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CMU – Open Spaces / Space Cabaret

18.07.1997
CMU
Open Spaces / Space Cabaret (8)
See For Miles, import. Torpedo

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Em edição dois em um (extirpada de um tema de “Open Spaces”), surgem os C.M.U., ou Contemporary Music Unit, um dos grupos mais inclassificáveis e menos conhecidos do Progressivo inglês de segunda linha. “Open Spaces”, de 1971, e “Space Cabaret”, de 1983, escapam às definições, embora permitam aproximações. Para baralhar ainda mais: Um dos seus elementos, Pete Cook, baixista do primeiro álbum, chegou a tocar com os Soft Machine, enquanto outro, o percussionista Roger Odell, entraria para aformação de “soul disco”, Shakatak. “Open Spaces” junta os “blues” polvilhados pela loucura de Captain Beefheart com a longa “suite” psicadélica que dá título ao álbum, um mantra com violino étnico, que tanto se afunda em ácido como flutua num minimalismo de cristal.
Com a entrada no grupo de Ed Lee (autor maníaco de uma “História da Música Popular”), para substituir Cook, os CMU enveredariam pelo dexonhecido de uma pop progressiva que tanto evoca uma mistura dos Caravan com os cabarés sofisticados de Anna Domino (“Space Cabaret”) como deriva para terminais sem saída de Canterbury. Ora retorcidos como os Comus (de “To Keep From Crying”, não do infernal “First Utterance”…), ora num quase plágio de Peter Hammill, em “A Distant Thought, a point of light”, os CMU passearam-se, com elegância, por onde quiseram. Seguir-lhes o rasto é caminhar por uma estrada onde, a cada passo, o reconhecimento tropeça na surpresa.