Arquivo de etiquetas: Júlio Pereira

Júlio Pereira & Kepa Junkera – “Lau Eskutara”

Pop Rock

21 de Fevereiro de 1996
World

Irmãos de sangue, irmãos de mãos

Júlio Pereira & Kepa Junkera
Lau Eskutara (8)
Triki, distri. Sony Music


jp

Puro prazer de tocar. Puro prazer de escutar. Neste jogo a duas mãos, encontraram-se duas almas gémeas. Júlio Pereira e Kepa Junkera são mestres dos respectivos instrumentos. De corda dedilhada, o português, da “trikitixa” (acordeão diatónico), o basco. Juntos, fazem miséria. Na sequência do que o seu anterior trabalho, “Acústico”, já deixava antever, Júlio Pereira abandonou, até ver, a obsessão pela tecnologia e pelo tratamento digital das sonoridades do cavaquinho, da braguesa ou do bandolim. A companhia do basco, cuja personalidade extrovertida e capacidade de compreensão, adaptação e interiorização de diferentes discursos musicais são notáveis, serviu de estímulo ao “virtuose” português, que, de resto, estamos mortinhos por ouvir, na gravação recente que efectuou com os Chieftains.
Em Portugal e em termos técnicos, em particular na área onde se move, próxima do tradicional, Júlio Pereira tem poucos parceiros à altura, é um facto. Esta falta de competitividade alheia, chamemos-lhe assim, tem funcionado amiúde em seu desfavor, obrigando-o a refugiar-se num discurso solitário, com os seus sonhos ou com as máquinas. Já o escrevemos várias vezes: ao vivo, Júlio Pereira transfigura-se. Várias vezes o vimos à procura, num misto de alegria e desespero, de alguém que o acompanhe às alturas e liberdades formais que são as suas. Acaba quase sempre por subir sozinho. Aqui sobem dois pela mesma corda, puxando cada um pelo outro, como duas crianças.
Verdadeiro diálogo de mãos, mas também de concepções musicais que se completam, “Lau Eskutara” mostra, no entanto, sem estarmos a cair no chauvinismo, que é Júlio Pereira a ditar a direcção, sendo ele a comandar as operações. Kepa, como já o dissemos, é o camaleão perfeito, o parceiro que segue até onde for preciso, estando, seja qual for a circunstância, à altura das exigências. Partiram ambos “de uma simples ideia de criação de música folk acústica em forma de dueto”, numa “mistura doce, rítmica e mágica de diferentes timbres, sons e sentimentos, dançando com intensidade dentro de um mesmo coração universal”, escreveram na capa.
Uma universalidade que se manifesta no convívio com os ritmos africanos (“Pousada das neves”), na transfiguração do “hornpipe” (“Dantza com noivos”) ou no “reel” (Señora moça”) celtas, na jovialidade rítmica de uns Penguin Cafe Orchestra (“Pedrinhas”, “Pátio das camélias”) ou na fusão sem fronteiras da maioria dos temas, para se agarrar a um nome concreto, em “Sodade”, composto pelos cabo-verdianos Luís Morais e Amândio Cabral e servido por uma interpretação surpreendente da portuguesa Minela. Ou ao fado, em “disfarces”. Terminam ambos a bater no coração da terra, percutindo a madeira da típica “txalaparta” basca, no título-tema, o mais experimental deste diálogo a pedir continuação.

Júlio Pereira – “Braguesa” – Série: “Os Melhores De Sempre – Música Portuguesa”

Pop Rock

12 de Julho de 1995
Os melhores de sempre – música portuguesa

Júlio Pereira
Braguesa


jp

Como foi

“Tive que adiar o estúdio por três meses porque parti duas unhas na Holanda.” Não podia ter principiado de pior maneira a gravação de “Braguesa”, o álbum de Júlio Pereira que haveria de suceder ao muitíssimo aclamado “Cavaquinho”. De novo com as unhas crescidas e de fora, Júlio Pereira não se lembra de ter acontecido durante as gravações “nada de especial”. “Normalmente distancio-me dos meus discos mal acabo de os fazer.” Em concreto, o músico lembra-se da “dificuldade” que sentiu “por causa do enorme êxito” do seu antecessor: “Lembro-me de ainda estar a gravar e ir com o José Fortes a uma pastelaria que havia ao lado do estúdio, e durante dois ou três dias vermos nos jornais prémios que ainda estavam a sair, relacionados com o «Cavaquinho’.”
“Se eu tive tanto êxito com esse disco, o mais normal seria gravar outro com o mesmo instrumento, só que nunca vou pela maneira mais fácil.” É a sua explicação para ter passado do cavaquinho para a braguesa. “Se me dediquei a um instrumento e curti ao máximo as suas características, e o que se podia fazer com ele, acabei por pensar ‘porque é que não faço isso com outro? ‘ Até porque quando fiz o ‘Cavaquinho’ já tinha algum contacto com a viola braguesa.” Júlio Pereira descobriu este instrumento “quando ia lá acima ter com o construtor, Domingos Machado”. Ainda na altura em que estava a fazer o ‘Cavaquinho’, comprei uma braguesa. Aí decidi atirar-me a um projecto novo, à descoberta de um instrumento novo”, conta o instrumentista que reconhece ter sido este seu segundo trabalho, e ao contrário do seu antecessor, sobretudo do agrado “ de alguns eruditos que o consideraram mais interessante que o próprio ‘Cavaquinho’”, um álbum que, pelas limitações e condicionalismos deste pequeno instrumento de cordas, o próprio autor define como o mais “regionalista” de toda a sua discografia. “De resto, já a atmosfera da primeira parte de ‘Cantar galego’ era feita com a braguesa, já com outra sonoridade.” Entre os que manifestaram a sua preferência por “Braguesa”, contavam-se José Afonso e o etnólogo dr. Ernesto veiga de Oliveira, ambos já falecidos.
Depois do cavaquinho e da braguesa, seguir-se-ia, anos mais tarde, o bandolim. Uma inconstância, ou falta de fidelidade, para a qual Júlio Pereira encontra uma justificação: “Nunca serei uma espécie de Carlos Paredes, porque uma coisa natural que tenho é jeito para tocar vários instrumentos de corda. Tenho a certeza de que nunca me irei dedicar apenas a um. Não há nada a fazer quanto a isso.”
Comparando com “Cavaquinho”, as sessões de “Braguesa” foram “mais difíceis”: “Já era uma gravação que utilizava muitas pistas, ou seja, 24 pistas, uma mesa praticamente nova, isto no Angel Studio 1, que foi o estúdio idealizado e gerido pelo José Fortes.” Estúdio que, pelas suas características inovadoras, representou o ponto de partida para as “melhores gravações nacionais, o que está amplamente demonstrado em discos”. “Braguesa” foi a “segunda experiência” aí realizada. “Só foi um bocado complicado porque já tinha talvez pistas a mais.” Lá dentro, “alguns temas eram tocados parcelarmente ao vivo, quer dizer, podiam tocar três músicos ao mesmo tempo, e noutro tocar só um”. Rodagem para o disco, já tinha sido feita. “Ensaiei com os músicos todos, aliás, nessa altura tinha um grupo do qual faziam parte o Janita, o Serginho [Sérgio Mestre], o Zíngaro e o Rui Júnior.” Com uma excepção: “Em dois ou três dos meus discos costumava fazer um tema final fora do contexto geral, onde houvesse uma onda mais ou menos de improvisação e sobretudo algo que fosse mais contemporâneo do que antigo. Neste caso foi ‘Quatro elementos’, onde entrava a Amélia [N.R.: Amélia Muge, então uma ilustra desconhecida, que Júlio Pereira conheceu em Moçambique, quando a cantora andava em digressão com José Afonso] e o Edgar Caramelo, embora inicialmente estivesse prevista a presença do Rão Kyao. Só que o Rão Kyao teve uma atitude esquisita, mandando o ‘manager’ dizer que eu queria ganhar quatro vezes mais do que os restantes músicos. Claro que não permiti isso, como é óbvio.”
Puxando um pouco mais pela memória, Júlio Pereira recorda que nesse ano, 1983, devia ser “o único músico neste país que tinha computador”. “Já estava informatizado”, garante. Uma faceta explorada ainda de forma embrionária em “Braguesa”, mas que viria a ser aprofundada nos álbuns seguintes. “A braguesa estava muito ligada a uma região. Isso implicava ir lá, conhecer pessoas, ouvi-las tocar, tocar com elas.” Uma “experiência demasiado absorvente” para que o músico pudesse dedicar nessa altura mais atenção aos sons sintetizados.
Para Júlio Pereira, “Braguesa” fica ainda como o álbum que lhe deu a oportunidade de conhecer as duas filhas de Janita Salomé, Catarina e Marta, “então duas gaiatas”, que cantam em “Olha a triste viuvinha” e com quem viria a trabalhar mais tarde no derradeiro álbum de José Afonso, “Galinhas do Mato”. Júlio Pereira salienta por fim que “Braguesa” foi o disco que mais o fez “rebuscar coisas, em termos de material didáctico”. “Nunca rebusquei tanto em bibliotecas ou em arquivos, nem nunca fiz tantas viagens.” Para conhecer a braguesa, o seu reportório e a sua história.

Como é

O sucesso com que foi acolhido “Cavaquinho”, um álbum que deixou marcas no modo de sentir e fazer música tradicional portuguesa, fez aumentar as responsabilidades de Júlio Pereira, curiosamente um músico saído da escola do rock. “Braguesa” constituiu a melhor resposta ao imediatismo e apelo popular do álbum anterior, forçado a obedecer às exigências de um instrumento, o cavaquinho, demasiado arreigado à tradição minhota com as suas características de vincada extroversão. A braguesa, pelo contrário, de sonoridade menos cerrada, permitiu a Júlio Pereira libertar-se para uma visão mais pessoal e experimentalista do universo tradicional. Não foram só os horizontes geográficos que se alargaram, agora num roteiro que descia de Trás-os-Montes ao Alentejo: a própria noção de interpretação incorporou novos conceitos e possibilidades estilísticas, e começar pelo enriquecimento das estruturas rítmicas populares, desde sempre uma das particularidades formais da obra deste autor. A isso acrescentou-se uma diversificação e exploração tímbrica, que em “Milho Verde” anunciava já as futuras incursões no tratamento computorizado dos sons e em “Ó Aninhas ó Aninhas” e “Murinheira”, dois tradicionais transmontanos, se manifestava num conhecimento, não apenas intuitivo, no primeiro caso, das cadências que neste século andam associadas à música antiga e, em “Murinheira”, de algumas das premissas hoje seguidas na chamada “world music”. Dois extremos que ilustram, ao nível dos arranjos, toda uma atitude demonstrada por um músico que chegou a estar enredado nas malhas de um estilo inconfundível, sem, contudo, deixar de manter a necessária distância de si próprio, de maneira a, nas alturas devidas, romper com o passado e dar o salto seguinte na escala da sua evolução pessoal. “Braguesa”, no perfeito equilíbrio que estabelece entre a voz popular e a erudição do perfeccionista (sintetizado de modo exemplar num tema como “Olha a triste viuvinha”), representa a matriz dessa evolução que vem caminhando dos espaços rasgados do nosso folclore, para os espaços milimétricos e labirínticos que são os da arte, pessoal e intransmissível, de Júlio Pereira, aqui desenhados sem preconceitos de qualquer espécie no tema final, “Quatro elementos”.



Essa Treta De Sermos Todos Amigos – artigo

Pop Rock

21 de Dezembro de 1994

ESSA TRETA DE SERMOS TODOS AMIGOS

Natal, tempo de tradição. De rituais que se repetem. Mas para Filipa Pais e Júlio Pereira, dois músicos que de perto convivem com a música tradicional e que o PÚBLICO juntou num almoço em Lisboa, esta época diz pouco, no que diz respeito aos seus aspectos mais convencionais. Concordam ambos que a reunião da família é o mais importante. A cantora de “L’ Amar” ainda sente prazer em dar e receber prendas. Quanto ao instrumentista e autor de “Acústico”, o dia de Natal limita-se a ser um período de férias forçadas, amizade ao cronómetro, demagogia e mais trânsito nas horas normais.


Julio_Pereira_Acustico_FT

jp2

fp

fp2

Escolheu-se para local de repasto o restaurante O Fumeiro, especializado na cozinha tradicional das Beiras. Mãozinhas de vitela para Júlio Pereira, um cozido à Beirão portentoso para Filipa Pais, antecedidos pelo petiscar de morcelas, linguiça em vinha de alhos, farinheira, salpicão, queijo da serra e requeijão. Comida forte, amenizada por um Quinta do Cotto de 91, de veludo, óptimo para confortar o espírito mas também para dissolver resistências interiores e desatar a língua.
Satisfeito o paladar, o natal passou a tema de conversa. Relembraram-se festejos passados em família. O Natal de hoje, esse, parece já não dizer nada tanto a Filipa Pais como a Júlio Pereira. Afinal, um dia de Inverno como outro qualquer. Ou quase… “Nunca sei quando é que é sexta, ou sábado, ou… só sei quando é domingo porque é o dia em que não encontro ninguém para jantar. Dias de festa, não sei o que é isso!” – diz Júlio Pereira, o mais desencantado dos dois – “A minha relação com o Natal é uma coisa muito estranha. De repente começo a aperceber-me que há muito trânsito às horas normais. Ligo a televisão e é só anúncios. E depois há aquela coisa dos telefonemas dos amigos e da família e só aí é que tenho consciência que é natal. Aliás, o natal resume-se para mim simplesmente a ir almoçar a casa dos meus pais.” Júlio Pereira passou sempre o Natal na cidade. “Só as férias grandes, em miúdo, é que eram passadas na Beira baixa.” Nos últimos anos, porém, essa rotina foi quebrada, com o dia de Natal passado em Braga “na casa de uma família de amigos”. Júlio Pereira não vive de facto o espírito de Natal. “De facto não tenho prática”, diz, “o Natal para mim é uma espécie de férias inevitáveis”.
“Estou chocada!”, foi o comentário proferido em tom de brincadeira por Filipa Pais, embora reconhecendo que para si o Natal “já não tem nada a ver” com o que era “quando tinha sete anos”. Nessa altura, embora o pai da cantora não fosse religioso nem ela própria seja baptizada, “o que acontecia era sempre uma grande festa familiar”, normalmente na casa da mãe, no Campo Pequeno, em Lisboa. “Eu tinha já nessa altura a preocupação de oferecer prendas a outras pessoas, a mesma preocupação que me persegue agora. Nunca acreditei no Pai Natal mas o meu pai faia sempre aquela coisa de estarmos todos na sala e ele a fingir de Pai Natal, aquele número que já toda a gente sabia. Íamos todos à chaminé buscar as prendas todas.”
Júlio Pereira também nunca se deixou “enganar”: “Lembro-me de estar à espera no outro dia, acordar cedo e ir a correr para a chaminé. Mas tive azar porque faço anos a 22 de Dezembro. A prenda era sempre uma só.” “Horrível!”, exclama Filipa Pais. “Não gosto da demagogia em torno do Natal”, continua o homem do cavaquinho, da braguesa e do bandolim, “essa história de sermos todos irmãos nesta data sempre me meteu muita aflição. O pretexto de uma amizade pontual situada num dia tal do ano em que temos todos que ser amigos e darmos coisas uns aos outros é uma coisa ridícula”. Filipa Pais concorda. Para ela, todo esse lado do Natal “é uma treta!”. O que não a impede de viver um pouco o espírito natalício, já que vai participar no Natal dos Hospitais, que este ano se realiza no Hospital Júlio de Matos. “Antes no Júlio de Matos do que no Júlio Pereira!”, acrescentou de imediato o instrumentista. “Mas quando recebes postais de Natal dos teus amigos, não gostas?”, pergunta a cantora. “Não, de tal maneira que nem sequer os mando. Mas atenção tens que perceber que como faço anos a 22, até 25 é uma zona de festa mas muito ligada ao meu nascimento e não ao do Cristo.”
Filipa Pais dá e recebe prendas no Natal. Júlio Pereira, só ao filho e aos pais. “Gosto ainda mais de receber prendas quando não estou à espera”, diz a cantora, que as oferece apenas quando lhe “apetece”, não só no dia de Natal nem no dia de anos. Para ela, este Natal vai ser igual ao dos últimos anos, passados com a família em Lisboa. Júlio Pereira tenciona passar a véspera na casa da família de José Afonso e o almoço do dia de Natal com os pais. “Depois já sei que vai ser uma seca ao jantar, não sei se vou ter alguém com quem jantar. Está tudo fora.”
Seguiram-se os brindes de Natal. Júlio Pereira foi directo à questão: “Desejo que a minha própria editora se lembre, nesta data festiva, de informar as pessoas, o país, que saiu um disco meu.” Filipa Pais, mais evasiva, deseja que não haja “mal-entendidos” entre ela, as pessoas com quem trabalha e os seus amigos. E garante que, “egoisticamente”, a prenda que mais gostaria de receber era “uma casa boa, em Lisboa, mesmo no centro, com uma boa vista e jardim”. E a seguir outra casa “fora de Lisboa”. “Tinha que ser um pai Natal muito rico!” E, já agora, que o seu disco “venda bem”. Em tom menos materialista, Filipa Pais gostaria ainda que este Natal lhe trouxesse a possibilidade de “estar sempre muito bem e ter a capacidade para resolver todas as questões que poderão existir no próximo ano”. “Paz, paz, paz para o mundo inteiro” são ainda os votos da cantora, de imediato contrariados por Júlio Pereira. “Não acredito na paz nem um bocadinho! Se houvesse paz, a vida não tinha piada nenhuma. Claro que estou a falar da tal paz, sinónimo de pasmaceira, de sermos todos irmãozinhos a vivermos democraticamente as mesmas coisas.”
Prendas, Júlio Pereira contenta-se com uma: “Fui informado que o Naná Vasconcelos quer tocar comigo.” “A gente espera sempre o melhor”, continua, “sou músico, sempre fui e acho que vou ser, por isso o que espero é continuar a ter imaginação e saúde”. “Saúde! Saúde, sim!”, corrobora Filipa Pais, “saúde física e mental”. “Não acho que os discursos de Natal sejam eficazes”, acrescenta Júlio Pereira, “da mesma maneira que não faz sentido um fulano qualquer que nesse dia vai entregar umas roupas velhas a um mendigo na rua. Não acredito nesse gesto. Que esse gesto modifique a atitude do próprio mendigo. Além disso, os sistemas políticos reviraram toda a simbologia do Natal, que se transformou na época de maior consumo em qualquer país industrializado.” Para Júlio Pereira, o mais importante passa “pelo encontro de pessoas que gostam de estar umas com as outras, várias vezes ao longo do ano e não, como faz muita gente, resumir tudo num momentinho, no Natal”.
O almoço prosseguiu, e com ele o desfiar do rosário de algumas das misérias que minam a música portuguesa. Mas essas são histórias de todo o ano e não será o Pai Natal que as vai resolver. E Filipa Pais acabou a cantar o “Feliz Natal”…

EMENTA

Vinho tinto, Quinta do Cotto, colheita de 1991
Entradas: (farinheira, moira, morcela, linguiças em
vinha d’alhos, presunto, salpicão, queijo da serra,
requeijão).
Júlio Pereira: Mãozinhas de vitela
Filipa Pais: Cozido à beirão
Leite creme
Café
Whisky

Júlio Pereira – Acústico
Filipa Pais – a partir daqui…