processo se ilumina numa espécie de ikebana musical, eis o toque de Midas de “The Golden State”.