Bohinta – “Bohinta”

POP ROCK

30 Abril 1997
world

Bohinta
Bohinta
VELO, DISTRI. STRAUSS


bo

A capa promete, com um melro fantasmagórico especado num bosque de Tolkien. A música não é menos surpreendente. Quem são e de onde vieram os Bohinta? Segundo eles, a ideia começou a germinar há sete anos, passando os Bohinta de uma banda convencional para o actual “colectivo musical”, formado por 17 elementos. Uma autêntica orquestra folk, com direcção de Martin Furey (voz, guitarras, “whistle” e gaita-de-foles), coadjuvado pela sua mulher Áine (voz e “bodhran”). O grupo, embora irlandês, tem pontos de contacto com a escola inglesa dos anos 70 (Fairport Convention, Mellow Candle, Spirogyra) com Áine a revelar-se uma cantora de vastos recursos, plena de expressividade, num registo que oscila entre o “vibrato” de Carolane Pegg e as ornamentações de Sandy Denny. Talento que só por si não seria suficiente se não tivesse a apoiá-lo o notável trabalho de composição do seu marido. Temos homem. E temos um álbum, no mínimo, capaz de surpreender a cada momento, uma vez que esses dotes de Martin Furey se estendem por áreas bastante pouco frequentadas e, amiúde, contraditórias, do “folk rock”, possuindo aquilo que, em qualquer caso, distingue um objecto único da massa: magia. Inclassificável nos múltiplos pormenores e universos musicais que percorre, remetendo para diversos recantos da memória e da História sem, contudo, descurar a inovação, “Bohinta” constitui uma das revelações do ano. (8)



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