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Santana – “Sacred Fire – Live in South America”

Pop Rock

24 NOVEMBRO 1993
NOVOS LANÇAMENTOS POP/ROCK

Santana
Sacred Fire – Live in South America

Polydor, distri. Polygram


santana

“Soul sacrifice” é o sacrifício que a alma tem que fazer para ouvir de ponta a ponta a música velha, muito velha, de um guitarrista que se diz habitado pelo fogo divino, mas cuja chama há muito se apagou.
“Sacred Fire” é música para as massas e uma revisitação pastosa dos temas mais óbvios que se conhecem dos Santana: “Black magic woman”, “Gypsy queen”, “Oye como va”, “Samba pa ti”, “Guajira”, “Soul sacrifice”, “Europa”… Inovação, nem vê-la. Excitação? Parece haver alguma, nos gritos de histeria da assistência. Carlos Santana continua a ser um bom guitarrista, mas nota-se menos. Os percussionistas das primeiras batucadas já se foram. Ficou o nome, uma latinidade assumida e um imenso estendal de tédio até à iluminação final. (2)

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Carlos Santana – Oneness, Silver Dreams – Golden Reality

07.05.1997
Carlos Santana
Oneness, Silver Dreams – Golden Reality
REWIND, DISTRI. SONY MÚSICA

carlossanatna_oneness

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Gravado ao vivo em 1976, “Oneness” corresponde à fase de maior misticismo do guitarrista do grupo Santana, além de parceiro, musical e na devoção religiosa, de John McLaughlin, com quem gravou o álbum “Love, Devotion, Surrender”. Carlos Santana usava então a música como veículo da mensagem propagada pelo seu guru indiano, Sri Chinmoy. O que poderia traduzir-se numa invocação lamechas ou numa apologia ingénua do pacifismo é, pelo contrário, lido pelo guitarrista de outra forma e com obtenção de resultados musicais bastante satisfatórios. A oração de Carlos Santana ao mundo e aos seus mestres realiza-se através da entrega e da abertura interiores, bem como da libertação de energia espiritual através da guitarra. Opção sábia, uma vez que estamos perante um instrumentista de formidáveis recursos, o que fica bem demonstrado ao longo de todo este álbum, numa série de solos cujo poder evoca os melhores momentos da Mahavishnu Orchestra (de “Birds of Fire”). Dos álbuns mais “progressivos” e “Sinfónicos” deste músico (no modo como são estruturados alguns arranjos, como em toda a introdução de “Transformation Day”), sem dúvida um dos mais marcados pela sua veia mística, “Oneness” peca apenas pelos temas vocalizados, em que um registo de balada soul faz retroceder a ascese ao nível de um mainstream mal iluminado. (7)