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Cro Magnon – “Zapp!”

Pop Rock

29 Janeiro 1997
poprock

Cro Magnon
Zapp!
CARBON, IMPORT. PLANETA ROCK


cm

Não confundir com o grupo com o mesmo nome que gravou um álbum pré-histórico, percursor dos actuais tribalismos, na ESP. Estes Cro Magnon são europeus, belgas, civilizados e adeptos da sofisticação, e a sua proposta é uma “Urban chamber music”, que é como quem diz uma música de raiz clássica e intimista que recorre a fórmulas e estruturas modernas de composição conotadas com o rock. Sem ser especialmente inovador (de notar que se trata de uma edição de 1992 que só agora chega até nós), tal não impede de discernir uma quantidade de pontos de interesse neste alinhamento de pequenas peças equidistantes do minimalismo electrónico da Mikel Rouse Broken Consort e da falsa etnicidade de Daniel Schell com os Karo, para citar os dois grupos de parentesco mais próximo com os Cro Magnon. É uma combinação, sempre curiosa e suficientemente imaginativa, de violino, baixo, saxofones, guitarra eléctrica, samplagens e teclados vários que, socorrendo-se do referencial da “nova música de câmara”, está, no entanto, mais próxima do minimalismo dos grupos já citados, na sequência de uma apetência belga por este tipo de formações (Soft Verdict, Justine), que dos introdutores desta escola, os também belgas Univers Zero e Art Zoyd. (8)



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Cro Magnon – Bull?

23.04.1997
Cro Magnon
Bull?
LOWLANDS, DISTRI. ANANANA

cromagnon_bull

O anterior álbum desta banda belga chamava-se “Zapp!”. No novo trocaram a exclamação pela interrogação. Este “Bull?” apresenta, na capa, uma série de “cartoons” com alusões em desenho animado ao problema das vacas loucas. Uma aparente boa disposição que não tem paralelo na música, uma vez que os Cro Magnon levam bastante a sério a sua tarefa de continuadores do “chamber rock”, movimento que os seus compatriotas Univers Zero ajudaram a criar. Os mugidos que se ouvem no início de “Cowcrash” não contam. Embora menos minimalista do que “Zapp!”, “Bull?” situa-se ainda no ponto de confluência desta escola com um rock de tendência classicizante que dispensa a bateria, para se concentrar nas harmonias complexas elaboradas pelos violoinos, saxofones e manipulações várias do “sampler”. Mikel Rouse e Daniel Schell, compositores da geração de minimalistas dos anos 80 (o segundo já envolvido em correntes mais universalistas), continuam a ser as principais referências, embora haja temas onde os arranjos para cordas recordem certas convulsões da linha mais extremista dos Kronos Quartet e noutros o sax faça lembrar os Miriodor ou os Birdsongs of the Mesozoic (“Cowcrash”). Música inconfundivelmente europeia, simultaneamente cerebral e sensitiva, dirige-se sobretudo àquele tipo de público que não dispensa a sua dose periódica de sons Recommended. (8)

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