Kreidler – Kreidler

06.10.2009
Kreidler
Kreidler (7/10)
Wonder, distri. MVM

kreidler

LINK (Appearance and the Park)

Dois álbuns, “Weekend” (1996) e “Appearance and the Park” (1998), com a sessão de remisturas “Resport” pelo meio, foram suficientes para os Kreidler serem comparados aos Kraftwerk ou elogiados publicamente por gente como David Bowie, Arto Lindsay, Pavement, Stereolab e Nicolette. Stefan Schneider, que partilhava a sua actividade com os To Rococo Rot, abandonou entretanto o grupo no final das gravações de “Appearance and the Park” ficando o grupo reduzido ao trio Andreas Teihse, Detlef Weinrich e Thomas Klein, auxiliados pelo baixista substituto Alex Paulick. “Kreidler” surge então como um renascimento que, se não rompe em absoluto com o passado, o reformula segundo novos modelos não inteiramente satisfatórios. Permanecem os ambientes de nostalgia, mas a verdade é que esta nova colecção de naturezas-mortas electrónicas padece de alguma anemia e autocontemplação. O tema de abertura, “Circles”, contribui com mais uma pedra para a construção da estátua e homenagem aos OMD. O mesmo acontece com “Mnemorex”, uma canção da boa velha pop electrónica, vocalizada pelo convidado Momus. “Bewitched” é, por outro lado, a primeira incursão declarada dos Kreidler no “easy listening”, mas o encosto comodista a soluções preguiçosas que passam pelo trip-hop, o “chill-out” e o “ambient tecno” sugerem que o ambientalismo se recolheu, veremos se no tempo de um álbum ou se em definitivo, no palácio gasto dos “estetas” fartos de aventuras. Ilustrativos desta “desistência”, temas como “Sans Soleil”, “Beauties”, “Ashes” ou “The boy who wonders” dão dos Kreidler a imagem daquilo que eles nunca foram: uma banda vulgar.

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