Isan – Salamander

12.05.2000
Isan
Salamander (8/10)
Morr Music, distri. Ananana


isan

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Desde que Robin Squille e Antony Ryan, a dupla que responde por ISAN (Integrated Services Analogue Network) ouviram “Zuckerzeit”, dos Cluster, e “Wonderland”, dos Pyrolator (não é de mais realçar a importância histórica destes dois álbuns), nunca mais puderam deixar de olhar para a música electrónica como um território (talvez o último…) de diversão. Como muitas outras bandas (Tarwater, Holosud, Schlammpeitziger, To Rococo Rot, Kreidler, FX Randomiz, Tele-Funken, etc.) mais ou menos conotadas com o electro-pós-rock, os ISAN chegaram à conclusão de que não são necessários muitos meios para fazer render a imaginação e retirar da maquinaria um manancial de passatempos para a inteligência. Com um punhado de sintetizadores analógicos, caixas de ritmos e um apurado sentido lúdico os ISAN confirmam com “Salamander” e excelente impressão deixada pelo anterior “Beautronics”. Ritmos simples, timbres de extrema clareza e, acima de tudo, uma maneira de desenhar melodias directamente inspiradas na dupla mais importante do krautrock, Dieter Moebius e Joachim Roedelius (acrescentemos ainda os Kraftwerk de “Ralf and Florian”, em “Effwel”9, encaixam uns nos outros como uma casinha de bonecos habitada pelas personagens de “Toy Story”. Ou pela salamandra que os dois músicos afirmam ter encontrado um dia alojada no interior das placas dos seus sintetizadores velhinhos e que, segundo dizem, é a responsável pela originalidade do seu som… Mais calmo e contemplativo que “Beautronics”, “Salamander” é um fruto electrónico tão leve e sumarento como a “Ananas symphonie” dos Kraftwerk. Sintetizadores em férias num asteróide, com bronzeador e óculos de sol.

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