Rome – Rome

04.06.1997
Rome
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THRILL JOCKEY, IMPORT. TORPEDO

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Terramoto. A música dos “pós-rockers” Rome é um verdadeiro abalo telúrico de grau máximo na escala de Richter. “Rome” tem a mesma força concentracionária do primeiro e decisivo álbum dos Laibach, “Nova Akropola”, a psicose que contamina o lado mais implosivo dos Einstuerzende Neubauren e a brutalidade de carnes em convulsão de Elliott Sharp ou dos Art Barbeque. Uma energia física, muscular, criada pelos “samplers” de Le Deuce, o baixo de Rik Shaw e a bateria e percussões graníticas de Elliot Dicks. “Rome” é, até à data, um dos paradigmas mais brutais do pós-rock, frente ao qual o próprio John McEntire se encolheu, já que limitou aqui a sua participação à produção do tema “Radiolucence (version)”. (Abramos aqui um parênteses para dizer que McEntire representa, hoje, para o movimento pós-rock de Chicago, o mesmo que Conny Plank representou para o “krautrock” nos anos 70). E, já que estamos com a mão na massa, lá vai a referência “krautrock” obrigatória: Conrad Schnitzler, da fase cataclísmica dos Kluster. (7)

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