The Mystic Astrological Crystal Band – “Flowers Never Cry”

Pop Rock

26 Fevereiro 1997
reedições

The Mystic Astrological Crystal Band
Flowers never Cry
DEMON, DISTRI. MEGAMÚSICA


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The Mystic Astrological… Devem estar a gozar. Não, irmãos, a coisa é séria. “Flowers never Cry” é um exemplar, até agora desconhecido, da grande saga de loucura que atravessou o ano mágico de 1967, que agora chega para nos torrar o juízo.
Os Mystic Astrological são o produto lancinante emanado da mente de um tal Steve Hoffman e “Flowers never Cry” uma enxurrada de LSD que levou, na época, algumas outras mentes, não menos perturbadas, a verem neste quinteto norte-americano um possível competidor dos Beatles. De facto, são dois discos num, gravados no mesmo ano de graça de 1967, e as primeiras reacções que provocam são a incredulidade e o riso. Não pode ser. Começa com assobios e prossegue numa pop de brinquedo pela psicadelia mais iluminada desde que Syd Barrett abriu com os Pink Floyd “the gates of dawn”. É do estilo do ácido transformar em assuntos de vida ou de morte as coisas mais triviais. “Barnyard philosophy”, “Geometry alley”, “Le vent”, “Sunbeams and rainbows”, “I think I’ll just lie here and die”, “Ah ah ah ah”, “Krystalyze”. Humor, vozes mediúnicas, “sitars”, marimbas, guitarras de Natal, “Vietnam karate”, declamações, filosofia barata, penteados à Mike Flowers, os anos 60 à deriva numa felicidade sem leme. Beatles, Pink Floyd, San Francisco, Monkees, Tyrannosaurus Rex, Beach Boys, ficção científica, Greenwich village, tudo misturado num chapéu de feiticeiro donde brotam melodias de uma beleza descaradamente “kitsch”. Meus irmãos, em 1967, a “trip” não começava por “E” nem dava para curtir nas discotecas. Eram dois dias de viagem pelo outro mundo sem garantia de regresso. Steve Hoffman era a imitação de um génio ou são ainda os efeitos da ressaca? (8)



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