Eleftheria Arvanitaki – “The Bodies and the Knives”

Sons

5 de Novembro 1999
WORLD


Eleftheria Arvanitaki
The Bodies and the Knives (7)
Polydor, distri. Sons da Terra


ef

Irlanda, Escócia, Galiza, Bretanha. Verde e humidade. Granito e folhas de carvalho. Que mais pode querer uma alma céltica senão banhar-se pela eternidade fora nesta luz velada? Sol! Quer sol. Imagens do Mediterrâneo. O verde dá lugar ao ouro e azul. Limpidez absoluta do céu e do mar separados por uma linha de calcário. Vem da Grécia a voz de uma mulher que nos últimos anos tem conquistado progressivamente terreno no continente da world music. Chama-se Eleftheria Arvanitaki, a Folk Roots concedeu-lhe oportunamente largo espaço nas suas páginas e é bela como imaginamos que são todas as mulheres gregas. E tem uma voz que é uma dádiva do Olimpo. Há uma sensualidade característica no canto feminino grego (ou bizantino, se quisermos alargar o seu campo de acção), um equilíbrio de virtude e de pecado matizado pelo sol de um meio-dia sem fim. Quando Eleftheria canta é como se dançasse nua. “The Bodies and the Knives” foi gravado há já cinco anos, um entre possíveis cartões de visita retirados de uma discografia que já rondará a meia dúzia de álbuns. O ponto de partida foi, neste caso, a música da Arménia, através das composições originais de Ara Dinkjian, um arménio residente em Nova Iorque, encarregando-se Dimitris Papadimitriou dos arranjos. Não é um disco fora-de-série, daqueles que levam à loucura. Tem para oferecer uma produção sem arestas, com o sabor suave que o mercado costuma pedir à world music. A voz vale a audição. Escutando-a em temas como “Shadows and colours”, “Like rain” (uma valsa de sal, areia e mel) ou “The ropes” sentimos que há músicas que são para ser ouvidas com a pele.



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