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Les Nouvelles Polyphonies Corses Avec Hector Zazou – “Les Nouvelles Polyphonies Corses”

Pop-Rock Quarta-Feira, 27.11.1991


LES NOUVELLES POLYPHONIES CORSES AVEC HECTOR ZAZOU
Les Nouvelles Polyphonies Corses
CD, Philips, import. Contraverso



À primeira vista, “Les Nouvelles Polyphonies…” poderá passar por mais um exemplar, entre muitos, de “world music”. Os arranjos de Hector Zazou introduzem a diferença, num disco que não destoaria na série Made to Measure. No canto corso, de reminiscências gregorianas, por vezes evocativo dos cantares alentejanos, encontrou Zazou matéria suficiente para mais um exercício de miscigenação. Entre o canto poderoso dos rituais “paghjella” que ligam a comunidade às forças cósmicas e a electrónica. Tradição e futuro irmanados no desejo de elevação. Síntese do antigo e do novo, do Oriente e do Ocidente, do corpo e da tecnologia.
Ponto fulcral de cada tema, as vozes e a sua harmonia determinam a orientação dos arranjos de Hector Zazou e as interpretações de uma constelação de grandes músicos, sensíveis à grandiosidade do terramoto vocal e à essência do canto corso: Ryuchi Sakamoto, Ivo Papasov, Steve Shehan, Richard Horowitz, Manu Dibango, Jon Hassell, John Cale e o grupo de música electrónica Lightwave, para além do próprio Zazou. Como se pode ler na contracapa: “Declaração de amor, poemas de esperança ou de sofrimento, as polifonias cantam também a terra queimada pelo sol, a água que corre, o crepúsculo e a alvorada, a alma profunda do povo corso. (8)

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Les Nouvelles Polyphonies Corses – “In Paradisu”

POP ROCK

26 Março 1997
world

Les Nouvelles Polyphonies Corses
In Paradisu
MERCURY, DISTRI. POLYGRAM


ip

Eis o exemplo típico de uma fórmula esgotada. Fazer chegar as polifonias da Córsega aos ouvidos comodistas não é fácil, reconheçamos. Foi preciso convocar uma infinidade de estrelas pop, sob a liderança de Hector Zazou, para que “Les Nouvelles Polyphonies Corses”, no seu primeiro volume, tivesse sucesso que teve. Mas as estrelas foram à sua vida e a tarefa ciclópica como era dantes. John Cale, que já participara no disco anterior, tomou, desta feita, nas suas mãos a produção, partilhando-a com David Young. Há uma explicação para esta partilha de responsabilidades. É que “In Paradisu” está montado segundo um esquema no qual faixas “duras” de polifonias “a capella” são intercaladas com os temas de fusão que fazem vender. Cale encarregou-se apenas da produção destas últimas, as quais, diga-se em abono da verdade, se aproximam, nalguns casos, da indigência, como acontece no tema de abertura, onde a ânsia de fazer dançar transforma “Perdona mio diu” num pecado imperdoável. Quanto à outra metade, a cargo de Young, dirige-se aos puristas que certamente acharão intoleráveis as intromissões do outro lado. Do “outro lado” não estão desta vez nomes sonantes, descontando Patti Smith, que faz uma declamação em “Dies irae”. Escondido na mesa de mistura, está ainda Ben Neill, um nome bem conhecido entre os apreciadores das “novas músicas”, com o seu “mutan-trumpet”, simbiose de trompete com computador. “In Paradisu” tem como subtítulo “Missa dos vivos e missa dos defuntos”. Quem é quem, cada um que decida… Um caso típico onde os respectivos participantes “não sabem da missa a metade”… (6)

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