Vários – “In the Land of Mantra”

Pop Rock

15 Janeiro 1997
pop rock

Vários
In the Land of Mantra
MANTRA, DISTRI. MEGAMÚSICA


various

Em tempos de plena ascensão do Progressivo, dos nomes da primeira geração aos que na actualidade reivindicam idêntica atitude, a Mantra surge como uma das principais editoras apostadas na reedição em compacto de alguns dos nomes mais representativos da música Progressiva nos anos 70. O interesse maior da presente colectânea, subintitulada “Le Meilleur de la Progressive a Prix Sympa”, reside em que uma fatia larga dos artistas nela incluídos saem, não da escola inglesa, responsável pela maior parte dos estereótipos do género, mas do Continente ou mesmo das fileiras no minimalismo norte-americano, aqui representado por dois dos seus “gurus”, Terry Riley e Steve Reich, este último com um excerto de uma das suas obras mais herméticas, “Four Organs/Phase Patterns”. Assim, encontramos neste curioso repositório de bizarrias os alemães Amon Düül II, com o título-tema de “Wolf City”, ao lado dos franceses Dashiell Hedayat (esperemos que a Megamúsica nos traga o interessante “Obsolete” que este poeta relacionado com os americanos da “beat generation” gravou com os Gong), Clearlight, com o quinto movimento da sua sinfonia inspirada (ou composta?) sob os efeitos do ácido com o mesmo nome, e Catherine Ribeiro, a voz interventiva, de ascendência lusa, que ainda hoje se faz acompanhar pelo grupo Alpes, com “Aria populaire n9”, do álbum “Fenêtres Ardentes”.
Os Gong participam com o título-tema de “Flying Teapot”, primeiro álbum da sua trilogia “Radio Gnome Invisible”, encontrando-se ainda o seu sintetista Tim Blake, com “Song for the new age” (retirado de um dos seus piores álbuns, “New Jerusalem” – teria sido preferível recorrer ao bem mais conseguido “Crystal Machine”), e o seu saxofonista e flautista zarolho Didier Malherbe, com “Berger des nuages”. Dos ingleses, foram escolhidos Hugh Hopper, ex-baixista dos Soft Machine e Soft Heap, presente em quase tudo o que de importante surgiu com o carimbo de Canterbury, como “Minipax 1”, extraído da obra-prima “1984”; Phil Miller, guitarrista também ligado a diversos grupos de Canterbury, como os Hatfield and the North e Matching Mole, com “Above and below” e os Spooky Tooth, com um bocado da sua horrenda colaboração com o compositor francês de música electrónica contemporânea Pierre Henry.
Um outro passado a descobrir, sim, mas por quem? (7)

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